A espiritualidade natural, a ética,o cuidado: como evitar o fim do mundo

Leonardo Boff

A crise de nosso modo de viver neste único planeta envolve a todos até as nações imperiais. Quem diria que está havendo uma severa erosão dos valores democráticos dos Estados Unidos? O sonho original americano, repetem seus melhores, “implicava um novo mundo no qual o povo vivia livre para realizar seus sonhos,no interior de um ambiente social que gerava cidadãos eslarecidos, responsáveis e comprometidos, com uma apaixonada preocupação com a dignidade e os direitos individuais e dos outros na perspectiva do bem comum”. Evidentemente esse era o sonho da população não dos órgãos governamentais e do aparato militar de segurança que buscavam e ainda buscam,por todos os meios, mesmo bélicos, o monopólio do poder mundial.Aqui era e é outro o sonho.

O que está ocorrendo a partir dos anos 60, diz-nos Steven Rockfeller, da família dos bilionários Rockefellers, um dos idealizadores da Carta da Terra, de opção budista, uma das pessoas mais dialogáveis com quem pude conviver nos  trabalhos da redação da referida Carta, constata que a atual juventude,esqueceu os referidos valores, vive centrada no próprio eu, deprecia seu próprio país e perdeu o sentido da solidariedade.Conclui dizendo:”A América é uma nação à procurara de sua própria alma”(Sipiritual Democracy and our Schools, N.York 2022,p.15).

O que se diz dos Estados Unidos vale praticamente para todos ou os principais países, mesmo para  o nosso, já que estamos todos interdependentes e reféns da cultura do capital, acumulador, materialista,consumista,excludente e insensível ao destino das maiorias pobres. Como professor e pedagogo, Steven Rockefeller escreveu o referido livro “para renovar o espírito americano através da educação desde a mais tenra infância”.

Maneja três categorias com as quais me identifico e com elas tenho trabalhado há anos, em vista de um novo paradigma e de um outro estilo de educação: a espiritualidade, a ética e o cuidado da Casa Comum.

Steven vê a espiritualidade como uma dimensão essencial do ser humano com o mesmo direito de cidadania que o corpo, a inteligência, a vontade, a psique.Por isso é natural.Não se há de identificar a espiritualidade com a religião, embora possa haver inter-relações entre elas. A espiritualidade natural é  inata. Dela nascem as religiões como canalizações culturais deste dado originário.

Como nos tem mostrado,diz Steven, a filosofia, a psicologia do profundo e as neurociências, a “espiritualidade é uma capacidade inata no ser humano que, quando alimentada e desenvolvida, gera um modo de ser feito de relações consigo mesmo e com o mundo, promove a liberdade pessoal, o bem estar, e o florescimento do bem coletivo”(p.10). A espiritualidade natural coloca as questões inadiáveis do ser humano: por quê estamos neste mundo, o que nos espera para além desta vida e a percepção de uma Suprema Realidade. Ela se expressa pelo amor incondicional, pela reverência face ao Universo, pela solidariedade, pelo cuidado com tudo o que existe e vive e pela compaixão por quem sofre.

Essa compreensão me faz recordar a fala de Michail Gorbachev ao se encerrar a redação da Carta da Terra nos espaços da UNESCO em Paris no ano 2000:”Se quisermos salvar a vida no planeta precisamos de novos valores e de uma outra  espiritualidade”. Vale dizer, não são suficientes nossos bens materiais nem a tecnociência. Tudo isso deve vir impregnado dos valores do coração, sede do amor, da afeição, da empatia, da ética, do cuidado e da espiritualidade. Só assim se consegue estabelecer um laço afetivo e solidário para com todos os seres e para com a Terra e assim salvá-los. Todo ser possui um valor em si mesmo, para além do uso humno.A espiritualidade natural nos permite sentir tudo isso, é uma espécie de órgão natural de nossa vida que nenhuma porção de nossa natureza pode desempenhar adequadamente.A física quântica Danah Zohar e seu marido neurólogo, I. Marshall, demonstraram que temos dentro de nós, o que chamaram “o ponto Deus no cérebro”. Toda vez que de forma existencial se abordam temas do Sagrado e do Espiritual verifica-se uma aceleração significativa de neurônios de uma parte do cérebro. É uma espécie de órgão interior pelo qual nossa espiritualidade natural e inata capta aquela Energia poderosa e amorosa que tudo sustenta e age também em nossa interior.(D.Zohar, O ser quântico,Rio 1991).

A espiritualidade natural nos remete diretamente à ética, no sentido clássico dos gregos: a Casa (ethos bem cuidada, agora a Casa Comum, a Terra. O “ethos” busca o bem viver. A “ética”, as formas e maneiras de concretizar o bem viver, pelas virtudes do amor, da justiça, da justa medida, da beleza e demais virtudes consoante o sentir das várias culturas. Desde a mais tenra idade e no processo educacional deve-se desentrar a espiritualidade natural que sempre vem acolitada pela ética do bem viver.

Hoje mais do que nunca se faz urgente o cuidado, entendido, como a essência de todos os viventes, especialmente do ser humano, consoante o mito romano de Higino, explorado pela filosofia e pela antropologia (cf.L. Boff. Saber cuidar:ética do humano-compaixão pela Terra,  Vozes 2023). Deixado por si mesmo, nenhum organismo vivo sobrevive sem o cuidado.

Atualmente se confrotam dois paradigmas: o do poder e o do cuidado. O do poder atual como dominação caracteriza a modernidade. Foi com este poder que se submeteram os povos, muitos feitos escravos, a natureza desapiedadamente explorada, a matéria, a vida e a própria Terra hoje com parca sustentabilidade. O paradigma do cuidado renuncia ao poder como dominação e estabelece uma relação amigável com a natureza e respeita a Terra como a Grande Mãe e Gaia. Atualmente com a devastação no modo da modernidade, impõe-se o paradigma do cuidado se quisermos garantir as condições ecológicas de nossa sobrevivência.

A humanidade se encontra numa encruzilhada: ou segue o caminho do poder atual que implica uma exploração ilimitada dos recursos naturais a ponto de ter afetado o equilíbrio da Terra, haja vista a mudança climática irreversível; esse caminho pode levar-nos a um armagedom ecológico. Ou segue o caminho do cuidado. A humanidade pára, reflete sobre os riscos para sua sobrevivência e então define um rumo mais benevolente,marcado pelo cuidado para com a natureza, de uns para com os outro e com a Terra.Caso contrário, diz a Carta da Terra,”arriscamos a nossa destruição e a da diversidade da vida”(Preâmbulo). Não disse outra coisa o Papa Francisco na Fratelli tutti:”estamos no mesmo barco, ou nos salvamos todos ou ninguém se salva”(n.24)

Se ainda tivermos tempo para esta guinada do nosso destino comum com a Terra, iremos sobreviver e inaugurar outra forma de habitar o planeta,com sentimento de pertença e com a consciência de sermos seus guardiães fiéis.

A educação  possaui essa missão messiânica de desentranhar,desde a nascença, a espiritualidade natural,a ética da Terra e o cuidado pela criação.Por esse caminho haverá salvação.

 Leonardo Boff escrevei Cuidar da Casa Comum:como protelar o fim do mundo,Vozes 2024.

EIN GERECHTER UNTER DEN VÖLKERN

Leonardo Boff

Angesichts der Polemik und der Angriffe, denen er ausgesetzt war, gebe ich einen Artikel wieder, den ich am 3. November 2022 geschrieben habe.  Er hat  die Wahrheit gesagt, die niemand über die Kriegsverbrechen und den Völkermord sagen wollte, die immer noch im Gaza-Streifen stattfinden, der von einem bösen und grausamen rechtsextremen Premierminister Benjamin Netanyahu zerstört wird.

Seit über 40 Jahren. Woher kommt er? Er kommt aus den existenziellen Sklavenquartieren. Er ist ein Nordostler, verachtet von der rückständigen Elite, die in ihrer DNA eine feige Verachtung für die Armen trägt. Er ist ein Kind der Armut. Ein Überlebender des Hungers. Ein Pau de Arara, der mit seiner Mutter und seinen Geschwistern an den Stadtrand von São Paulo gezogen ist.

Die ganze Großfamilie lebte in einer kleinen Bar. Aber es gab eine Mutter, die alle Rollen von Vater, Mutter, Erzieherin, Beraterin und Vorbild erfüllte: Frau LINDU. Sie verstand es, alle ihre Kinder zu erziehen. Sie vermittelte diesem Mann in Kopf und Herz: Gib niemals auf. Stiehl niemals. Niemals lügen.

Dieser ethische Imperativ prägte sein ganzes Leben. Als Junge, der auf einem kleinen Markt arbeitete, wollte er unbedingt einen amerikanischen Cichlete stehlen. Brasilianische gab es nicht. Aber als er seine Hand ausstreckte, erinnerte er sich an Frau Lindu: Er hat das Fahrrad nicht gestohlen, er hat nie etwas gestohlen.

Ich kenne einen Mann, diesen Mann. Lange Zeit war er völlig entpolitisiert. Alles, was ihn interessierte, war Fußball und seine Lieblingsmannschaft, die Corinthinas. Er hat es geschafft, Metallurgie zu studieren. Er lernte aus Erfahrung, ohne etwas über Marx zu wissen, was ein Mehrwert ist. Anfangs, mit wenig Erfahrung, produzierte er eine bestimmte Anzahl von Produkten. Er verbesserte sich so weit, dass er mit größerer Geschicklichkeit und Geschwindigkeit immer mehr von demselben Produkt herstellte. Der Lohn blieb jedoch derselbe. Wem ging der Gewinn aus seiner erhöhten Produktion zu? Nicht an ihn, sondern an seinen Chef. Darin liegt der Mehrwert und der Akkumulationsmechanismus des Unternehmers.

Er wachte auf und erkannte die Ungerechtigkeit gegenüber den Arbeitnehmern. Er wurde ein Gewerkschaftsführer. Er stellte sich gegen die Militärdiktatur. Er wurde verhaftet. Als er freigelassen wird, entfesselt er den Adler, der in ihm schlummert. Sein Charisma als Führer kam zum Vorschein. Er verstand es wirklich, mit den Bossen auf einer Win-Win-Basis zu verhandeln.

Und er dachte: Die Mächtigen haben dieses Land während unserer gesamten Geschichte beherrscht. Sie haben nur für sich selbst regiert. Uns haben sie nie einbezogen. Wir waren Kohle, die für die Produktion ihrer Fabriken verbrannt wurde. Warum können nicht auch wir Arbeiter, die Mehrheit, unser Land regieren und es besser regieren, für alle, angefangen bei den am meisten Ausgebeuteten und Ausgegrenzten?

Zusammen mit anderen gründete er die Partei der Arbeiter (PT). Er kandidierte als Gouverneur und Präsident des Landes. Er hat immer verloren. Aber er gab nie seinen inneren Impuls auf, der von seiner Mutter inspiriert worden war: Niemals aufgeben. In seinen Reden forderte er: Wir müssen dafür sorgen, dass alle Menschen mindestens dreimal am Tag essen können, dass sie ein eigenes Haus mit Stromanschluss haben, dass sie sich selbst weiterbilden und ihre Söhne und Töchter auf gute Schulen schicken können. Eine Rente zu erhalten, um die Herausforderungen des Alters zu meistern. Vor allem aber die Freude am Leben und am sozialen Miteinander.

Und das Mysterium aller Dinge wollte, dass er aus der untersten Etage, aus den existenziellen Sklavenquartieren, aus den Randgruppen, an die zentrale Macht des Landes gelangt. Zum ersten Mal in unserer Geschichte organisierte ein Sträfling von der Erde eine Politik, bei der alle gewannen, auch die Wohlhabenden, aber vor allem diejenigen, die seit Dutzenden von Jahren auf der Hungerkarte standen. Wir hörten nicht mehr die hündischen Schreie von Kindern, die an den Röcken ihrer Mütter zerrten und um die fehlende Nahrung bettelten. Millionen von Menschen wurden in die Gesellschaft integriert, Tausende von Armen, Afroamerikanern und Indigenen konnten durch Quotenregelungen höhere Bildungsgänge besuchen. Ureinwohner, Quilombolas, Frauen und andere mit anderen sexuellen Möglichkeiten haben darin Verständnis und Schutz gefunden. Es hat ihnen nicht nur den Hunger genommen, sondern auch ihre Menschenwürde zurückgegeben.

Der eine steht auf, nicht wenig arrogant, und verkündet: “Gott hat mich auserwählt, das Land zu retten; es steht sogar in meinem Namen, Messias”. Der andere sagt einfach: “Ich danke Gott, dass ich mit der Unterstützung vieler so weit gekommen bin und Millionen von Menschen ernähren kann”. Die Reden haben unterschiedliche Töne: Der eine betont eine angebliche göttliche Berufung, unabhängig von seinen Bemühungen.  Der andere kämpfte zusammen mit anderen und bemühte sich, dieses Ziel zu erreichen. Und er dankt Gott, nach viel Kampf und unermüdlichen Opfern.

Die Welt folgte ihm. Als Präsident waren die Staatsoberhäupter sehr an seinen Erfahrungen und Ratschlägen interessiert. Er entwickelte sich zu einem der größten Führer der Welt. Auf die Frage, ob er den Krieg gegen den Irak unterstütze, antwortete er weise: “Mein Krieg richtet sich nicht gegen ein Volk, sondern gegen den Hunger und das Elend von Millionen in meinem Land und in der Menschheit.

Alles, was gesund ist, kann krank werden. Teile ihrer Regierungen wurden von der Krankheit der Geldgier befallen, die Korruption mit sich bringt. Sie wurden angeprangert und bestraft. Aber es ist nie bewiesen worden, dass dieser Mann aufgrund seiner Position als Präsident persönlich von der Korruption profitiert hat.

Wenn es etwas gibt, das ihn zutiefst verärgert, dann ist es, wenn man ihn einen Dieb nennt. Wo ist seine Villa? Wo sind seine Bankkonten in Brasilien, im Ausland oder in einer Steueroase? Kann jemand auf ihn hinweisen, ohne zu lügen? Als Kandidat wurde sein Leben bis ins kleinste Detail durchleuchtet. Nichts wurde gefunden. Nicht einmal eine Wohnung, die er nie bewohnt hat, oder den Bauernhof eines Freundes, der ihm nie gehörte. Er lebt in einer Wohnung wie jeder andere Bürger, der die Position innehatte, die er innehatte, gut aber bescheiden.

Ich kenne und bezeuge die Transparenz, Ehrlichkeit und Integrität dieses Mannes. Er sagte einige Male zu mir: Sie, die Sie vor zahlreichen Zuhörern sprechen, sagen in meinem Namen: Ich habe nie jemandem fünfzig Cent gegeben, ich habe nie fünfzig Cent von jemandem erhalten. Ich habe nie etwas von jemandem genommen. Und wenn Sie weiterhin behaupten, ich sei ein Dieb, sagen Sie, dass Sie ein Lügner sind. Und wenn Sie weiterhin behaupten, dass ich ein Dieb bin, dann wage ich es, dass Sie vor Gericht gehen und mir die Beweise zeigen, die mich des Diebstahls bezichtigen. Wenn es wahr ist, werde ich die Strenge des Gesetzes akzeptieren. Ich werde alles, was ich angeblich gestohlen habe, doppelt zurückzahlen.  Ich bin bereit, dafür ins Gefängnis gehen.

Ich kenne einen Mann, der alle Arten von Verleumdung, Diffamierung und Demütigung ertragen musste. Seine Frau starb vor Kummer. Sein Enkel, der zu früh starb, machte ihm den Abschied von seinem geliebten Menschen so schwer wie nie zuvor. Als sein älterer Bruder, der ihn als Vater hatte, diese Welt verließ, wurde er zu einer kurzen Totenwache gebracht, umgeben von bewaffneten Soldaten, als ob sie einen gefährlichen Verbrecher führen würden.

Sie brachen ohne Vorwarnung in sein Haus ein. Sie durchsuchten alles, die Matratzen und nahmen sogar die Spielsachen seiner Enkelkinder mit, die bis heute nicht zurückgegeben wurden. Schließlich wurde ein Richter vom Obersten Gerichtshof (STF) als eindeutig befangen anerkannt. Infolgedessen wurden die gegen diesen Mann eingeleiteten Verfahren für ungültig erklärt, und er wurde “wegen eines unbestimmten Vergehens” verurteilt, was in keinem Strafgesetzbuch steht, nicht einmal in dem von Hammurabis Vorfahren, der einige Jahrtausende vor unserer Zeitrechnung lebte. 580 Tage lang wurde er unter strenger Überwachung gehalten. Er hätte Widerstand leisten oder sich in eine Botschaft flüchten können. Im Gefängnis ließ er sein Leben, die Erfolge und Fehler seiner Regierung Revue passieren, studierte eingehend die wichtigsten Aspekte unseres Landes und der Weltgeopolitik. Er verinnerlichte sich und kam voller Humanismus, Hoffnung und Entschlossenheit heraus.

Doch seine Inhaftierung hatte eine perverse Konsequenz: Sie ebnete den Weg für die Präsidentschaft einer finsteren Gestalt, eines Feindes des Lebens und seines Volkes, der von Todessehnsucht und Hass getrieben wurde. Sein Leugnen und sein völliger Mangel an Empathie ließen mindestens 300.000 Menschen an dem Coronavirus sterben.

Die Wahl kam. Sein Gegner, der jeden an Ignoranz, Brutalität und Mordlust übertrifft, setzte alle möglichen und unmöglichen Mittel ein, um ihn zu besiegen, von der Korruption eines milliardenschweren Geheimbudgets bis hin zum gesamten Staatsapparat, in dem “das Kabinett des Hasses” operierte. Es verbreitete Lügen, Fake News, Verleumdungen und Obszönitäten gegen ihn. Sogar der staatliche Polizeiapparat wurde zu Gunsten seiner Kandidatur eingesetzt.

Die Vernunft siegte über die Irrationalität, die Wahrheit über die Lüge, die Liebe über den Hass. Er wurde zum Präsidenten des Landes ausgerufen. Er wurde von den höchsten Autoritäten des Landes und der Welt anerkannt, von XI Jinping bis Biden und Putin. Auch ohne vereidigt worden zu sein, wurde er bereits zur COP27 in Ägypten eingeladen, um über das neue Klimaregime zu diskutieren, und nach Davos, wo sich die Glücksritter versammeln, um zu hören, welche Art von Wirtschaft er ankurbeln will, da die derzeitige sich in einer deutlichen Abwärtsspirale und tiefen Krise befindet.

Ich kenne diesen Mann, charismatisch, herzlich, unfähig, Hass in seinem Herzen zu haben und bereit zum Dialog mit allen. Aus seinem Mund hören wir und von seinem Beispiel lernen wir, dass es immer wichtig ist, die Demokratie zu verteidigen, die Armen in den Mittelpunkt zu stellen, den Amazonas gegen die Gier des wilden Kapitals zu verteidigen und eine Welt anzustreben, die für alle gut ist und sein wird. Wie ein Präsident sagte: “Die Welt vermisst diesen Mann”.

Ihm gebührt die höchste Ehre, die die biblisch-jüdische Tradition einem Weltbürger zuteil werden lässt: ER IST EIN GERECHTIGTER UNTER DEN NATIONEN.

Ich kenne und bezeuge einen Mann, der durch sein Leben, sein Beispiel und seine Fürsorge für sein Volk tatsächlich ein Gerechter unter den Völkern geworden ist.

Sein Name muss nicht erwähnt werden. Das Land kennt ihn. Die Welt erkennt Sie an.Er ist Luis Inácio Lula da Silva, President Brasiliens.

Leonardo Boff, Ökotheologe, Philosoph, ehemaliger Professor für Ethik und Mitglied der Internationalen Erdcharta-Initiative.

Übersetzt von Bettina Goldhartnack

UN JUSTO ENTRE LAS NACIONES

Leonardo Boff*

Ante las polémicas y ataques que viene sufriendo, transcribo un artículo que escribí el día 3 de noviembre de 2022. Él dijo la verdad que nadie quería decir acerca de los crímenes de guerra y de genocidio que aún están ocurriendo en la Franja de Gaza, que está siendo destruida por un primer ministro malo y cruel, Benjamín Netanyahu.

Conozco a un hombre. Hace más de 40 años. ¿De dónde viene? Viene de la senzala existencial. Es un nordestino, desdeñado por la élite del atraso que tiene en su ADN un desprecio cobarde a los pobres. Es un hijo de la pobreza. Un superviviente del hambre. Un pau de arara, que salido del agreste pernambucano fue a radicarse con su madre y sus hermanos en la periferia de São Paulo.

Toda la numerosa familia vivía en un anexo a un bar. Pero había una madre que cumplía todas las funciones, de padre, de madre, de educadora, de consejera y de ejemplo, doña LINDU. Supo educar a toda la prole. A este hombre le inculcó en la cabeza y en el corazón: Nunca desistas. Nunca robes. Nunca mientas.

Este imperativo ético marcó toda su vida. Cuando niño, trabajando en un pequeño mercado, se moría de ganas de robar un chicle americano. No existía el nacional. Pero cuando extendía la mano, se acordaba de doña Lindu: No robó el chicle, como no robó nada nunca.

Conozco a un hombre, a este hombre. Durante bastante tiempo estuvo totalmente despolitizado. Lo que le interesaba era el fútbol y su equipo preferido, el Corinthians. Consiguió hacer un curso de metalúrgico. Aprendió por experiencia, sin saber nada de Marx, lo que era la plusvalía. Al principio con la poca experiencia inicial, producía tal y tal producto. Fue mejorando, con más destreza y rapidez producía más y más del mismo producto. Pero su salario seguía siendo el mismo.

¿Para quién iba la ganancia del crecimiento de su producción? No para él sino para el patrón. En esto reside la plusvalía y el mecanismo de acumulación del empresario.

Despertó a la injusticia de los trabajadores. Se volvió líder sindical. Se enfrentó a la dictadura militar. Estuvo preso. Soltado, liberó el águila que escondía dentro de sí. Surgió su carisma de líder. Sabía negociar honestamente con los patrones según la lógica del gana-gana.

Y pensó: los poderosos han gobernado este país todo el tiempo de nuestra historia. Han gobernado solo para ellos. No nos han incluido nunca. Éramos carbón a ser quemado en la producción de sus fábricas. ¿Por qué nosotros, los trabajadores, que somos mayoría, no podemos gobernar también nuestro país y gobernar mejor, para todos, comenzando por los más explotados y marginalizados?

Entonces, junto con otros, fundó el Partido de los Trabajadores (PT). Se presentó para gobernador y para presidente del país. Perdió siempre. Pero nunca renunció al impulso interior, inspirado por su madre: nunca desistas. Insistía en sus intervenciones: debemos permitir que todos puedan comer por lo menos tres veces al día, tener su casita con luz, puedan educarse y mandar a sus hijos e hijas a buenas escuelas. Recibir una pensión para hacer frente a los achaques de la vejez. Pero ante todo, tener alegría de vivir y de convivir.

Y quiso el Misterio de todas las cosas que él, desde el piso de abajo, desde la senzala existencial, desde la marginación llegase al poder central del país. Por primera vez en nuestra historia, un condenado de la Tierra organizó una política en la que todos ganaban, inclusive los adinerados, pero sobre todo aquellos que desde hacía decenas de años estaban en el mapa del hambre. Ya no se oían los gritos apremiantes de los niños tirando de la falda de su madre, pidiendo la comida que les faltaba. Millones de personas fueron incluidas en la sociedad, miles de pobres y de afrodescendientes, de indígenas, mediante cuotas, pudieron seguir cursos superiores. Los pueblos originarios, quilombolas, mujeres y personas de otra opción sexual encontraron en él comprensión y defensa. Más que matar el hambre, les devolvió la dignidad humana.

Uno se levanta, no sin cierta arrogancia y anuncia : “Dios me ha escogido para salvar el país; está escrito hasta en mi nombre, Mesías”. El otro solamente dice: “Agradezco a Dios por haberme permitido, con el apoyo de muchos, llegar hasta aquí y poder dar comida a millones de personas”. Los discursos tienen tonos diferentes: uno hace énfasis en un pretextado llamamiento divino, independiente de su esfuerzo. El otro, luchó junto con otros y se esforzó para cumplir ese propósito. Y lo agradece a Dios, tras mucha lucha e incansables sacrificios.

El mundo lo siguió todo atentamente. Como presidente, los jefes de Estado competían por escuchar sus experiencias y consejos. Se convirtió en uno de los mayores líderes mundiales. Invitado a apoyar la guerra contra Irak, respondió sabiamente: mi guerra no es contra un pueblo, es contra el hambre y la miseria de millones de personas de mi país y de la humanidad.

Todo lo que está sano puede enfermar. Sectores de su gobierno fueron afectados por enfermedad de la ganancia de dinero que implica corrupción. Fueron denunciados y castigados. Pero nunca se ha probado que este hombre se haya beneficiado personalmente de la corrupción como consecuencia de su cargo de presidente.

Si hay algo que le molesta profundamente es que le llamen ladrón. ¿Dónde está su mansión? ¿Dónde están sus cuentas bancarias en Brasil, en el extranjero o en algún paraíso fiscal? ¿Puede alguien señalarlo sin mentir? Como candidato, su vida fue revisada hasta el más mínimo detalle. No se encontró nada. Ni un piso en el que nunca vivió, ni el sitio de un amigo que nunca le perteneció. Vive en un piso como cualquier ciudadano que ha ocupado el cargo que ha tenido, bueno pero modesto.

Conozco y doy fe de la transparencia, honestidad e integridad de este hombre. Me dijo varias veces: tú que hablas ante muchos públicos, di en mi nombre: nunca he dado cincuenta céntimos a nadie, nunca he recibido cincuenta céntimos de nadie. Nunca he tomado nada de nadie. Y si sigue diciendo que soy un ladrón, di que es un mentiroso. Y si se empeña en decirlo, desafíalo a que vaya a los tribunales, que muestre las pruebas para acusarme de ladrón. Si fuera verdad, di que aceptaré el rigor de la ley y que devolveré el doble de la cantidad que falsamente haya robado.Y quiero que me arresten.

Conozco a un hombre que soportó todo tipo de calumnias, difamaciones y humillaciones. Su esposa murió de tristeza. Cuando su nieto falleció prematuramente, le pusieron mil dificultades para despedirse de su ser querido. Y cuando su hermano mayor, al que tenía por padre, partió de este mundo, lo llevaron a un breve velatorio rodeado de soldados armados, como si llevaran a un peligroso canalla.

Entraron en su casa sin avisar. Saquearon todo, registraron los colchones y se llevaron hasta los juguetes de sus nietos que no han sido devueltos hasta el día de hoy. Finalmente, hubo un juez reconocido por el Tribunal Supremo (STF) como claramente parcial, y debido a ello el proceso iniciado contra este hombre fue invalidado. El juez lo condenó “por un delito indeterminado”, algo que no se encuentra en ningún código penal, ni siquiera en el Código de Hammurabi, unos milenios antes de nuestra era.

Durante 580 días estuvo encarcelado bajo estricta vigilancia. Podría haberse resistido o haberse refugiado en alguna embajada. No. Se quedó al lado de su pueblo. En la cárcel, revisó su vida, los aciertos y errores de su gobierno, estudió a fondo los principales aspectos de nuestro país y de la geopolítica mundial. Se espiritualizó y salió lleno de humanismo, esperanza y determinación.

Pero su encarcelamiento tuvo una consecuencia perversa: despejó el camino para presidente a una figura siniestra, un enemigo de la vida y de su pueblo, movido por la pulsión de matar y odiar. Por su negacionismo y su total falta de empatía permitió impasible la muerte de al menos 300.000 personas a causa del Coronavirus.

Luego vinieron las elecciones. Su oponente, que destacaba por su ignorancia, brutalidad y mente asesina, utilizó todos los medios posibles e imposibles para derrotarlo, desde la corrupción de un presupuesto secreto multimillonario hasta todo el aparato del Estado, dentro del cual operaba el “gabinete del odio”. Este difundió mentiras, fake news, calumnias y obscenidades contra él. Incluso activó el aparato policial del Estado a favor de su candidatura.

La sensatez ganó a la irracionalidad, la verdad a la mentira, el amor al odio. Fue proclamado presidente del país. Fue reconocido por las más altas autoridades del país, del mundo, desde Xi Jinping, Biden y Putin. Incluso antes de haber jurado su cargo, ya fue invitado a la COP27 en Egipto para discutir el nuevo régimen climático y a Davos, donde se reúnen los dueños de las mayores fortunas, para escuchar el tipo de economía que se proponía implementar, ya que la actual está en clara deriva y profunda crisis.

Conozco a este hombre, carismático, cordial, incapaz de sentir odio en su corazón y dispuesto a dialogar con todos. De su boca oímos y de su ejemplo aprendimos que siempre es importante defender la democracia, dar centralidad a los pobres, defender la Amazonia contra la voracidad del capital salvaje, buscar un mundo bueno para todos y hacer que lo sea. Como dijo un presidente: “El mundo echa en falta a este hombre”.

Merece el mayor elogio que la tradición bíblica judía otorga a un ciudadano del mundo: Él ES UN JUSTO ENTRE LAS NACIONES.

Conozco y soy testigo de un hombre que por su vida, por su ejemplo y por el cuidado de su pueblo se convirtió efectivamente en un hombre Justo entre las Naciones.

Su nombre no necesita ser citado. El país lo conoce. El mundo lo reconoce.

*Leonardo Boff, ecoteólogo, filósofo, exprofesor de ética y miembro de la Iniciativa Internacional de la Carta de la Tierra.

Traducción de MªJosé Gavito Milano

UM JUSTO ENTRE AS NAÇÕES

Leonardo Boff

Face às polêmicas e ataques que vem sofrendo,transcrevo um artigo que escrevi no dia 3 de novembro de 2022.Tirando o nome de Hitler, ele disse a verdade que ninguém queria dizer acerca dos crimes de guerra e de genocídio que ainda estão ocorrendo na Faixa de Gaza sendo destruída sob o comando der um primeiro ministro mau e cruel,de extrema direita Benjamin Netanyahu.

Conheço um homem. Há mais de 40 anos. De onde ele vem? Vem da senzala existencial. É um nordestino, desdenhado pela elite do atraso que possui em seu DNA  um covarde desprezo  aos pobres. É um filho da pobreza. Um sobrevivente da fome. Um pau de arara que  foi radicar-se com a mãe e os irmãos na periferia de São Paulo.

Toda a numerosa família vivia num puxadinho de um bar. Mas havia uma mãe que cumpria todas as funções de pai, de mãe, de educadora,de conselheira e de exemplo, dona LINDU. Soube educar toda a prole. A este homem lhe inculcou na cabeça e no coração: Nunca desista. Nunca roube. Nunca minta.

Esse imperativo ético marcou toda sua vida. Quando menino, trabalhando num pequeno mercado, morria de desejo de roubar um chiclete americano. Não havia o nacional. Mas quando estendia a mão, lembrava de dona Lindu: Não roubou o ciclete como nunca roubou nada.

Conheço um homem, este homem. Por um bom tempo foi  totalmente despolitizado. O que lhe interessava era o futebol e o time de estimação, o Corinthians. Conseguiu fazer um curso de metalúrgico. Aprendeu por experiência,s em nada conhecer de Marx, o que era a plusvalia. No começo com a pouca experiência inicial, produziu tal e tal número de um determinado  produto. Foi melhorando a ponto de, com mais destreza e rapidez, produzia mais e mais do mesmo produto. Mas o salário continuava o mesmo. Para quem ia o lucro do crescimento de sua produção ? Não para ele mas para o patrão. Nisso reside a plusvalia e o mecanismo de acumulação do empresário.

Despertou para a  injustiça dos trabalhadores. Torno-se lider sindical. Enfrentou a ditadura militar. Foi preso. Solto, liberou a águia que escondia dentro de si. Emergiu seu carisma de líder. Sabia com honestidade negociar com os patrãos na lógica do ganha-ganha.

E pensou: os poderosos governaram este país, por todo o tempo de nossa história. Governaram só para eles. Nunca nos incluíram. Éramos carvão a ser queimado na produção de suas fábricas. Por que nós, trabalhadores que somos maioria, não podemos também governar o nosso país e governar melhor, para todos, a começar pelos mais explorados e marginalizados?

Foi então que junto com outros fundou o Partido dos Trabalhadores (PT). Candidatou-se para governador e para presidente do país. Sempre perdeu. Mas nunca renunciou ao impulso interior, inspirado por sua mãe: nuca desista. Insistia em suas intervenções: e vamos permitir que todos possam comer pelo menos três vezes ao dia, ter sua casinha com luz, poder se educar e mandar seus filhos e filhas para escolas de qualidade. Receber uma aposentadoria para enfrentar os achaques da velhice. Mas antes de tudo,ter alegria de viver e de conviver.

E quis o Mistério de todas as coisas que ele, do andar debaixo, da senzala existencial, da marginalidade chegasse ao poder central do país. Pela primeira vez em nossa história, um condenado da Terra, organizou uma política em que todos ganharam, inclusive os endinheirados, mas sobretudo aqueles que há dezenas de anos estavam no mapa da fome. Não se ouviam mais os gritos caninos das crianças puxando a saia de suas mães,pedindo comida que lhes faltava. Milhões foram incluídos na sociedade, milhares de pobres, de afrodescendentes, de indígenas   mediante cotas, puderam frequentar os cursos superiores. Os povos originários, quilombolas,  mulheres e outros de outra opção sexual encontraram nele compreensão e defesa. Mais que matar a fome, devolveu-lhes dignidade humana.

Alguém se levanta, não com certa arrogância e anuncia:”Deus me escolheu para salvar o país; está inscrito até no meu nome, Messias”. O outro apenas diz:”Agradeço a Deus por ter permitido, com o apoio de muitos, que eu chegasse até aqui e poder dar comida a milhões de pessoas”. Os discursos possuem tons diferentes: um coloca a ênfase num alegado chamamento divino, independente de seu esforço.  O outro, lutou, junto com outros e se esforçou para cumprir esse propósito. E agradece a Deus, depois de muita luta e incansáveis sacrifícios.

O mundo a tudo acompanhou. Como presidente, os chefes de estado disputavam ouvir suas experiências e conselhos. Emergiu como uma das maiores lideranças mundiais. Convidado a apoiar a guerra contra o Iraque, respondeu sabiamente: minha guerra não é contra um povo, é contra a fome e a miséria de milhões do meu país e da humanidade.

Tudo o que sadio pode ficar doente. Setores de seu governos foram acometidos da doença pela ganância do dinheiro que implica corrupção. Foram denunciados e punidos. Mas jamais se provou que este homem tirou algum proveito pessoal da corrupção em razão de sua condição de presidente.

Se há algo que o irrita profundamente é quando o chamam de ladrão. Onde está sua mansão? Onde estão suas contas bancárias no Brasil, no exterior ou em algum paraíso fiscal? Alguém pode apontá-lo sem mentir? Como candidato, sua vida foi vasculhada nos mínimos detalhes. Nada se encontrou. Nem um apartamento, no qual nunca morou, nem um sítio de um amigo que nunca lhe pertenceu. Vive num apartamento como qualquer cidadão que ocupou o cargo que ocupou, bom mas modesto.

Conheço e testemunho a transparência, a honestidade e a inteireza deste homem. Disse-me algumas vezes: você que fala a numerosos auditórios diga, em meu nome: jamais dei cinquenta centavos a alguém, jamais recebi cinquenta centavos de alguém. Nunca me apropriei nada de ninguém. E se continua  a afirmar que sou ladrão, diga que é mentiroso. E se persistir a afirmá-lo, desafie-o a ir à justiça,mostrar as provas para me acusar de ladrão. Diz, se for verdade, aceitarei o rigor da lei. Devolverei em dobro tudo o que falsamente teria roubado.  Quero ser preso.

Conheço um homem que suportou todo tipo de calúnia, de difamação e de humilhação. Sua esposa morreu de tristeza. Seu neto que faleceu precocemente lhe criaram mil dificuldades para se despedir de seu ente querido. Quando partiu desse mundo o irmão mais velho que o tinha como pai, levaram-no para um curto velório, cercado de soldados armados como se conduzissem um perigoso celerado.

Invadiram sua casa sem prévio aviso. Vasculharam tudo, os colchões e levaram  até os brinquedos dos netos até hoje  não devolvidos. Por fim, um juiz reconhecido pela Suprema Corte (STF) como claramente  parcial. Em razão disso, foram invalidados os processos movidos contra este homem, o condenou ”por um crime indeterminado” coisa que não se encontra em nenhum codigo penal, nem do ancestral de Hamurabi, alguns milênios antes de nossa era. Por 580 dias foi mantido preso sob rigorosa vigilância. Podia ter resistido ou se refugiado em alguma embaixada. Não. Ficou junto de seu povo, Na prisão revisou sua vida, os acertos e equívocos de seu governo, estudou em profundidade os aspectos principais de nosso país e da geopolítica mundial. Espiritualizou-se e saicu cheio de humanismo, de esperança e determinação.

Mas sua prisão teve uma consequência perversa: abriu caminho para presidente a uma figura sinistra,inimiga da vida e de seu povo,movida pela pulsão de morte e de ódio. Seu negacionismo e sua total ausência de empatia permitiu, impassível, a morte pelo menos de 300 mil pessoas pelo Coronavírus.

Veio a eleição. Seu adversário que sobrepuja qualquer um em ignorância, brutalidade e com uma mente assassina usou todos os meios possíveis e impossíveis para derrotá-lo, desde a corrupção de um bilionário orçamento secreto até todo o aparelho de Estado, dentro do qual funcionava “o gabinete do ódio”. Este difundia mentiras, Fake News, calúnias e obscenidades contra ele. Até o aparato policial do Estado foi acionado em favor de sua candidatura.

Venceu a sensatez contra a irracionalidade, a verdade contra a mentira, o amor contra o ódio. Ele foi proclamado presidente do país. Foi reconhecido pelas mais altas autoridades do país, do mundo, desde XI Jinping, Biden e Putin. Mesmo sem ser empossado já foi convidado para a COP27 no Egito para discutir o novo regime climático e  para Davos,onde os senhores das fortunas se reúnem para ouvir  tipo tipo de economia que se propunha incrementar, já que a presente está em clara deriva e profunda crise.

Conheço este homem, carismático, cordial, incapaz de ter ódio no coração e pronto a dialogar com todos. De sua boca ouvimos e de seu exemplo aprendemos que importa sempre defender a democracia, dar centralidade aos pobres, defender a Amazônia contra a voracidade do capital selvagem e buscar um mundo que seja bom para todos e que será. Como disse um presidente: “O mundo tem saudades deste homem”.

Ele merece a maior comenda que a tradição bíblico-judaica dá a um cidadão do mundo: ELE É UM JUSTO ENTRE AS NAÇÕES.

Eu conheço  e testemunho um homem que por sua vida, por seu exemplo e pelo cuidado de seu povo tornou-se efetivamente um Justo entre as Nações.

Seu nome não precisa ser citado. O pais o conhece. O mundo o reconhece.

Leonardo Boff, ecoteólogo, filósofo,ex-professor de ética e membro da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.