Comentário ao “O que cobrar ao capitalismo neoliberal em crise

  • No site de ENVOLVERDE de 14/08/2012   Eloy Fenker publicou um comnetário ao meu artigo “O que cobrar ao capitalismo neoliberal em crise”. Traz dados e reflexões que merecen sem democratizadas pois enriquecem o que escrevi. Toda nossa geração deve empenhar esforços para obviar os riscos que nos cercam e manter o horizonte da história aberto para frente. Agradecemos ao Fenker esta contribuição; LB
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    Muito pertinente e equilibrada a posição de Frei Boff. Mas quem está disposto a pagar a conta da preservação ?
    Fica evidente que os países ricos são os grandes consumidores de recursos naturais, os maiores poluidores, os maiores beneficiários dos frutos do crescimento econômico. E gastam bilhões para salvar o seu sistema financeiro, deixando morrer milhões de pessoas por ano em todo o mundo! Uma injustiça distributiva de grande proporção. Gostaria de enfatizar que estes ricos, para continuarem ricos, impõem aos pobres os ônus da preservação. E, pior de tudo, sem remuneração. E com sensação de que somos culpados pelo estado de coisas. Eles espalham pelo mundo afora, por meio de suas ONGs (criadas e mantidas por nações e corporações dominantes) o terrorismo ambiental.

    Aqui no Brasil isto está sendo levado ao extremo. Por que há tanto destaque na mídia sobre os aspectos ambientais negativos do Brasil, e pouco se fala sobre os aspectos positivos ? O Brasil é o país líder – com folga – na preservação ambiental no mundo. Se fossem computados os valores reais dos recursos naturais preservados e dos serviços ecossistêmicos pelos países pobres e também exportados aos países ricos e se os países ricos tivessem de pagar por isso, os pobres de hoje ficariam ricos e os ricos ficariam pobres. Isto contraria toda a lógica econômica, então é pouco provável que tenha acontecer.

    O relatório Planeta vivo da WWF (2012) indica que 10 países (ali incluídos 5 países do BRIICS) detinham, em 2008, 60% da biocapacidade ( capacidade de regeneração dos ecossistemas) do planeta. O Brasil, segundo o relatório é o país mais limpo do mundo, e possui, sozinho, 15,4% de toda a biocapacidade do planeta, sendo nossa capacidade per capita de 9,63 gha (hectares por habitante), para uma pegada ecológica de 2,93 gha; Europa ocidental apresenta uma pegada ecológica de 4,72 gha e biocapacidade de 2,24 gha; o Japão, pegada de 4,17 e biocapacidade de 0,59; America do Norte pegada de 4,72 para 2,24 gha de biocapacidade. Observem no relatório que o maior superavit é do Brasil, com 229 de superávit.

    O serviço ambiental que prestamos, anualmente, vale US$5 trilhões, mas ninguém quer pagar. Os países ricos não pagam ao Brasil. O Brasil não paga aos preservadores. Uma das sugestões deste relatório da WWF (que me parece estar a serviço dos ricos e dominadores) é de que seja forçoso concluir que a biocapacidade sobrante dos países (pobres) seria mais bem aproveitada se exportada e utilizada por outras nações. Os residentes nos países ricos são dependentes dos recursos de outras nações para atender suas necessidades e como os recursos estão escasseando, a competição está crescendo.

    A disparidade entre as nações ricas em recursos e as nações pobres em recursos muito provavelmente terão grandes implicações geopolíticas no futuro, diz o relatório (WWF, 2012). Se o capital natural é o que vale para o futuro, acho que vai se alterar o poder, pois os pobres de hoje que detém o capital natural serão ricos amanha, e os ricos de hoje, pobres. Então, os ricos atuam na causa ambiental para impedir os pobres de usarem estes recursos, ou forçá-los a vender sem incorporar as externalidades ambientais, sobe pena de ficarem ricos. Por isso, o Brasil tem 79% de seu território protegido como Reserva Legal, APP, Unidades de Conservação e Terras Indígenas (Embrapa/ISA/MMA/FUNAI).
    Áreas indígenas………..1.126.939 km2………………. … 13,2 % (Funai)
    Ucs……………………….1.513.309 km2……………… ……17,71 %(MMA)
    RL………………………..2.685.542 km2…………………….31,54 % (Embrapa)
    APPS………………………1.442.544 km2…………………..16,94 %(Embrapa)
    TOTAL PRESERVADO SEM ENTORNO UCS…………….. 79,39 %
    Entornos – estimativa cenário de 10 km …………………7,42 %
    TOTAL PRESERVADO COM ENTORNO 10 km…………..86,81 %
    Área utilizável sem entornos Ucs…………………………20,61 %
    Área utilizavel com entorno 10 km……………………….13,19 %

    No entanto, há plano de aumentar mais e mais a proteção, conforme reivindicação dos ambientalistas. No dia 14/6/2012 (O Estadão) a Presidente Dilma Roussef acusou Ongs internacionais de fazerem “acusações socioambientais” contra o Brasil, naquilo que qualificou de “praticas fraudulentas de competição”, em favor de interesses estrangeiros, especialmente na área de energias limpas. Com isso, perdemos oportunidade de melhorar a distribuição interna, continuamos fornecendo matéria-prima aos ricos e não recebemos pelos serviços ambientais que prestamos.

    Se as grandes corporações internacionais exploram o Brasil, internamente, no Brasil, ocorre o mesmo: o país explora os preservadores. O produtor rural é quem preserva e cuida da natureza mas nada recebe, permanecendo como escravo, e ainda acusado de desmatar, é punido por preservar. E se sua área é expropriada, nada recebe. A criação de Unidades de Conservação (UC) no Brasil, por sua vez, esta sendo feita em escala fantástica, incentivada e financiada por ONGs internacionais (dinheiro que vem de onde? ), sem que no entanto os proprietários sejam indenizados, com conivência do executivo e legislativo (tem corrupção no meio??). E, pior, são “parques de papel”, porque o governo cria UCs em áreas privadas, não vem indenizando aos proprietários, não toma posse, não possui domínio, deixando-as abandonadas.

    O Passivo fundiário brasileiro de criação de Unidades de Conservação Federais é impagável, inadministrável, é de 21 milhões de hectares(MMA), representando 2,5% do território nacional. Quando valem as áreas assim protegidas, ou 2,5% de nosso território mais valioso? . O MMA diz que a dívida fundiária de 21 milhoes de hectares é de R$20 bilhões, ou seja, compra-se todo o território nacional mais valioso por R$800 bilhoes, uma bagatela! Se traduzidos pelo real valor dos recursos ecossistêmicos, de R$150 mil por hectare de áreas de alto valor ecológico (por exemplo: Costanza ou pela avaliação eMergética), daria um passivo fiscal da ordem de R$ 3 trilhões (TRES TRILHOES DE REAIS!!) e nosso território todo poderia ser vendido por R$120 trilhões.

    Como escreve Carasco, no livro Mafia Verde, o Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial, Rio:Ed. Capax Dei, no Brasil o ambientalismo está a serviço de um colonialismo que nos é imposto, utilizando-se das Ongs e do comando das diretrizes e políticas públicas.

    A idéia de proteger é boa, e devemos fazer. Mas alguém, os que desmataram tudo, que se beneficiam dos serviços ambientais, deveriam pagar esta conta. Mas ninguém quer pagar, impondo este serviço público ao proprietário individual, que não tem recursos para prestar serviço escravo, ou seja, sem remuneração alguma.

    Para os que defendem a proteção – e eu concordo – fica a pergunta: Quem paga a conta ? Continuaremos a ser colônia, prestando serviços sem remuneração, em favor dos que destruíram para se tornarem potencias econômicas? E internamente continuaremos a explorar o trabalho escravo dos proprietários que preservam a natureza e prestam o serviço ambiental sem remuneração?

La razón en fase de larva y de capullo

Quien haya leido mis últimos textos sobre ecología y la situación dramática de la Tierra, tal vez se haya quedado con una impresión de pesimismo. No puede ser pesimista quien se da cuenta de los peligros reales que pesan sobre nuestro destino. Debemos siempre respetar la realidad, pero al mismo tiempo es necesario ampliar la comprensión de la realidad. Ésta es mayor de lo que se muestra, pues lo potencial también es parte de lo real. Siempre hay una reserva utópica presente en todos los eventos. Si comprendemos la realidad así enriquecida, no se justifica un pesimismo cerrado, sino un realismo esperanzador. Éste capta la eventual irrupción de lo nuevo escondido dentro de lo potencial y de lo utópico. Esto nuevo have entonces historia y funda otro estado de conciencia e inaugura un ensayo social distinto.

Además, si tomamos distancia y medimos nuestro tiempo histórico con el tiempo cósmico, tenemos aún más razones para la esperanza. Si condensamos en un año el tiempo cósmico, los 13,7 miles de millones de años que es la edad presumible de nuestro universo, notaremos que como humanos existimos have solo una pequeñísima fracción de tiempo. Así, el 31 de diciembre a las 5 de la tarde nacieron nuestros antepasados pre-humanos. El 31 de diciembre a las 10 de la noche entró en escena el ser humano primitivo. El 31 de diciembre a las 23 horas, 58 minutos y 10 segundos surgió el hombre de hoy llamado sapiens sapiens. El 31 de diciembre a las 23.00 horas, 59 minutos y 56 segundos nació Jesucristo. El 31 de diciembre a las 23.00 horas 59 minutos y 59,2 segundos Cabral llegó a Brasil.

Como se deduce, temporalmente somos casi nada.

Además de esto, si tenemos en cuenta las 15 grandes destrucciones que conoció la Tierra, especialmente la del Cambriano have 570 millones de años en la cual desapareció entre el 75 y el 90% del capital biótico, verificamos que la vida sempre resistió y sobrevivió. Y si nos concentramos solamente en el ser humano, siempre sobrevivió a las muchas glaciaciones. Y aún más, tuvo un proceso de encefalización altamente acelerado. Desde have 2,2 millones de años aparecieron sucesivamente el homo habilis, el homo erectus, y en los últimos cien mil años, el homo sapiens, ya plenamente humano. Sus representantes eran seres sociales, se mostraban cooperativos y usaban el habla, característica humana.

En el intervalo de un millón de años, el cerebro de estos tres tipos de homo se duplicó en volumen. Después de la aparición del homo sapiens, surgido have 100 mil años, el cerebro no creció más. Ya no era necesario, pues surgió el cerebro exterior, la inteligencia artificial, que es la capacidad de conocer, de crear instrumentos y artefactos para transformar el mundo y crear cultura, característica singular del homo sapiens sapiens.

A partir del neolítico, have cerca de diez mil años, surgieron las primeras ciudades que dieron origen a la cultura elaborada, al estado, a la burocracia y también a la guerra. Comenzó también una utilización sistemática de la razón instrumental para dominar la natureza, conquistar y someter a otros. Obviamente allí también estaban otros tipos de razón como la emocional, la simbólica y la cordial, pero sometidas a la razón instrumental que, desde entonces hasta culminar en nuestro tiempo, asumió la hegemonía, razón a la vez creativa y destructiva.

El proceso de la mariposa nos ofrece una sugestiva metáfora. La mariposa no nace mariposa. Es al principio un simple huevo que se transforma en una larva, devoradora insaciable de hojas. Después se enrolla sobre sí misma en foma de capullo (crisálida). Dentro de él, la natureza teje su cuerpo y lo pinta de colores. Cuando todo está listo se rompe el capullo y surge una mariposa espléndida.

Nosotros estamos todavía en el estadio de larva y de capullo. Larva, porque día y noche devoramos la naturaleza; capullo, porque estamos cerrados sobre nosotros mismos, sin ver nada a nuestro alrededor.

¿Cuál es nuestra esperanza? Que la razón rompa el capullo y surja como razón-mariposa. Tal vez la situación actual de gran peligro fuerce el nacimiento de la razón-mariposa. Ella revolotea por ahí, no es destructiva sino cooperativa, pues poliniza las flores.

Estamos todavía en génesis. No hemos acabado de nacer. Una vez nacidos, vamos a respetar y a convivir con todos los seres. Habremos superado para siempre la fase de larva y de capullo. Como mariposas seremos portadores de la razón sensata que nos concede tener junto con la Tierra un futuro sin amenazas.

Reason in the Phase of Caterpillar and the Cocoon

 

Those who have read my recent texts on ecology and the dramatic situation of the Earth, have perhaps been left with an impression of pessimism. Those who perceive the real dangers that endanger our destiny cannot be pessimists. We must always respect reality, but at the same time, we must broaden our understanding of that reality. That is key, because the potential is also part of the actual. All events present a utopic reserve. If we understand reality thus enriched, a static pessimism is not justified, but a hope-filled realism. This captures the eventual emergence of the new, that which is hidden within the potential and the utopic. The new then makes history, creates another state of consciousness and inaugurates a different social essay.

Moreover, if we step back and measure our history against cosmic time, we find even more reason for hope. If we condense into one year the 13.7 billion years that is the presumed age of our universe, we will notice that as we humans have existed for only a tiny fraction of that time. Thus, on December 31st, at 5 p.m., our pre-human ancestors emerged. On December 31st at 10 p.m. the primitive human being entered the scene. On December 31st at 10 seconds after 11:58 p.m., the humans of today, called sapiens, emerged. On December 31st at 56 seconds after 11:59 p.m., Jesus of Nazareth was born. On December 31st at 59.2 seconds after 11:59 p.m., Cabral arrived to Brazil.

As can be seen, time-wise we are almost nothing.

Further, if we consider the 15 great destructive events that Earth has endured, especially the Cambrian of 570 million years ago, in which between 75 and 90% of the biotic capital disappeared, we can see that life has always endured and survived. And if we concentrate only on human beings, we have survived the many glaciations. In addition, the human being had a highly accelerated process of encefalization (increasing brain size relative to total body mass). For some 2.2 million years, there appeared homo habilis, then homo erectus, and in the last one hundred thousand years, homo sapiens, already clearly human. They were social beings, demonstrated cooperativity, and used speech, a human characteristic.

In the space of one million years, the brain of these three types of homo doubled in volume. After the appearance of homo sapiens, 100 thousand years ago, brain size did not increase. It was no longer necessary, given the development of the exterior brain, artificial intelligence, that is, the capacity of knowing, of creating instruments and artifacts to transform the world and create culture, a singular characteristic of the homo sapiens sapiens.

Starting with the neolithic age, around 10 thousand years ago, the first cities were established, thus beginning the process of developing culture, the state, bureaucracy and also, war. The systematic use of the instrumental reason to dominate nature, to conquer and to submit to others, was also established. There were obviously other types of reason as well, such as the emotional, symbolic and cordial, but they were subordinate to instrumental reason, a form of reason that is simultaneously both creative and destructive, and which, up to the present, has assumed hegemony.

The process of the butterfly offers us a suggestive metaphor. The butterfly is not born a butterfly. It is at the beginning a simple egg that transforms itself into a caterpiller, an insatiable devourer of leaves. Then she coils up and builds around herself a cocoon (chrysalis). Inside the cocoon, nature weaves her body and paints it with colors. When all is ready, the cocoon breaks and the splendid butterfly surges.

We are still in the stage of caterpillars and cocoons. Caterpillars, because day and night we devour nature; cocoons, because we have closed in on ourselves, seeing nothing around us.

Wherein lies our hope? That reason may break forth from the cocoon and emerge as butterfly-reason. Perhaps the present situation of grave danger will force the birth of butterfly-reason. She will fly about, not destructive but cooperative, because the butterfly aids the pollenation of flowers.

We are still in genesis. We have not finished being born. Once we are fully born, we will respect and coexist with all beings. We will have overcome forever the phase of the caterpillar and the cocoon . As butterflies, we will be carriers of the sensible reason that enables us to share with the Earth a future without threats.

 

 

 

Che cosa esigere dal capitalismo neo liberale in crisi

La crisi del neoliberismo ha raggiunto il cuore dei paesi centrali che si arrogavano il diritto di guidare non solo i processi economico-finanziari, ma perfino il corso della storia umana.

In crisi è l’ideologia politica dello Stato minimo e delle privatizzazioni dei beni pubblici, ma anche il modo di produzione capitalistica, estremamente esacerbato dalla concentrazione del potere come mai si era visto prima nella storia. Il nostro parere è che questa crisi ha carattere sistemico e terminal.

Sempre il genio del capitalismo ha scoperto vie d’uscita favorevoli al suo proposito di accumulazione illimitata. Per questo usava tutti i mezzi, compresa la guerra. Guadagnava distruggendo e guadagnava ricostruendo. La crisi del 1929 si è risolta non attraverso l’economia ma attraverso la seconda guerra mondiale. Oggigiorno non pare praticabile il ricorso alla guerra, che sarebbe talmente distruttiva da estinguere la vita umana e gran parte della biosfera. Comunque non è proprio certissimo che il capitalismo nella sua pazzia non arrivi a servirsi anche di questo mezzo. Questa volta si frappongono due limiti insormontabili, il che giustifica l’opinione che il capitalismo sta concludendo il suo compito storico.

Il primo è il mondo saturo, cioè, il capitalismo ha occupato tutti gli spazi per la sua espansione a livello planetario. L’altro, veramente insormontabile, è il limite del pianeta Terra. I suoi beni e servizi sono limitati e molti non rinnovabili. Durante l’ultima generazione, abbiamo bruciato più risorse energetiche di quanto non avessimo fatto nell’insieme delle generazioni anteriori, come ci garantisce l’analista culturale italiano Luigi Soja. Che cosa faremo quando queste raggiungeranno un punto critico, oppure semplicemente saranno esaurite? La scarsità di acqua potabile può mettere l’ Umanità di fronte a una decimazione di milioni di vite.

I controlli e i correttivi proposti finora sono stati semplicemente ignorati. La Commissione delle Nazioni Unite sulla Crisi Finanziaria e Monetaria Internazionale, il cui coordinatore e era il premio Nobel per l’economia Joseph Stiglitz (chiamata Commissione Stiglitz) si proponeva un grande sforzo per presentare, a partire dal gennaio 2009, riforme intrasistemiche di tipo keneysiano isieme alla proposta di una riforma degli organismi finanziari internazionali (FMI, Banca Mondiale) e della Organizzazione Mondiale de Commercio (OMC).

Si prevedeva la creazione di un Consiglio di Coordinamento Economico Globale allo stesso livello del Consiglio di Sicurezza, la costituzione di un sistema di riserve globali, per controbilanciare l’egemonia del dollaro come moneta di riferimento, la istituzione di una fiscalizzazione internazionale, l’abolizione dei paradisi fiscali e delle Agenzie di certificazione. Nulla è stato accettato. Soltanto l’ Onu ha accolto la costituzione permanente di un Gruppo Esperti per la Prevenzione delle Crisi, a cui nessuno dà importanza perché quello che realmente conta sono le borse e la speculazione finanziaria.

Questa constatazione scoraggiante ci convince che la logica di questo sistema egemonico può rendere il pianeta non più amichevole per noi, può portare a catastrofi socio ecologiche così gravi al punto di costituire una minaccia per la nostra civiltà e per la specie umana. Certo è che questo tipo di capitalismo che durante la Rio +20 si è rivestito di verde con l’intenzione di mettere un prezzo a tutti beni e servizi naturali e comuni dell’ Umanità, non mostra condizioni a medio e a lungo termine di assicurare la sua egemonia.

Dovrà sorgere un’altra forma di abitare il pianeta Terra è di utilizzare i suoi beni e servizi. La grande sfida consiste nel modo di guidare il processo di transizione in direzione di un mondo post capitalista liberale. Questo avrà come centro il Bene Comune dell’Umanità e della Terra e sarà un sistema di sostegno di ogni tipo di vita, che esprima una nuova relazione di appartenenza e di sinergia con la natura e con la Terra. Produrre è necessario, ma rispettando le possibilità e i limiti di ogni ecosistema, non per accumulare e basta, ma per venire incontro, in forma sufficiente e decente alle richieste umane.

Importante è pure aver cura di ogni forma di vita e cercare l’equilibrio sociale, senza lasciare di pensare alle future generazioni che hanno diritto a una Terra conservata e abitabile. Non è in questo spazio che dobbiamo spiegare alternative in corso. Ci atterremo a quello che può essere fatto intrasistemicamente, visto che è non è possibile uscirne a breve scadenza.

Assistiamo al fatto che l’America Latina e il Brasile, nella divisione internazionale del lavoro, sono condannati a esportare minerali e commodities, beni naturali come alimenti, granaglie e carne. Per fare fronte a questo tipo di imposizione, dovremmo seguire i passi già suggeriti da vari analisti, specialmente da un grande amico del Brasile Francois Houtard nei suoi scritti e nel suo recente libro con altri collaboratori: «Un paradigma poscapitalista: el Bien Común de la Humanidad» (Panama, 2012).

In primo luogo, dentro al sistema, lottare per norme ecologiche e regolamenti internazionali che abbiano cura il più possibile dei beni e dei servizi naturali importati dai nostri paesi; che trattino della loro utilizzazione in forma socialmente responsabile e ecologicamente corretta. La soja è innanzitutto un alimento degli umani e solo ‘dopo’ degli animali.

In secondo luogo, aver cura della nostra autonomia, rifiutando le imposizioni del neocolonialismo da parte dei paesi centrali che ci tengono come un tempo, ai margini, subalterni, servi, puri fornitori di quello che manca loro in beni naturali. Innanzitutto dobbiamo aver cura di incorporare tecnologie che diano valore aggiunto  ai nostri prodotti, creiamo innovazioni tecnologiche e orientiamo l’economia, prima di tutto verso il mercato interno e solo dopo verso quello esterno;

In terzo luogo, esigere dai paesi importatori che inquinino il meno possibile nei loro ambienti è che contribuiscano finanziariamente al risanamento e alla rigenerazione ecologica degli ecosistemi da cui importano beni naturali specialmente, nel caso del Brasile, dell’Amazzonia e del Cerrado. Si tratta di riforme, non ancora di rivoluzioni. Ma indicano la direzione del nuovo e aiutano a creare le basi per proporre un altro paradigma che non sia il prolungamento dell’attuale, perverso e decadente.

*Leonardo Boff è teologo e filosofo, dottore honoris causa in politica presso l’università di Torino.

Traducción de Romano Baraglia