Carta ao Papa Francisco para a convocação de uma Assembléia Universal

Carta ao Papa Francisco para a convocação de uma Assembléia Universal das Igrejas, das Religiões e dos Caminhos Espirituais para uma nova Ordem planetária ético-espiritual

No mundo inteiro se observa uma espantosa acumulação de riqueza com a qual 1% da humanidade controla quase todos os fluxos financeiros. Tudo é feito à custa de duas injustiças: a social como milhões e milhões de pobres e a ecológica com a exaustão dos bens e serviços da natureza pondo em risco a sustantabilidade da Casa Comum que é  Mãe Terra. Face a esse quadro dramático o Papa Francisco animou o surgimento de um grupo para estudar esta do contradição, que a partir da Argentina estivesse aberto a todos continentes. Criou-se um Observatório da Riqueza Padre Arrupe:para um Novo Sistema Financeiro e Comunicacional Mudial.O grupo inicial começou na Argentina com pessoas notáveis como Perez Esquivel, Zaffaroni e outros. Agora convidamos as pessoas de todos os níveis para apoiarem esta iniciativa que será acompanhada pessoalmente pelo bispo de Roma, o Papa Francisco. As adesões poderão ser feitas no seguinte enderço de e-mail: observatoriopadrearrupe@gmail.com               Lboff

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                           Querido Papa Francisco, nuestro Hermano Mayor

        Impulsionados por seus pronunciamentos, especialmente pela encíclica “Laudato Si sobre o cuidado da Casa Comum”, por seu impactante discurso na ONU de 2015 y pelos três mensagens aos movimentos populares mundiais, nos animamos escrever-lhe esta carta que contem uma sugestão, amadurecida em muitos grupos de todos os Continentes.

Pensamos que se trata de um passo adiante e complementar aos documentos acima referidos.

Partimos da constatação presente em sua encíclia, de que o sistema Terra e o sistema Vida passam por graves ameaças. Como diz a Carta da Terra:”ou formamos uma aliança global para cuidar dda Terre e uns dos outros ou arriscaremos a nossa própria destruição e a da diversidade da vida”(Preâmbulo)

As Igrejas, as Religiões e os Caminhos Espirituais, particularmente a Igreja Católica são portadores de mensagens espirituais e éticas. Têm uma responsabilidade fundamental em fazer avançar a consciência da humanidade e dos dirigentes políticos dos povos no sentido de empenhar esforços para garantir um futuro bom para a vida, para a Mãe Terra e para o futuro de nossa civilização.

Sabemos, querido Papa Francisco, nosso Irmão Maior, que o Sr. comparte profundamente desta preocupação com espírito de esperança no poder da criatividade humana e sobretudo na força vital do Espírito Criador, Deus “soberano amante da vida”(Libro da Sabedoria 11,26).

Em razão disso tudo, nos atrevemos fazer-lhe uma proposta por que pensamos que o Sr. alcançou uma autoridade espiritual, moral, ecumênica e política para iniciar este processo em nome de toda a humanidade, que foi também o sentido de sua encíclica Laudato Si.

Trata-se simplesmente de solicitor-lhe que o Espírito que o illumine para convocar uma Assembléia Universal das Igrejas, Religiões e Caminhos Espirituais para conciliar e aprofundar temas que concernem ao futuro de nossa espécie e da diversidade da vida na única Casa Comum que temos.

Ousamos dar forma concreta a suas inspirações e iluminações.

O tema geral poderia ser formulado assim:

Una nova ordem ético-espiritual na economia, na política, na cultura, na sociedade e nos hábitos de cada pessoa individual.

         Pensamos, como mera sugestão, alguns tópicos que nos parecem essenciais:

  • a espiritualidade como un processo antropológico atuante em cada ser humano;
  • A água como um bem natural, essencial, comum e insubstituível;
  • A sustentabilidade de todos os seres, especialmente da natureza e dos organismos vivos;
  • A fome no mundo e o direito a uma alimentação saudável e suficiente para todos;
  • Os direitos da Mãe Tera e da natureza;
  • Os direitos dos povos a sua soberania e ao respeito de suas culturas, religiões e tradições;
  • Os direitos humanos individuais e sociais;
  • A condenação de todo tipo de guerra, especialmente, as preventivas, e a elaboração de propostas de paz;
  • O direito a um desenvolvimento pleno da consciência;
  • A economia solidária dos bens comuns da Mãe Terra e da Humanidade;
  • A urgência de uma governabilidade plural do planeta Terra. E assim realizar o que se disse na Academia Pontifícia de Ciências em seu documento:”Humanidade e natureza sustentável, nossa responsabilidade”:”uma redistribuição da riqueza é alcançavel, pois as bases tecnológicas e operativas de um desenvolvimento sustentável já estão disponíveis e de fácil acesso”.

Estas são apenas algumas sugestões.

Evidentemente, cada grupo convidado tratará de convidar seu corpo de especialistas, pessoas de notório saber e de boa fé, independentemente de sua inscrição religiosa ou espiritual.

Querido Papa Francisco, foi com muita reflexão e oração que nos veio à mente esta proposta que seguramente o Sr. saberá acolher. Pedimos ao Espírito que o encoraje em suas inspirações e decisões e leve à realização este propósito, pensando especialmente nos mais vulneráveis.

Esta Assembléia Universal sera inaugurada mas sem prazo para ser concluída.

Com nossas orações e desejos, expressando nossa admiração e total apoio a suas iniciativas humanitárias, corajosas e evangélicas.

Promovido pelo Observatorio dela Riqueza para un Nuevo Orden Financiero y Comunicacional Padre Arrupe

 Enviar as adesões a

observatoriopadrearrupe@gmail.com

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Segue agora a versão em espanhol desta carta dirigida ao Papa que lhe será entregue pessoalmente entre fins de fevereiro e começos de março do corrente ano em Roma.

Carta al Papa Francisco para la convocación de una Asamblea Universal de las Iglesias, de las Religiosos y de los Caminos espirituales para un nuevo Orden planetario etico-espiritual            

                          Querido Papa Francisco,nuestro Hermano Mayor

       Impulsionados por sus pronunciamientos, especialmente por la encíclica “Laudato Si sobre el cuidado de la Casa Comum” por su impactante discurso en la ONU de 2015 y por los tres mensajes e los movimientos populares mundiales, nos animamos escribirle esta carta que contiene una sugerencia madurada en muchos grupos de todos contienentes.

Pensamos que es un paso adelante y complementar a los documentos referidos arriba.

Partimos de la constatación, presente en su encíclica, de que el sistema Tierra y el sistema vida pasan por grandes amenazas. Como dice la Carta de la Tierra:”o formamos una alianza global para cuidar de la Tierra y de unos y otros, o arriegaremos nuestra propria destrucción y a la diversidad de la vida”(Preambulo).

Las Iglesias, las religiones y los caminos espirituales, particularmente, la Iglesia Católica, son todos portadores de mensajes espirituales y éticos. Tienen una resposabilidad fundamental en hacer avanzar la conciencia de la humanidad y de los dirigentes politicos de los pueblos en el sentido de empeñar esfuerzos para garantizar un futuro bueno para la vida, para la Madre Tierra y para el futuro de nuestra civilización.

Sabemos, querido Papa Francisco, Hermano Mayor, que Usted comparte profundamente esta preocupación con espíritu de esperanza en el poder de la creatividad de ser humano y más que todo en la fuerza vital del Espíritu Creador,”soberano amante de la vida”(Libro de la Sabiduria 11,26).

En razón de todo esto, nos atrevemos hacerle una propuesta por que pensamos que Usted ha alcanzado una autoridad espiritual, moral, ecuménica  y política para iniciar este proceso en nombre de toda la humanidad, como lo ha hecho antes con la enciclica Laudato Si.

Se trata sencillamente pedirle, que el Espiritu lo ilumine, para convocar una Asamblea Universal de las Iglesias, Religiones y Caminos Espirituales para conciliar y profundizar temas que atañen al futuro de nuestra especie y de la diversidad de la vida en la unica Casa Común que tenemos.

Imaginamos así la puesta en concreto de sus inspiraciones e iluminaciones.

El tema general podria ser formulado asi:

Un nuevo orden ético-espiritual en la economia, en la política, en la sociedad y en los            habitos de cada persona.

Pensamos como mera sugerencia algunos tópicos que nos parecen esenciales:

  • La espiritualidad, como un proceso antropológico en marcha en cada ser humano;
  • El agua como bien natural, esensial, común e insusituible;
  • La sostenibilidad de todos los seres, especialmente de la naturaleza y de la vida.
  • El hambre en el mundo y el derecho a una alimentación saludable y suficiente para todos;
  • Los derechos de la Madre Tierra y de la naturaleza;
  • Los derechos de los pueblos a su soberania y al respeto de sus culturas y tradiciones;
  • Los derechos humanos individuales y sociales;
  • Condenar todo tipo de guerra especialmente preventivas y elaborar propuestas de paz.
  • El derecho a un desarollo pleno de la conciencia;
  • La economia solidaria de los bienes communes de la Madre Tierra y da Humanidad;
  • La urgencia de una gobernabilidad plural del planeta Tierra. Y así realizar lo que se dijo en la Academia Pontificia de Ciencias en su documento:”Humanidad y naturaleza sostenible: nuestra responsabilidad”: “una redistribución justa de la riqueza, lejos de ser inalcanzable, las bases tecnológicas y operativas de un desarrollo sotenible ya están disponibles o bien de facil acceso”.

Estas son solamente algunas sugerencias.

Evidentemente cada grupo invitado tratará de traer su cuerpo de especialistas y de conocedores de los temas en cuestión. Otras personas de notorio saber y de buena fe, independemente, de su inscripción religiosa o espiritual, deberian ser invitadas.

Querido Papa Francisco, fué con mucha reflexión y oración que nos vino esta propuesta que seguramente Usted sabrá valorar. Pedimos al Espíritu que lo illumine con sus inspiraciones y conduzca semejante propósito a su realización urgente, especialmente por los más vulnerables. Será abierta y sin plazo para ser concluida.

Con nuestras oraciones y deseos, expresando nuestra admiración y total apoyo a sus iniciativas universales, humnitarias, valientes y evangélicas.

Promovido por Observatorio dela Riqueza para un Nuevo Orden Financiero y Comunicacional Padre Arrupe

 Adhesiones enviar a:

observatoriopadrearrupe@gmail.com

 

 

 

Doña Marisa Leticia,esposa de Lula,respondió al odio donando sus órganos

Doña Marisa Leticia, esposa del expresidente Lula, murió en un contexto político perturbado. En palabras del propio Lula, “ella murió triste” y también traumatizada.

Se dice que todas las instituciones funcionan, pero no se califica su funcionamiento. Funcionan mal. En otras palabras, no funcionan. Si tomamos como referencia la más alta corte de la nación, el Supremo Tribunal Federal (STF), ahí queda claro que las instituciones están corrompidas, incluyendo la Policía Federal (PF) y el Ministerio Público (MP). Especialmente el STF está atravesado por intereses políticos y uno de sus ministros, de forma descarada, rompe directamente la ética de todo magistrado, criticando al hablar, atacando fuera de los autos y tomando claramente posición por un partido; nada sucede en nuestro vale todo jurídico, cuando debería sentir el rigor de la ley y sufrir la destitución. Esta situación es una señal inequívoca de que estamos en una decadencia política, ética e institucional. Brasil va de mal en peor pues todos los días los asuntos sociales y políticos se deterioran. Y eso que había senadores y diputados de pocas luces que propalaban que con el derrumbe del PT Brasil entraría en una nueva primavera de progreso.

Lo más grave a nuestro parecer es que se ha que instaurado un real estado de sitio judicial. La operación Lava-Jato mostró jueces justicieros que usan el derecho como instrumento de persecución, en el caso del PT y directamente del expresidente Lula. La Policía Federal, muy al estilo de la SS nazi, entró dentro de la casa de la familia Lula, revisaron cada rincón, voltearon el colchón, esculcaron el tocador de doña Marisa, revolvieron la nevera, cargaron lo que pudieron y llevaron coercitivamente, esta es la expresión correcta, al ex presidente Lula para interrogarle en una delegación del aeropuerto.

Tal acto de violencia física y simbólica traumatizó a la ex-primera dama. Mayor fue el trauma cuando fue imputada como criminal en la operación Lava Jato junto con su marido. Eso la llenó de miedo y alteró su estado de salud.

Como si no bastase lo que escribió valerosamente la periodista Hildegard Angel en su blog de internet: «los ocho años de bombardeo intenso, tiroteo de burlas, ofensas de todo tipo, ridiculizaciones, referencias mordaces, críticas crueles, muchas calumnias. Y sin el consuelo de las contrapartidas». Hago mías estas palabras de Hildegard Angel, pues representan lo que puedo testimoniar en más de 30 años de amistad entrañable con doña Marisa y Lula: «Fue compañera, fue amiga y leal al marido todo el tiempo. Fue amable y cordial con todos los que se acercaron a ella. No hay un solo relato de episodio de arrogancia o desprecio hecho por ella a alguien como primera-dama del país. El ama de casa que cuida el jardín, planta la huerta, se preocupa de la dieta del marido y protege a la familia, formó con Lula un verdadero matrimonio».

La critican porque como primera dama no asumió funciones públicas. Pero pocos saben que fue ella quien restituyó la forma original del palacio de Planalto, rescatando los muebles y tapetes que habían sido donados a ministros y a otros departamentos. Tenía un elevado sentido estético. Fue fundamental en la reforma de la Catedral, que acompañó paso a paso.

Finalmente, fue ella quien introdujo en  la Granja del Torto las fiestas de la cultura popular, la celebración de sus santos de devoción, que lo son de la mayoría del pueblo brasilero, san Antonio y san Juan. Allí organizó procesiones al estilo del pueblo, con las banderitas y la cucaña. Escándalo para la burguesía despegada de nuestras raíces y avergonzada de nuestras tradiciones.

Sufrió un AVC que fue fatal. La visité en la UTI, le dije al oído (dicen que incluso en coma el oído todavía funciona) palabras de confianza y de entrega a Dios Padre y Madre en quien ella creía con fe profunda. Dios la estaba esperando para entrar en su seno materno y paterno para ser eternamente feliz. Abracé al expresidente que no escondía las lágrimas. Cuando se constató la muerte cerebral, el corazón todavía latía. Él dijo unas palabras muy ciertas: “Su corazón late porque nuestro amor es más fuerte que la muerte”.

Junto a tanto dolor, se vieron en internet palabras de odio y de maledicencia. Felices porque moría y merecía morir de aquella manera. Ahí me di cuenta de que no solo tenemos pedófilos sino también necrófilos, aquellos que aman y celebran la muerte de los otros. Es pertinente la frase atribuida al Papa Francisco: «Cuando celebras muerte de alguien, el primero que murió eres tú mismo».

Ante la muerte, el momento último para cada ser humano, pues va a encontrarse con la Suprema Realidad que es Dios, debemos callar reverentes. O decimos palabras de consuelo y solidaridad o mejor callamos respetuosamente. ¿Cómo podemos ser crueles y sin piedad ante la muerte dolorosa de una persona conocida como extremamente bondadosa, arraigada en los más pobres, luchadora por los derechos de los trabajadores y de las mujeres y con gran amor a Brasil? Al odio ella respondió generosamente donando sus órganos para que otros puedan vivir.

Lamentablemente, el golpe perpetrado contra el pueblo, impuso una agenda radical, que según el periodista Elio Gaspari «es una gran máscara, detrás de la cual se esconden los viejos y buenos oligarcas» (O Globo 5/02/17 p.8). Esos odian a los pobres como odian al PT y a Lula y odiaron a doña Marisa Leticia.

Pero la verdad y la justicia poseen una fuerza intrínseca. Ellas arrancarán las máscaras de los pérfidos. La luz brillará. Mientras tanto, contemplaremos una estrella en el cielo de la política brasilera: Doña Marisa Leticia Lula da Silva.

*Leonardo Boff es amigo de la familia Lula da Silva y articulista del JB online.

Traducción de Mª José Gavito Milano

El destino del empresario fallido Eike Batista nos hace pensar

No podemos juzgar a las personas, pues el juicio le corresponde solo a Dios, pero podemos juzgar sus comportamientos porque son realidades objetivas que pueden encontrarse en otras personas y en otras culturas.
Parece evidente que el comportamiento de Eike Batista se revestía de no poca arrogancia hasta el punto de pretender convertirse en la persona más rica del mundo. Llegó a estar entre los diez más opulentos del planeta. Para eso abrió innumerables frentes de enriquecimiento, colocando en ellos la sigla de su nombre con una X, que significaba la multiplicación: EBX. Pero el comportamiento arrogante hizo fracasar gran parte de sus empresas y lo arruinó como empresario. Finalmente, acabó preso acusado de corrupción, fraudes y lavado de dinero.

Para ilustrar este tipo de comportamiento y las consecuencias sombrías que puede traer me viene a la memoria una fábula de la cultura alemana (Eike tenía también nacionalidad alemana), transmitida por Philipp Otto Runge, un modesto pintor del siglo XIX.

Trata de lo que le sucedió a un matrimonio pobre de pescadores que perdió el sentido de la medida y de los límites. Voy a traducirla del alemán gótico.

Cierto matrimonio vivía en una choza miserable junto a un lago. Todos los días la mujer iba a pescar para comer con su marido. Un día sacó con su anzuelo un pez muy raro que no supo identificar. El pez le dijo: «no me mates, que no soy un pez cualquiera; soy un príncipe encantado, condenado a vivir en este lago; déjame vivir». Y ella lo dejó vivir.

Al llegar a casa, le contó lo ocurrido a su marido. Éste, muy astuto, le sugirió: si realmente es un príncipe encantado puede ayudarnos y mucho. Corre, vuelve allí y prueba a pedirle que transforme nuestra choza en un castillo. La mujer, rezongando, fue. Llamó a voces al pez. El pez vino y le dijo: «¿qué quieres de mí?» Ella le respondió: «tú debes ser poderoso, ¿podrías transformar mi choza en un castillo?». «Tu deseo será cumplido», respondió el pez.

Cuando volvió a casa, se encontró con un imponente castillo, con torres y jardines, y al marido vestido de príncipe. Al cabo de unos días, señalando hacia los campos verdes y las montañas, el marido dijo a la mujer: «Todo esto puede ser nuestro reino; vete al príncipe encantado y pídele que nos dé un reino». La mujer se enojó por el deseo exagerado del marido, pero acabó yendo. Llamó al pez encantado y éste vino. «¿Qué quieres de mí ahora?», le preguntó el pez. A lo que la pescadora respondió: «me gustaría tener un reino con tierras y montañas hasta donde se pierde la vista. «Tu deseo será cumplido», respondió el pez.

Y, al volver a su casa, encontró un castillo todavía mayor. Y dentro de él a su marido vestido de rey, con una corona en la cabeza, y rodeado de príncipes y princesas… Y los dos disfrutaron durante un buen tiempo de todos los bienes que los reyes suelen disfrutar.

Pero un día el marido soñó con algo más alto, y dijo: «Mujer mía, podrías pedir al príncipe encantado que me haga papa con todo su esplendor». La mujer se indignó. «Eso es absolutamente imposible. Papa solamente existe uno en el mundo». Pero él la presionó tanto que finalmente la mujer fue a pedir al príncipe: «quiero que hagas papa a mi marido». «Pues que se cumpla tu deseo», respondió el pez.

Cuando regresó vio a su marido vestido de papa, rodeado de cardenales con sus trajes rojos, obispos con sus cruces de oro, y multitudes arrodilladas delante de ellos. Ambos quedaron deslumbrados. Pero pasados unos días, el marido dijo: «sólo me falta una cosa y quiero que el príncipe me la conceda, quiero hacer nacer el sol y la luna, quiero ser Dios».

«Eso, el príncipe encantado seguramente no lo podrá hacer», dijo la mujer pescadora. Pero, aturdida después de una grandísima insistencia, fue al lago. Llamó al pez. Y éste le preguntó: «¿qué más quieres de mí?». Ella, temblando, le pidió: «quiero que mi marido sea Dios».

El pez se estremeció, y le dijo: «vuelve a casa y tendrás una sorpresa». Al regresar, encontró a su marido sentado delante de la choza, pobre y todo desfigurado. Creo que ambos todavía deben seguir allí…

Mutatis mutandis ¿no tiene un parecido con el caso de Eike Batista el empresario millionario en fallido?

Los griegos llamaban a este comportamiento hybris, es decir, excesiva pretensión y arrogancia. Y decían que los dioses inexorablemente castigaban tal actitud. Más humilde fue San Francisco que decía: “deseo poco y lo poco que deseo es poco”.

*Leonardo Boff es columnista del JB online y escribió Comensalidad: comer y beber juntos y vivir en paz, Sal Terrae 2006.

Traducción de María Jose Gavito Milano

Trump: ¿una nueva etapa de la historia?

Ya hace años se notaba, un poco en todas partes del mundo, la ascensión de un pensamiento conservador y de movimientos que se definían como de derechas. Con eso se apuntaba a un tipo de sociedad en la cual el orden prevalecía sobre la libertad, los valores tradicionales se imponían a los modernos, y la supremacía de la autoridad se sobreponía a la libertad democrática.
Este fenómeno se deriva de muchos factores, pero principalmente por la erosión de las referencias de valor que daban cohesión a una sociedad y proporcionaban un sentido colectivo de convivencia. El predominio de la cultura del capital con sus propósitos ligados al individualismo, a la acumulación ilimitada de bienes materiales y principalmente a la competición dejando de hecho escaso espacio para la cooperación, contaminó prácticamente a toda la humanidad, generando confusión ético-espiritual y pérdida de pertenencia a una única humanidad, habitando una Casa Común. Emergió la sociedad líquida, en el lenguaje de Bauman, en la cual nada es sólido, a lo que hay que añadir el espíritu posmoderno del every thing goes, del vale todo, en la medida en que lo que cuenta es realizar el objetivo buscado por cada uno, de acuerdo a sus preferencias.
Ante esta dilución de estrellas-guía surgió su opuesto dialéctico: la búsqueda de seguridad, de orden, de autoridad, de normas claras y de caminos bien definidos. En la del conservadurismo y de la derecha en política, en ética y en religión se encuentra este tipo de visión de las cosas. Está a un paso del fascismo como se verificó en la Alemania de Hitler y en la Italia de Mussolini.
En Europa, en América Latina y en Estados Unidos estas tendencias han ido ganando fuerza social y política. En Brasil este espíritu conservador, derechista fue el que moldeó el golpe de clase jurídico-parlamentario que destituyó a la Presidenta Dilma Rousseff. Lo que siguió ha sido la implantación de políticas claramente de derechas, anti-pueblo, negadoras de derechos sociales y retrógradas en términos culturales.
Pero esa tendencia conservadora ha alcanzado su dimensión más expresiva en la potencia central del sistema-mundo, Estados Unidos, confirmada por la elección de Donald Trump como presidente de ese país. Aquí el conservadurismo y la política de derechas se muestran sin metáforas y de forma descarada e incluso áspera.
En sus primeros actos, Trump ha empezado a desmontar las conquistas sociales alcanzadas por Obama. Nacionalismo, patriotismo, conservadurismo, aislacionismo son sus características más claras.
Su discurso inaugural es aterrador: “de hoy en adelante una nueva visión gobernará nuestra tierra. A partir de este momento Estados Unidos será lo primero”. Lo “primero” (first) aquí debe ser entendido como “sólo (only) Estados Unidos va a contar”. Radicaliza su visión al término de su discurso con evidente arrogancia: ”Juntos haremos que Estados Unidos vuelva a ser fuerte. Haremos que Estados Unidos vuelva a ser própero. Haremos que Estados Unidos vuelva a ser orgulloso. Haremos que Estados Unidos vuelva a ser seguro de nuevo. Y juntos haremos que Estados Unidos sea grande de nuevo”.
Subyacente a estas palabras funciona la ideología del “destino manifiesto”, de la excepcionalidad de Estados Unidos, siempre presente en los presidentes anteriores inclusive en Obama. Es decir, Estados Unidos posee una misión única y divina en el mundo, la de llevar sus valores de derechos, de la propiedad privada y de la democracia liberal al resto de la humanidad.
Para él, el mundo no existe. Y si existe es visto de forma negativa. Rompe los lazos de solidaridad con los aliados tradicionales como la Unión Europea y deja a cada país libre para eventuales aventuras contra sus contendientes históricos, abriendo espacio al expansionismo de potencias regionales, incluyendo eventualmente guerras letales.
De la personalidad de Trump se puede esperar todo. Habituado a negocios tenebrosos como son, de modo general, los negocios inmobiliarios neoyorquinos, sin ninguna experiencia política, puede desencadenar crisis enormemente amenazadoras para el resto de la humanidad, como por ejemplo, una eventual guerra contra China o Corea del Norte, donde no se excluiría la utilización de armas nucleares.
Su personalidad denota características psicológicas desviadas, narcisista y con un ego superinflado, mayor que su propio país.
La frase que nos asusta es esta: de hoy en adelante una nueva visión gobernará la tierra. No sé si está pensando solo en Estados Unidos o en el planeta Tierra. Probablemente las dos cosas para él se identifican. Si fuera verdad, tendremos que rezar para que no ocurra lo peor para el futuro de la civilización.

*Leonardo Boff es articulista del JB online y ha escrito: Convivencia, respeto y tolerancia, Sal Terrae 2006.

Traducción de Mª José Gavito Milano