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Uma frente ampla é indispensável, quando uma ultradireita destrói o país.

Luiz Alberto Gomez de Souza é um conhecido cientista político, profundmente cristão, viveu anos no exílio e em organismos internacionais como na FAO. Tem ampla experiência política e autor de vários livros de grande peso teórico e prático. Esse artigo é esclarecedor e nos coloca diante de uma situação de urgência, face à total ausência de liderança do atual presidente que se esmera em destruir o que foi construido, por muitos anos, e com tanto esforço. Lboff
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Quando vemos grupos fascistoides à solta, atacando artistas em Gramado, em atentados contra palestinos em um bar em São Paulo, interrompendo o show de um cantor, conseguindo, por pressões, vetar na Universidade Federal do Ceará uma palestra de Manfredo Oliveira sobre “Tolerância e democracia”, em sinais terríveis de real intolerância, podemos perguntar o que ocorre no mundo político para não ver esse “ovo da serpente”? Trata-se do título de um filme de Ingmar Bergman, que retrata a inconsciência, na Alemanha, diante do surgimento do nazismo. Escrevi dois textos a esse respeito. O próprio partido comunista, enfrascado em luta contra seus primos social-democratas, menosprezou o fato. Foi Trotsky quem denunciou a cegueira estalinista. Em 1933 Hitler, agora forte, chegou ao poder e destruiu todo sinal de oposição.

Essas posições autoritárias surgem no governo Bolsonaro, mas também com Salvini na Itália ou com Viktor Orban na Hungria. Elas se encontram na França, com a Frente Nacional ou na Espanha no surgimento de um partido de extrema direita, Vox, nostalgia franquista até então hibernando.

No Brasil, creio, a situação é mais grave do que em 1954 com o suicídio de Vargas ou, inclusive, com o golpe militar de 1964. No primeiro caso, Carlos Lacerda, ex-comunista, passando ruidosamente para o outro lado, denunciou um “mar de lama”, reduzido em parte a pequenos favores de Gregório Fortunato, nada diante de corrupção sistêmica que se desenvolveu do governo militar pra cá. O golpe de 1964, chamado enganosamente de revolução, festejado pelo presidente, apresentou-se, num primeiro momento, como um tempo provisório para superar o perigo esquerdista e “regenerar o país” (leia-se, defender o sistema tradicional de poder). Na realidade, permaneceu por mais de 20 anos. Entretanto, mesmo os momentos de repressão nos anos 70, não produziram uma ideologia consistente de ultradireita. Era mais bem o exercício de uma terrível força bruta (até mesmo com lampejos nacionalistas no governo Geisel).

Um economista conservador, inteligente e insuspeito, Armínio Fraga, acaba de dizer, no Blog de Noblat, que o retrocesso na democracia já ocorreu e o risco é que piore ainda mais.

A situação agora é a mais tenebrosa. De um lado um governo errático, com um presidente que primeiro fala para depois pensar, como lembrou alguém, mas com um plano neoliberal de desmonte da nação, nas mãos do ministro Guedes. E na sociedade, sentindo-se amparados pelo poder e por “pensadores” tipo Olavo de Carvalho, saem à rua grupelhos agressivos que inundam as redes sociais. Na verdade houve no passado, em 1932, algo semelhante com os integralistas, os chamados galinhas verdes, desfilando aos gritos de “anauê, mas logo foram postos a correr e se afogaram no ridículo. Hoje, grupos MBL e outros, indicam um terreno favorável a um retrocesso.

Uma posição agressiva e meramente reativa diante deles, é entrar na sua lógica e cair numa luta semelhante a eles, apenas com o sinal trocado. Eu sugeri, em texto anterior, não ficar na denúncia de fatos anedóticos e, inclusive, fazer uma greve de silêncio diante dos destemperos diários do ex-capitão que temos no Planalto. Mas, em vez de uma posição defensiva, faz-se urgente criar uma ampla frente, em primeiro lugar aglutinando forças democráticas para logo, num diálogo plural, chegar, aos poucos, a propostas e programas comuns para reerguer a nação e ser alternativa concreta de poder.

O notável linguista Noam Chomsky, casado com uma brasileira e sempre bem informado, em entrevista a Folha de São Paulo é pessimista, Afirmou:“a esquerda brasileira está completamente desordenada, há muita apatia, as pessoas estão apenas assistindo… “não podemos fazer nada, então vamos esperar passar”.

Porem tenho detectado vários sinais positivos. Luiza Erundina, lúcida com seus 84 anos, apontou como saída da crise a união de diferentes segmentos em prol da recuperação do Brasil.”Não é um partido, dois partidos, esquerda ou direita ou centro, isso já passou, é o momento de encontrar soluções parciais , todos os segmentos devem se unir para salvar o Brasil”. Vimos Haddad, Boulos e Flávio Dino de mãos dadas. Tarso Genro e outros testam com dificuldade mas com pertinácia, uma ampla aliança para as próximas eleições municipais em Porto Alegre.

E, num momento em que a reprovação do governo, segundo a Data Folha, subiu a 38% e pode crescer ainda mais, há indícios de que muitos que votaram Bolsonaro, talvez por antipetismo, estão revisando suas posições. Haddad acaba de dizer que há que dialogar com eles. Eu lembrei, em artigo, casos extremos como os de Teotônio Vilela que, de senador da Arena tornou-se a grande voz pela redemocratização, cantado por Milton Nascimento como “o menestrel das alagoas”. Penso na transformação de São Romero da América, até chegar ao martírio e nas primeiras comunidades cristãs com medo de Saulo que, de perseguidor, tornou-se logo o grande apóstolo dos gentios. Aqui as mudanças serão menos notórias, mas temos de estar preparados para acolher companheiros inesperados.

Um texto, meio sério meio jocoso, propunha encerrar numa sala pessoas como Haddad, Boulos, Marina Silva, Manuela d’Avila, Ciro Gomes, Flavio Dino… e deixá-los ali até que se pusessem de acordo. Isso levou a que uma companheira, Aurelina Cruz, propusesse uma articulação concreta, a partir de personalidades com legitimidade e prestígio, para construir uma grande aliança.

A tarefa não é fácil e vimos, pasmem, companheiros querer tirar dessa aliança, a priori, nomes como Ciro Gomes ou Marina Silva, por posições eleitorais no passado e por “não serem de esquerda”

E isso leva a discutir o que é ser de esquerda. Esta, às vezes, num marxismo mal interpretado, reuniria aí pessoas com uma ideologia esquerdista. Ora, o próprio Marx via a ideologias como falsa consciência abstrata. Norberto Bobbio considerou de esquerda aqueles que lutam pela justiça social e por mudanças estruturais. Para Boaventura de Sousa Santos, a esquerda teria de articular duas dimensões, uma de luta por uma política de reformas radicais concretas, porém aliada a uma visão que proporia uma transformação civilizacional mais ampla.

Mas sempre ficam dúvidas. Um campeão valente na defesa da nação como Brizola, patriotas como San Tiago Dantas e Celso Furtado às vésperas do golpe de 64 (atacados por uma esquerda rígida), seriam de esquerda ou simplesmente patriotas? Complicando mais o panorama, Lula num começo aparecia, para setores da chamada esquerda tradicional, como pequeno burguês reformista, como Salvador Allende o foi para o MIR, numa atitude absurda e suicida. E Lula, para vencer, com sua carta ao povo brasileiro apresentou um programa moderado, que para muitos seria no máximo de centro esquerda. Por que trago esses exemplos? Para obrigar-nos a sair de rótulos abstratos ideológicos, para posições concretas. “Subindo do abstrato para o concreto” (Marx). Vemos um Roberto Requião ou um Bresser Pereira certamente como companheiros, sem querer pespegar-lhes rótulos ideológicos.

A situação atual é grave, e há que enfrentá-la com uma união de forças plurais. Para isso, em lugar de falar de esquerda, tenho usado o termo mais amplo de frente de forças progressistas (ainda que a mesma idéia de progresso seja modernizante e discutível). Talvez devêssemos falar de postura contra o neoliberalismo. Mas deixemos de traçar fronteiras com trenas ideológicas, para pensar grande, onde se podem aglutinar diferenças que enriquecerão um debate na direção de construir um projeto alternativo.

Talvez tenhamos de pensar, como Boaventura, num programa político de médio prazo e numa opção civilizatória, a partir de uma nova sensibilidade ecológica e com códigos sensíveis para as novas gerações.

Sinto que, de muitos lados, se coagulam, aos poucos, propostas indicando que “um outro mundo é possível”. E caminharíamos para o desenho de “utopias concretas” e de propostas pontuais, unindo o curto prazo com um tempo de “longa duração”.

Immanuel Wallerstein acaba de partir. Ele, na linha de Braudel, apontava a crise de um sistema-mundo, o capitalismo ocidental, talvez a partir de 1968. Crise profunda. Não haveria, para ele, um processo futuro determinista. Poderíamos ter uma sociedade polarizada e ainda mais desigual, ou outra mais igualitária e democrática. “Quando um sistema está estável, é relativamente determinista”, lembrou Wallerstein. “Mas quando passa por crise estrutural, o livre-arbítrio torna-se importante… Podemos ter um tempo em que seja possível mudar o mundo”.

Voltando ao Brasil, diante de uma “barbárie em curso”, há que unir forças diversas, na criação de um diálogo plural. Aí se poderiam encontrar muitos movimentos da sociedade civil, a reflexão nas instituições culturais, educativas e religiosas, um sindicalismo em renovação e, claro está, setores de partidos em revisão, indispensáveis para fazer aprovar propostas legais.

O futuro está em aberto, sem receitas prefixadas e, muito possivelmente, algumas delas poderão ser surpreendentes. Será possível abrir-se, se houver ações eficazes, a um tempo mais humano. Poderíamos aplicar a este uma idéia de João XXIII, quando falou do Concílio Vaticano II: “uma flor de inesperada primavera”. Vale manter o “princípio esperança”, que para Ernst Bloch nos convoca à frente como um ímã. Com Maurice Blondel poderíamos dizer: “uma solução é sempre possível, uma ação é obrigatória”.

Luiz Alberto Gomez de Souza é cientista político, escritor e engajado nos movimentos sociais populares, com ampla experiência no exterior.

Frei Betto: LA AMAZONIA EXIGE UN NUEVO PARADIGMA

El papa Francisco en enero de 2018 declaró en Puerto Maldonado, Perú: “La Amazonia se disputa en varios frentes: por un lado, el neoextractivismo y la fuerte presión de grandes intereses económicos ávidos de petróleo, gas, madera, oro y monocultivos industriales. Por el otro, la amenaza procedente de la perversión de ciertas políticas que promueven la ‘preservación’ de la naturaleza sin tener en cuenta al ser humano.”

Francisco resaltó que una ecología integral, que no separe ser humano y naturaleza, exige una nueva antropología y un nuevo concepto de desarrollo, cuya prioridad sea condiciones de vida dignas para la población local.

Eso implica defender los derechos humanos y la Madre Tierra; resistir los megaproyectos que causan muerte; y adoptar un modelo económico sostenible, solidario, sintonizado con los ecosistemas y los saberes ancestrales de los amazónicos.

En un discurso a los participantes de la conferencia sobre “Transición energética y cuidado de nuestra casa común”, en 2018, en el Vaticano, Francisco destacó que la búsqueda de un crecimiento económico continuo ha provocado graves efectos ecológicos y sociales, porque “nuestro actual sistema económico prospera debido al aumento de extracciones, consumo y desperdicio. La civilización requiere energía, pero el uso de la energía no debe destruir la civilización”.

Para el sínodo amazónico, la ecología integral o socioambiental exige un cambio de paradigma, pero también una espiritualidad de reciprocidad, de armonía, que mantenga el equilibrio del bioma capaz de reflejar un sentido de convivencia dentro de esa inmensa maloca común que es la Tierra. En suma, pasar de una cultura del descarte a una cultura del cuidado.

Para eso es preciso promover una educación ecológica que nos induzca a otro estilo de vida, libre del consumismo obsesivo y del paradigma tecnoeconómico. Como propone el papa Francisco en la encíclica socioambiental “Alabado seas ” (Laudato Si): «dar el salto al Misterio, donde la ética ecológica adquiere su sentido más profundo». Esta experiencia espiritual, sagrada, ocurre cuando se es capaz de solidaridad, responsabilidad y cuidado.

El sínodo pretende que cada parroquia de la Amazonia se vuelva una ecoparroquia, y adopte una ecopedagogía. Eso significa aprender a convivir con la familia de Dios que habita el territorio panamazónico, en el cual hay culturas ocultas, aisladas, sin contacto con el mundo no indígena; otras que rechazan convencidamente la civilización occidental; también otras que mantienen buenas relaciones con la Iglesia, aunque sin llegar a asumir el Evangelio como referencia de vida. Hay también una Iglesia autóctona, integrada por indígenas que relacionan sus saberes ancestrales con la palabra de Dios.

La propuesta es que la Iglesia presente en la Amazonia, a través de parroquias y congregaciones religiosas, se oponga a los proyectos que amenazan la selva y a los pueblos que la habitan, critique el paradigma tecnocrático, el antropocentrismo irresponsable, el relativismo moral, y valorice la economía solidaria, dé valor de uso a los bienes de la naturaleza, y descarte a la que prioriza el valor de cambio.

En su visita a la Amazonia en enero de 2018, el papa Francisco señaló que “la cultura de nuestros pueblos es una señal de vida. La Amazonia, además de ser una reserva de la biodiversidad, es también una reserva cultural que debe ser preservada frente a los nuevos colonialismos”. E hizo este llamamiento a los indígenas: “Ayuden a sus obispos, ayuden a sus misioneros y misioneras a ser uno con ustedes y, mediante el diálogo entre todos, puedan formar una Iglesia con rostro amazónico e indígena”.

*Frei Betto es escritor, autor de “Uala, el amor” (FTD), entre otros libros.

Traducción de Mª José Gavito Milano

 

 

 

 

Amazônia sob ataque: queimadas têm aumento de 145% em 2019

Sem Floresta Sem Vida: Segure a Linha do Desmatamento

Número de focos de calor é maior nas regiões com mais alertas de desmatamento

Esse ano, a temporada de fogo na Amazônia começou com força total © Daniel Beltrá / Greenpeace

Nos últimos dias a água dos Rios Voadores, que transportam pela atmosfera a umidade da Amazônia para todo o sul e centro-oeste do continente, foi substituída por fumaça, que chegou a ser notada nos estados de São Paulo e Paraná. A causa? A quantidade de focos de incêndio registrados na Amazônia em 2019 é uma das maiores dos últimos anos. De janeiro a 20 de agosto, o número de queimadas na região foi 145% superior ao registrado no mesmo período de 2018.

Na Amazônia brasileira, as taxas de alerta de desmatamento estão ligadas à incidência de fogo, que é uma das principais ferramentas usadas para desmatar. Dos dez municípios da região com maior número de alertas registrado pelo sistema Deter (Inpe), oito também estão no topo do ranking de queimadas.

Pontos em rosa escuro mostram focos de calor registrados no “Dia de Fogo” próximo à BR-163. © Greenpeace

Nos dias 10 e 11 deste mês, fazendeiros do entorno da BR-163 anunciaram que fariam um “dia de fogo”, segundo noticiaram jornais locais e a Folha de São Paulo. A ação coordenada fez o número de focos de calor aumentar 300% de um dia para o outro na principal cidade da região, Novo Progresso.

“Os que desmatam e destroem a Amazônia se sentem encorajados pelo discurso e pelas ações do governo Bolsonaro que, desde que tomou posse, tem praticado um verdadeiro desmonte da política ambiental do país”, declara Danicley Aguiar, da campanha Amazônia do Greenpeace.

Apenas o recente ataque feito pelo governo contra o Fundo Amazônia já resultou no bloqueio de R$ 288 milhões em doações da Noruega e da Alemanha, trazendo consequências perversas para o combate ao desmatamento e ao fogo na Amazônia. No fim de 2018, as ações de monitoramento e controle, entre elas prevenção e combate a incêndios florestais e queimadas não autorizadas, representavam 47% do valor destinado aos projetos apoiados pelo Fundo, totalizando R$ 891 milhões. Desse total, cerca de 90% foram destinados a projetos

implementados por entidades da administração pública brasileira (governos federal, estaduais e municipais), revelando a importância estratégica do Fundo para a conservação da Amazônia.

As queimadas e as mudanças climáticas operam em um ciclo vicioso: quanto mais queimadas, mais emissões de gases de efeito estufa e, quanto mais o planeta aquece, maior será a frequência de eventos extremos, tais como as grandes secas que passaram a ser recorrentes na Amazônia. Para além das emissões, o desmatamento colabora diretamente para uma mudança no padrão de  chuvas na região, que amplia a duração da estação seca, afetando ainda mais a floresta, a biodiversidade, a agricultura e a saúde humana.

 

 

 

J.B. Herkenhoff: Tolerância na Religião e na Política

O juiz e defensor dos direitos humanos,João Baptista Herkenhoff do Espírito Santo tornou-se conhecido por seus escritos e sua luta pelos direitos. Aqui vai um texto muito oportuno para a atual situação. Lboff

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                      Tolerância na Religião e na Política 

Refletimos neste texto sobre a necessidade de diálogo e tolerância entre as diversas religiões. A abertura para ouvir o outro não se limita ao domínio religioso.

Também no campo político é preciso que pessoas divergentes, na maneira de pensar, sejam capazes de conversar, de entender as razões do opositor.

O ódio, as ofensas, o decreto da verdade, o sinete de inimigo da Pátria ou a pecha de ignorante, aposto ao que diverge de uma determinada linha de pensamento, em nada contribui para que o Brasil vença suas dificuldades.

Sobre o entendimento entre as religiões é oportuno relembrar uma advertência de João Paulo II:

“Fazem obra de Paz aqueles que se aplicam em despertar a atenção para os valores das diferentes culturas, para a especificidade das sociedades e para as riquezas humanas de cada povo.”

Os valores humanistas estão presentes nas mais diversas tradições religiosas e filosóficas da Humanidade.

Essas tradições afinam, nos seus grandes postulados, com as ideias centrais que caracterizam este conjunto de princípios que denominamos “Direitos Humanos.”

Estes não são monopólio do Ocidente ou propriedade cristã.

Fernand Comte estudou os livros sagrados budistas, confucionistas, hinduístas, muçulmanos, judaicos  e cristãos.Concluiu que uma linha ética aproxima essas fontes do sagrado.

René Grousset visitou as religiões e filosofias da Índia, da China e do Japão.Numa atitude de devotado respeito às fontes da sabedoria oriental, Grousset revelou o profundo conteúdo dessa árvore filosófica.

Gautier, Gardé, Massé e Sourdel nos ajudam a compreender o Islamismo, com toda sua pujança e elevado cabedal ético.

Cornelius Castoriadis observa que as religiões em geral têm uma pretensão universalista, pretendem que sua mensagem enderece-se à Humanidade inteira.

Não obstante esse caráter “universalista da religião”, acreditamos que um elo de compreensão pode estabelecer-se através da tolerância.

Que haja  comunicação entre as diferentes crenças e sistemas filosóficos, entre as pessoas que aderem a essas crenças e filosofias.

Que se estabeleça uma comunicação bipolar, que supõe um liame entre as pessoas que se falam, conforme assinalou François Marty.

Com acendrado espírito de busca e aproximação, Michel Lafon nos oferece um livro sobre preces e festas muçulmanas, especialmente dirigido aos cristãos.

Na Religião, na Filosofia, na Política, o diálogo é construtivo.

O anátema e a pretensão de ser dono da verdade não produzem qualquer fruto positivo.

João Baptista Herkenhoff, Juiz de Direito aposentado (ES), escritor e professor.

Email: jbpherkenhoff@gmail.com

Homepage – www.palestrantededireito.com.br

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