Adolfo Pérez Esquivel: “Parem o mundo, eu quero descer!”Denúncia:”aves de destruição em massa”


04/04/2022 – 17h44 em Vio o Mundo

Publicamos este texto de Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz denunciando as guerras no mundo especialmente na Ucrânia. Chama atenção para algo gravíssimo: Em Kiev,estão sendo produzidas armas biológicas e químicas, apoiadas pelo Pentágono e pela Departamento de Estado dos USA. Bactérias e vírus são inoculados em Aves migratórias que poderão levar doenças por todo mundo. É um crime inominável, a pior forma de guerra para atingir diretamente a vida humana indefesa.


“Parem o mundo, eu quero descer!”

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Faz vários anos, dos quais não me lembro nem dos autores e atores do velho filme: “Parem o mundo, eu quero descer”. Entre alguns amigos, comentávamos, tudo bem, mas… para onde vamos?

Nesse momento, há várias décadas, estávamos preocupados com a situação mundial, com a guerra no Vietnã, na Argélia, os golpes de Estado; este planeta é a nossa casa comum, não temos outra e a estão destruindo a cada dia, o Apocalipse não será causado por uma catástrofe natural, o ser humano busca sua autodestruição provocando guerras, fome, discriminação, destruição do meio ambiente e outras calamidades, das quais não há retorno.

A dança das guerras não tem fim, o mundo está sofrendo atualmente 25 guerras de alta e baixa intensidade, conflitos armados em várias regiões do mundo e as guerras silenciosas da fome e a pandemia de Covid-19, com mais de cinco milhões de mortos, até o momento.

Jorge Luis Borges dizia: “Não é o amor que nos une, mas o espanto”.

É preciso escolher entre o Amor e a Vida ou a bomba. Não há guerras justas, e ainda menos guerras santas. Creio nas causas justas. Toda guerra traz consigo destruição e morte e são os povos que a sofrem, e deixam feridas e marcas do sofrimento por várias gerações.

O Papa Francisco diz: “A guerra é feita pelos governos e é padecida pelos pobres e pela gente comum”.

Estamos diante de uma guerra que já dura mais de um mês entre a Ucrânia e a Rússia, com graves perdas de vidas, destruição de cidades, refugiados. Todo mundo sabe como as guerras começam, ninguém sabe como elas terminam.

Quem são os responsáveis pela guerra? – O outro é o culpado. É a resposta do outro – é a razão da sem-razão.

É preciso “desarmar a razão armada” para construir a Paz, não como ausência de conflito, mas para restabelecer relações de convivência e respeito mútuo entre as pessoas e os povos.

“Ignacio Ramonet, diretor do Le Monde Diplomatique da España, envia uma nota “urgente”, fazendo referência a uma recente reunião do Conselho de Segurança da ONU, convocado a pedido da Rússia, que denuncia e apresenta documentação dos laboratórios biológicos e químicos encontrados em Kiev, financiados pelo Pentágono e pelo Departamento de Estado dos EUA, sobre o programa de armas biológicas na Ucrânia. “As Aves de Destruição em Massa”, documentação que mostra que o mundo está enfrentando mentes sinistras que põem em perigo a humanidade.

Vou fazer um resumo porque a situação é tão grave que exige uma análise serena e profunda. Os Estados Unidos negam sua responsabilidade no Conselho de Segurança da ONU e, ao mesmo tempo, se opõem a uma investigação sobre os laboratórios de armas biológicas que financiam.

O governo da Ucrânia é partidário e cúmplice dessa política sinistra. O mundo está preocupado com a posição dos ex-presidentes dos EUA George Bush, Barack Obama, Donald Trump e do atual, Joe Biden, se eles desconheciam a existência dos 336 laboratórios.

O que fizeram? Eles têm consciência, valores éticos, responsabilidade pelas consequências dos vírus com a utilização de aves migratórias para contaminar e atacar outros povos?o

A guerra tem muitas faces que escondem a crueldade por trás de máscaras de interesses políticos, econômicos e geopolíticos. Os meios de comunicação hegemônicos, a propaganda cúmplice. Volto a reiterar que a primeira vítima da guerra é a Verdade, e a Mentira é a Mãe de todas as violências.

Os fatos confirmam que o presidente Joe Biden não quer a paz entre a Rússia e a Ucrânia, a União Europeia também não, nem a OTAN. Todos esses atores buscam fomentar o conflito e pretendem apagar o fogo da guerra com mais combustível: o envio de armas para a Ucrânia, imposições e sanções econômicas e censura da mídia russa.

A Europa se esqueceu da Segunda Guerra Mundial, se esqueceu do Holocausto?

Os governos ocidentais pretendem tapar o sol com as mãos, censurando a cultura russa, como Dostoiévski, Tolstói, os seus artistas, cientistas, atletas e todas as manifestações desse povo. Não procuram formas de resolver o conflito através do diálogo.

Eles estão empurrando a humanidade para uma provável guerra nuclear, que colocará em risco a existência planetária.

A isso se soma a recente denúncia das “Aves de Destruição em Massa”, os laboratórios biológicos e químicos encontrados na Ucrânia, que consistem em usar aves migratórias e inocular vírus nelas.  As aves são numeradas e identificadas para atuarem como portadoras em outros continentes para descarregar vírus, doenças, epidemias, como arma silenciosa e mortal.

“Parem o mundo que eu quero descer”, estamos aqui e agora, os povos não são espectadores, são protagonistas de suas próprias vidas e construtores de sua própria história, e devem enfrentar grupos de poder econômico, político e militar, que tratam de dominar o mundo.

Devemos exigir que a Rússia e a Ucrânia parem a guerra, que os EUA, a União Europeia e a OTAN garantam que vão desmantelar as bases militares que estão cercando a Rússia. A ONU deve despertar e agir com coragem para alcançar a Paz, e não ficar paralisada pelas grandes potências. E deve fazê-lo antes que seja tarde demais.

Quando a guerra termina, a Paz não é obtida. É preciso curar as feridas do corpo e do espírito, gerar condições de igualdade e direitos de vida justa para reconstruir e construir em conjunto com os povos vítimas da violência.

Confiamos que Outro Mundo é Possível.

Nós, os povos do mundo, exigimos o fim da guerra e a construção da Paz. É um direito de toda a humanidade.

Na rebelião dos estudantes em Paris em maio de 68, eles propunham “a imaginação ao poder” – “Sejamos realistas, peçamos o impossível”.

Peçamos à UNESCO que convoque uma Assembleia Geral urgente diante da situação que a humanidade está vivenciando, para exigir o fim da guerra e o início do diálogo para se chegar a uma solução para o conflito.

Lançar as bases para promover “Um novo contrato social”, diante dos desafios do nosso tempo. Como os avanços tecnológicos e científicos revolucionaram a vida e alteraram a velocidade do tempo, é preciso revisar e atualizar o caminho para um novo amanhecer da humanidade.

Nós propomos.

Aos líderes religiosos do mundo, que se unam espiritualmente na diversidade pela Vida e Paz, que proponham 3 dias de manifestação em todos os locais de culto, em mosteiros, igrejas, templos, sinagogas; que convoquem os povos para rezar e peçam a Deus o fim da guerra, que toquem os sinos conclamando os governantes do mundo a pôr fim à guerra.

Que o amor os una e não o pavor.

O impossível é possível, se unirmos vontades e rechaçarmos a violência e as mentiras que tratam de impor um pensamento único e a monocultura das mentes.

Aos movimentos sindicais, aos operários, camponeses, indígenas, aos homens e mulheres, para que se manifestem pelo fim da guerra e pela Paz com Justiça.

Que coloquem nas fachadas de suas casas a bandeira branca e a do seu país. Que em todos os povoados se façam ouvir panelaços e manifestações com instrumentos.

Que escolas e universidades, centros científicos e intelectuais hasteiem a bandeira branca junto com a nacional.

Nós, os povos do mundo, nos mobilizamos por meio de redes sociais, de meios alternativos e pela resistência cultural e a criatividade. O impossível é possível. Não deixemos que a vida e a esperança nos sejam roubadas.

*Adolfo Pérez Esquivel, ativista argentino referência na defesa dos direitos, ganhador do Prêmio Nobel da Paz.

Denúncia da Pastoral Popular Luterana sobre as falsas versões oficiais do golpe militar de 1964.

Publicamos este texto da Igreja Evangélica de Confissão LUTERANA do Brasil que denuncia a versão mentirosa que as atuais autoridades deram ao golpe militar de 1964. Junto com a Igreja Católica, com a Presbiteriana também a Igreja Luterana se somou à outras Igrejas e grupos de Direitos Humanos na resistência e oposição àquela ditadura que tanto mal fez ao país além de inúmeras vítimas, perseguidas, encarceradas, torturadas e mortas.Novamente estamos ecumenicamente juntos na luta pela democracia e pela verdade dos tempos sombrios vividos e sofridos em nosso país a partir de 1964: LBoff

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PASTORAL POPULAR LUTERANA – PPL

IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL

Carta Pastoral 2 2022 “Nunca mais!”

O que é que o Senhor pede de ti, ó ser humano, senão que pratiques a justiça e ames a misericórdia, e andes humildemente diante do teu Deus? Miquéias 6.8

Como parte da Comunidade viva que segue o testemunho do Cristo Crucificado, aquele que exaltou as mulheres e as crianças, que se identificou com as pessoas humildes e perseguidas, que expulsou os adoradores do poder e do dinheiro do Templo, que condenou a tortura, a violência, a usura, o falso testemunho e a covardia, que foi torturado e morto pelos dois poderes estabelecidos de sua época, o religioso e o político, acabando na morte de cruz como um inocente, ficamos estarrecidos diante dos últimos acontecimentos do final do mês de março de 2022 em nosso país.

Por isso e como testemunhas do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e em fidelidade a Ele, viemos a público, com temor e tremor diante do Deus da Vida e da Justiça, para esclarecer e denunciar o que segue:

1. O dia 31 de março de 1964 não foi o início de uma revolução que tinha como escopo defender a democracia, como quer fazer crer a nota do Ministério da Defesa sob a batuta do general Braga Neto. O 31 de março daquele ano constitui um dos capítulos mais sangrentos e tristes da história nacional. A Ditadura no Brasil, sob o comando dos militares a serviço de forças econômicas nacionais e estrangeiras, em conluio com empresários e a mídia corporativa, assassinou, torturou e violentou milhares de brasileiras e brasileiros, como testemunham pesquisas acadêmicas nacionais e mesmo dos EUA, baseadas em documentos fidedignos1. A Ditadura de 1964 fechou o Congresso Nacional e todas as instituições que defendiam o Estado Democrático de Direito. Solapou as liberdades, censurou, perseguiu e matou aqueles e aquelas que se opunham ao regime totalitário e violento. A Ditadura, ao contrário do que proclamam seus porta-vozes atuais, defendeu e implementou a violência contra os próprios brasileiros e brasileiras. A violência política é o fim da liberdade e do embate político. A tortura é o contrário da democracia. A morte e perseguição política é a morte da ética e de qualquer resquício do Estado Democrático de Direito. Portanto, a nota de Braga Neto, que compara a

1 Cf. Brasil: nunca mais. Arquidiocese de São Paulo. Prefácios do Cardeal Dom Paulo E. Arns; e Dr. Philip Potter, ex-Secretário Geral do CMI – Conselho Mundial de Igrejas. 13a ed. Petrópolis: Vozes, 1986; Márcio Moreira ALVES. O Cristo do povo. Rio de Janeiro: Sabiá, 1968; Frei BETTO. Cartas da prisão. 2a ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977; Flávio TAVAVRES. 1964 – O golpe. Porto Alegre: L&PM, 2014 – com farto material colhido na Biblioteca do Congresso dos EUA) e, obviamente, o relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), órgão temporário criado pela Lei 12.528, de 18 de novembro de 2011, que encerrou suas atividades em 10 de dezembro de 2014, com a entrega de seu Relatório Final. O livro pode ser acessado no site http://cnv.memoriasreveladas.gov.br

ditadura a um processo democrático, é totalmente infundada e mentirosa. Não há nenhuma possibilidade de se comparar Ditadura com um processo democrático. A memória verdadeira de nossa história tem nomes e sobrenomes, que são justamente as centenas de vítimas mortas ou desaparecidas pelo regime civil-militar imposto a ferro e fogo. Como pessoas cristãs que seguem o Deus da vida, repudiamos as mentiras e declaramos que não iremos esquecer esses fatos, nem deixar que nossa história seja distorcida.

2. Por outro lado, nos deparamos também com denúncias de ações criminosas no Ministério da Educação, que culminaram com o afastamento do Ministro Milton Ribeiro, o qual se apresenta como Pastor e Teólogo evangélico (é de tradição presbiteriana). Através de um áudio vazado, o então Ministro disse claramente que, a pedido do Presidente da República, se deveria favorecer certas igrejas e alguns pastores escolhidos com as verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o que configura delito grave e fere a Constituição. Por conta de possíveis desvios de verba pública, essas pessoas podem ser enquadradas nos crimes de tráfico de influência e corrupção passiva, no mínimo. Em vista da gravidade desses fatos, senadores de vários partidos irão pedir a abertura de uma CPI do MEC. Inclusive, “as denúncias mais recentes chegam ao ponto de indicar o pagamento de propina com barras de ouro que totalizaria R$ 300 mil a título de liberação de recursos”, segundo fonte do Senado Federal. Enquanto ainda choramos pelas mais de 660 mil vítimas da Pandemia da Covid-19, pela situação financeira do país que voltou a estar no mapa da pobreza, por causa do escandaloso desemprego que afeta milhões de pessoas e suas famílias, com uma inflação de dois dígitos, com pessoas nas filas dos ossos por não ter o mínimo para comer, não podemos ficar omissos e calados diante do que fazem esses adoradores de bezerros de ouro, que buscam se enriquecer com o dinheiro público que deveria ser utilizado nas escolas brasileiras com nossas crianças e jovens. Não por acaso, milhares de escolas públicas viram sumir os alimentos da agricultura familiar que lhes chegava com as verbas da Merenda Escolar, o que compromete a saúde e a vida de milhões de crianças país afora.

Assim, como discípulas e discípulos de Jesus Cristo libertador, conclamamos as pessoas cristãs de todas as igrejas que confessam Jesus como Senhor da Vida Abundante, e mesmo pessoas de boa vontade, nesse tempo de Paixão e Páscoa, a seguir o caminho de Jesus, como está descrito pelo profeta Miqueias :

“Ele te declarou, ó ser humano, o que é bom e o que é que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus (6.8)

Não podemos concordar que falsos pastores, adoradores de bezerros de ouro, falem e se apresentem como evangélicos e mensageiros do Senhor Jesus! Quanto a nós, que nos convertamos e pratiquemos a justiça e a misericórdia como nos ensina o profeta. E assim aprendamos a andar em humildade diante de Deus e das pessoas, anunciando a Boa Nova do Amor de Jesus, que não se coaduna com a violência de qualquer tipo de Ditadura, tampouco com o desvio de verbas públicas.

Coordenação Nacional da PPL – Abril de 2022

O risco da destruição de nosso futuro

                                    Leonardo Boff

Em julho de 2021 o grande pensador da complexidade Edgard Morin completou 100 anos .Observador atento ao curso do mundo,entregou-nos um livro-Réveillons-nous! – Despertai! cheio de sábias e severas advertências. Resumiu seu pensamento numa entrevista à Jules de Kiss, publicada em 26 de março de 2022 na Franceinfo e reproduzida em  português pelo IHU de 4/4/22. Leitor assíduo de seus escritos, esta entrevista inspirou o presente artigo.

Morin adverte aquilo que venho há muito tempo repetindo: devemos estar atentos, tentar ver e entender o que está ocorrendo. A grande maioria, inclusive chefes de estado, são inconscientes das graves ameaças que pesam sobre o planeta Terra, sobre a vida e o nosso futuro. Parecem sonâmbulos ou zumbis, obcecados pela ideia do crescimento econômico sempre crescente e também de segurança e de mais  construção de armas de destruição em massa.

Vivemos sob várias crises, todas elas graves: a mais imediata é a pandemia que afetou todo o planeta cujo sentido último ainda não foi identificado. Para mim, é um sinal de que a Terra viva enviou aos seus filhos e filhas:”não podem continuar com a pilhagem sistemática da comunidade de vida na qual se encontram os habitats dos vários vírus que nos últimos anos assolaram regiões do planeta”. Com o Covid-19 foi todo o planeta atingido, não outros seres vivos e domésticos. É um sinal de que não está sendo lido pela maioria da humanidade,nem pelos analistas, centrados nas vacinas e nos cuidados necessários. Quem se pergunta pelo contexto em que apareceu o vírus? Ele é consequência do assalto dos seres humanos sobre a natureza especialmente com o desmatamento de vastas regiões,destruindo a casinha onde habitam os vírus que passaram a outros animais e deles a nós.

Grave é a crise climática pois se não cuidarmos até o ano 2030 o aquecimento pode chegar a 1,5 graus Celsius ou mais, comprometendo a maioria dos organismos vivos e grande parte da humanidade. Junto a isso vem a Sobrecarga da Terra (Earth Oveshoot) que foi constatada no dia 29 de julho de 2021: o bens e serviços importantes para a vida estão se esgotando. Já agora precisamos de 1,7 Terra para atender ao tipo de consumo principalmente das classes opulentas. Arranca-se da Terra aquilo que ela já não pode mais dar.Ela reage aumentando o aquecimento,os eventos extremos,a erosão da biodiversidade e mais conflitos sociais.

O que funciona como uma espada de Dámocles é a possibilidade de uma guerra nuclear que pode destruir toda a vida e grande parte da humanidade. Morin escreve: “Penso que entramos em um novo período. Pela primeira vez na história, a humanidade corre o risco de aniquilação, talvez não total – haverá alguns sobreviventes, como em Mad Max –, mas uma espécie de “reinício” do zero em condições sanitárias sem dúvida terríveis”. A guerra na Ucrânia suscitou este fantasma, pois a Rússia como já dizia Gorbachev pode destruir toda a vida com apenas a metade de suas ogivas nucleares. Mas cheio de confiança de que a história anda não foi fechada, Morin afirma esperançoso:” Precisamos esperar o inesperado para saber como navegar na incerteza”

É de todos conhecida a erosão das ideias democráticas no mundo inteiro. Está se impondo, em muitos países, como no Brasil, um espírito autoritário e fascistoide que faz da violência física e simbólica e da mentira direta, uma forma de governar. A democracia deixou de ser um valor universal e uma forma de viver civilizadamente em comunidade. Este espírito pode provocar um tsunami de guerras regionais de grande de destruição.

Não esqueçamos a advertência do Papa Francisco na Fratelli tutti  (2020): “estamos no mesmo barco, ou nos salvamos todos ou ninguém se salva”. Somos responsáveis pelo nosso futuro e pela vida no planeta

Temos a confiança de Morin de que, como a história tem mostrado,o inesperado e o improvável podem acontecer. Já um pré-socrático nos ensinava:”se não esperarmos pelo inesperado, quando ele vier, não o perceberemos”. E assim o perderemos.

Essa é a nossa confiança e esperança: estamos no meio de crises que não precisam terminar em tragédias fatais. Mas podem ser o despertar de uma nova consciência e então, a ocasião para um salto de qualidade rumo a um tipo de convivência pacífica dentro da única Casa Comum.Esse seria o próximo passo para a humanidade? Bem haja!

Leonardo Boff é teólogo e filósofo e escreveu:Como cuidar da Casa Comum,Vozes 2017.

Lançamento da Campanha PARA O FILME Eu Sou Neta dos Antigos

                                    Leonardo Boff

Sabemos que os indígenas especialmente na Raposa Terra do Sol estão permanentemente ameaçados em especial sob a atual políitica governamental anti-indígenas.

Um grupo de profissionais, conhecidos e amigos meus está produzindo um filme sobre os macuxi, sua ecologia, seus costumes, sua vida e visão do mundo. O grupo tem apoio de várias agências internacionais com a Miserior, Terre des Hommes, Tres Reis Magos e outros. Mas falta ainda uma parte para completar o fundo de execução do filme.Daí que se pensou um suporte voluntário e comunitário para completa o que já se tem no fundo.

Abaixo verão os termos e os attach com belíssimas fotos

Leonardo  Boff (sponsor do filme)

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No próximo domingo (03/04) às 19h, vai rolar uma live no perfil da Mayu filmes (@mayufilmes) no instagram  para o lançamento da campanha #eusounetadosantigos. 

O bate papo conta com a participação dos indígenas Kelly Wapichana, Edinho Macuxi (@cir_conselhoindigenaderoraima), Atiliana Brunetto do MST (@brunettoatiliana800 ), além do consagrado teólogo, escritor e filósofo Leonardo Boff (@leonardo.boff.oficial ), trazendo debates sobre a 18ª edição do Acampamento Terra Livre, Território Indígena e Preservação Ambiental.

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#mayufilmes #cinemanacional #leonardoboff #demarcaçãojá #cir

card do projeto
https://bit.ly/3wHZpdh


link da campanha de financiamento coletivo
https://nova.kickante.com.br/l/eusounetadosantigos

material de divulgação
https://bit.ly/3tEJURz


seguimos

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Adriana Miranda (coordenadora)