Pedidos em tempos de pandemia                                       

Publicamos este inspirador poema da educadora e poeta IRIS BOFF que é adequado aos tempos que estamos vivendo e sofrendo.

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Perdão meu Deus, mas hoje o meu pedido não vai pra Você.

Quero que o meu pedido seja ouvido e  escrito no teu primeiro livro  VIVO que Você, com Amor e Arte,  editou e endereçou para cada um de nós. 

Que lástima!  Nós, os destinatários da 1ª e única edição dessa OBRA PRIMA,  parecemos  ratos ensandecidos, roendo com sofreguidão, página por página desse primeiro livro vivo, a NATUREZA.

A maioria da Humanidade cega, surda e muda  ainda não se deu conta do alarme que esse invisível ser, o chamado  Covid19 está gritando.  

Então, como um suave  sussuro, o meu pedido seja endereçado  à  NATUREZA , à  Grande Mãe, generosa e boa.

Que os VENTOS , como teu Sopro,  nos levem para outra direção.

Que as CHUVAS  lavem a  anossa imundície e toda nossas mágoas.

Que o FOGO incinere a ganga acumulada e liberte o Ouro que somos.

Que o  AVÔ SOL, ao contar nossa história, anuncie uma nova Aliança.  

Que a AVÓ LUA transforme os pesadelos em  sonhos de um futuro melhor.

Que o PAI CÉU, depois da  escuridão, nos traga a ILUMINAÇÃO .

Que a MÃE TERRA, depois do parto doloroso, dê  a luz a novos VIVENTES.

Que cada um de nós, faça silêncio no seu interior e ouça o  GRANDE ESPIRITO, de tudo e de todos, que nos fala por todas  estas vozes.

Vozes essas que são linguagens vivas e são fontes de  Inspiração, para que cada um de nós,  com sua  história, seu próprio dialeto, sua única letra  vire essa página roida  do  livro Natureza.

Oxalá que assim, iluminados pelo CRIADOR, a nova filha HUMANIDADE, em parceria com todos  os seus IRMÃOS e IRMÃS viventes, re-escreva, com Elegância  Cósmica,  outro capítulo da História, esperançadora e numa edição melhorada,  para a saúde e  sobrevivência da humanidade, de cada um de nós e do  nosso belo esplendoroso  Planeta, a Mãe-Terra.

*Iris Boff é educadora e poeta e mora em Curitiba- PR.

La grande esca: il capitalismo verde . Un testo di Leonardo Boff

Confini -Rai News di Pierluigi Mele, 14/10/21

Pubblichiamo, per gentile concessione dell’autore, questo intenso testo del teologo brasiliano Leonardo Boff

I grandi mega capitalisti stanno riunendo centinaia di economisti e scienziati politici per preparare il mondo al post-pandemia. Sono già usciti vari documenti. Il principale forse è quello pubblicato dal conservatore The Economist (principali azionisti le famiglie Rothschild e Agnelli), con il titolo: “Il futuro che ci aspetta”. Se leggiamo i 20 punti elencati, rimaniamo scioccati: presentano un progetto in cui entrano solo loro, lasciando fuori il resto dell’umanità, sia ogni individuo sia l’intera società, che sarà controllata dall’intelligenza artificiale la cui funzione è quella di disarmare e liquidare qualsiasi reazione contraria. L’espressione introdotta dal principe Carlo (un parassita) nell’ultimo incontro a Davos è questa: “la grande ripartenza” (the Great Reset). Logicamente si tratta della nuova ripresa del sistema capitalista che protegge le fortune di un pugno di miliardari. Il resto sia dannato.

Come afferma la scrittrice britannica Helga Zepp-La Rouche (cfr. Alainet 29/9/21): “In definitiva, si tratta di un’espressione altezzosa, petulante e razzista dell’élite globale, la stessa che, per mantenere i propri privilegi, affama ogni giorno 20mila persone, decreta una guerra di sterminio e può distruggere irresponsabilmente il pianeta”. Guarda in che mani è il nostro destino.

Predicano il capitalismo verde, un mero occultamento della sua depredazione della natura. Il capitalismo verde di queste mega-corporazioni, che controllano gran parte della ricchezza mondiale, non rappresenta alcuna soluzione. L’ecologia per loro significa piantare alberi nei giardini aziendali, richiamare l’attenzione sull’uso di meno plastica e su inquinare meno l’aria. Non mettono mai in discussione il loro modo di produzione, predatore della natura, vera causa dello sconvolgimento climatico della Terra e dell’intrusione del Covid-19 e, soprattutto, dell’abissale disuguaglianza sociale e mondiale.

Un altro nutrito gruppo di mega-corporazioni ha emesso un documento sulla “responsabilità sociale d’impresa”. Robert Reich, ex segretario al lavoro del governo degli Stati Uniti, ha smascherato questo fuorviante proposito: “si occupano di fare più soldi possibile e non di risolvere i problemi sociali; cercano solo il benessere di tutti i loro azionisti” (cfr Carta Maior 30/9/21).

In altre parole: il disegno delle grandi società banche, delle multinazionali e della società planetaria pensata dall’élite globale si configura secondo le loro convenienze, mai per salvaguardare la vita sulla Terra, per includere i poveri, ma per garantire le loro fortune e il devastante modo di produzione che le produce. I poveri, la stragrande maggioranza dell’umanità, sono totalmente fuori dai loro radar. Saranno contenuti dall’intelligenza artificiale che impedirà loro di alzare la testa.

Se questi propositi andranno a buon fine, si apre la strada che porterà al disastro planetario, come ha avvertito Papa Francesco nelle due encicliche ecologiche: «o si cambia rotta e si salvano tutti o, altrimenti, non si salva nessuno».

Coloro che detengono la decisione di quali direzioni per l’umanità, non hanno imparato nulla dal Covid-19 e dalle crescenti crisi climatiche. Confermano quanto diceva il grande teorico italiano di un marxismo umanista, Antonio Gramsci: “La storia insegna, ma non ha studenti”. Questi non hanno frequentato la storia. Solo (dis)imparano dalla ragione strumentale-analitica divenuta oggigiorno irrazionale e suicida.

Ubriacati dalla loro ignoranza e avidità illimitata (greed is good), verremo condotti come agnelli innocenti verso il macello. Non per volontà del Creatore o per una deviazione dal processo cosmogonico, ma per la loro irresponsabilità e mancanza di consapevolezza degli errori commessi che non vogliono correggere. E così, in modo esilarante e mentre ci godremo ancora la vita, ci obbligheranno – forse – a subire il destino vissuto 65 milioni di anni fa dai dinosauri.

Leonardo Boff è eco-teologo e membro dell’International Earth Charter Initiative e ha scritto recentemente i libri: O Covid-19: a Mãe Terra contra-ataca a humanidade, Vozes, Petrópolis 2020 e Habitar a Terra: vias para a fraternidade universal, in fase di uscita per l’editrice Vozes e già pubblicato in italiano da Castelvecchi, Roma 2021 con il titolo “Abitare la Terra. Quale via per la fraternità universale?”.

(Traduzione dal portoghese di Gianni Alioti)

Dal sito: https://leonardoboff.org/2021/10/11/o-grande-engodo-o-capitalismo-verde/

     O grande engodo: o capitalismo verde

Os grandes mega capitais estão reunindo centenas de economistas e politólogos para preparar o mundo na pós-pandemia. Saíram já vários documentos.O principal talvez seja o publicado pelo conservador The Economist (principais acionistas as famílias Rothschild e Agnelli),sob o título:”O futuro que nos  espera”. Se lemos os 20 pontos elencados ficamos estarrecidos: apresentam um projeto onde só eles entram, deixando  fora o resto da humanidade que será controlada,seja cada indivíduo seja a inteira sociedade, pela inteligência artificial cuja função é desarmar e liquidar qualquer reação em contrário. A expressão introduzida pelo  parasita príncipe Charles,na última reunião em Davos é esta:”o grande reinício”(the Great Reset). Logicamente, se trata da retomada nova do sistema capitalista que protege as fortunas de um punhado  biliardários. O resto que se dane.

Como afirmou a escritora britânica Helga Zepp-La Rouche (cf.Alainet 29/9/21): “Em definitiva, se trata de uma expressão altaneira, petulante e racista da elite global, a mesma que para manter seus privilégios mata de fome diariamente 20 mil pessoas, decreta guerra de extermínio e pode irresponsavelmente destruir o planeta”. Vejam em que mãos está o nosso destino.

Pregam o capitalismo verde, mero ocultamento da depredação que ele faz da natureza. O capitalismo verde destas megacorporações que controlam grande parte da riqueza do mundo, não representa nenhuma solução. Para ele ecologia significa plantar árvores nos jardins das empresas, chamar a atenção de usar menos plásticos e poluir menos o ar.Nunca colocam em questão seu modo de produção, depredador da natureza, a verdadeira causa do desarranjo climático da Terra e da intrusão do Coviod-19 e especialmente a abissal desigualdade social e mundial.

Outro grande grupo de megacorporações emitiu um documento sobre “a responsabilidade social corporativa das empresas”. Robert Reich, ex-secretário do trabalho do governo norte-americano desmascarou este propósito enganador:”eles estão em um negócio de fazer a maior quantidade de dinheiro possível  e não de resolver os problemas sociais; procuram apenas o bem-estar de ‘todos os nossos acionistas”(cf.Carta Maior 30/9/21).

Em outras palavras: o desenho da grande banca, das multinacionais e da sociedade planetária pensada pela elite global é configurado segundo as suas conveniências, nunca para salvaguardar a vida na Terra, inserir os pobres, mas garantir suas fortunas e o modo de produção devastador que as produz. Os pobres, as grandes maiorias da humanidade. estão totalmente fora de seu radar.Serão contidos pela inteligência artificial que impedirá que levantem a cabeça.

Se prosperar estes propósitos  está sendo pavimentado o caminho que nos levará ao desastre planetário, como tem advertido o Papa Francisco nas duas encíclicas ecológicas:”ou mudamos de rumo e ai todos se salvam ou então ninguém se salva”(cf.Fratelli tutti, n.34).

Estes que detém a decisão dos rumos da humanidade,não aprenderam nada do Covid-19 e dos crescentes distúrbios climáticos. Eles confirmam o que dizia o grande teórico de um marxismo humanista italiano, Antonio Gramsci:”A história ensina,mas ela não tem alunos”. Estes não frequentaram a história. Apenas (des)aprendem da razão instrumental-analítica que hoje em dia se tornou irracional e suicidária.

Embriagados por sua ignorância e ganância ilimitada (greed is good), seremos levados como inocentes cordeiros rumo ao matadouro. Não por vontade do Criador nem por um desvio do processo cosmogênico, mas por sua irresponsabilidade e pela  falta de consciência dos erros cometidos que não querem corrigir. E assim, hilariamente e  ainda gozando a vida, nos obrigarão, talvez, a sofrer o destino vivido há 65 milhões de anos pelos dinossauros.

Leonardo Boff é ecoteólogo e membro da Iniciativa internacional da Carta da Terra e escreveu:O Covid-19: a Mãe Terra contra-ataca a humanidade, Vozes, Petrópolis 2020 e Habitar a Terra: vias para a fraterndade universal, a sair pela Vozes e  já publicado em italiano pela Castelvecchi, Roma 2121.

El amor forma parte del ADN del ser humano

Observamos con consternación en nuestro país y también en gran parte del mundo una ola de odio, de desprecio, de exclusión y de violencia simbólica y física que suscita la pregunta: ¿cómo se inscribe este dato siniestro dentro de la vida humana? Como veremos luego, los investigadores del secreto de la vida humana nos aseguran que por naturaleza y no simplemente por un proyecto personal o social, en nuestro DNA está inscrito el amor, la cooperación, la solidaridad y la compasión. Los que viven y alimentan el odio son enemigos de sí mismos y de la vida misma. Por eso no producen nada positivo, sino desgracias, exclusiones, crímenes y muerte. Es lo que lamentablemente estamos presenciando.

Sobre esta cuestión, el primer nombre a ser mencionado es sin duda James D.Watson con su famoso libro “ADN: el secreto de la vida” (2005). Junto con su colega Francis Crick sustentan científicamente que el amor está presente en la esencia del ADN. Ambos descodificaron en 1953 el código genético, la estructura de la molécula de ADN, la doble hélice que contiene el programa de toda vida, desde la célula primigenia surgida hace 3.800 millones de años hasta llegar a nosotros, seres humanos. 

Todos estamos constituidos por el mismo código genético de base, lo que nos hace a todos parientes unos de otros. Afirma Watson: “contra el orgullo, las sublimes realizaciones del intelecto humano revelan que tenemos apenas dos veces más genes que un gusano insignificante, tres veces más genes que una mosca de frutas en descomposición y solo seis veces más genes que la simple levadura de panadería”. Una molécula de ADN estirada alcanza un metro y 85 centímetros; reducida a su forma original es una billonésima de centímetro y está presente en cada célula de nuestro cuerpo, incluso en la más superficial de la piel de nuestra mano. Watson define: “la vida así como la conocemos no es más que una vasta gama de reacciones químicas coordinadas. El secreto de esta coordinación es un complejo y arrebatador conjunto de instrucciones inscritas químicamente en nuestro ADN. Pero todavía nos queda un largo camino que recorrer hasta llegar al pleno conocimiento de cómo actúa el ADN” (p.424).

Muchos nuevos conocimientos enriquecieron la visión de Watson y Crick, especialmente los de los biólogos chilenos Humberto Maturana y Francisco Varela. Lo mejor de estas investigaciones fue maravillosamente resumido por el ecologista y físico cuántico Fritjof Capra en su libro La trama de la vida (1997). Él mostró didácticamente que para que surgiera la vida es necesario el patrón de organización (que nos hace distinguir una silla de un árbol) de una estructura que organiza los elementos físico-químicos que permiten la irrupción de la vida. Pero esto no basta, es necesario incluir la auto-creación. Los seres vivos, en sistemas abiertos que los hacen dialogar con todo el entorno, no son estáticos, están siempre en proceso de autocreación (autopoiesis de Maturana). No solo se adaptan a los cambios, sino que crean otros nuevos junto con los demás seres, de tal forma que continuamente co-evolucionan.

Una contribución decisiva fue aportada por Humberto Maturana que estudió la base biológica del amor. Él ve el amor presente desde los inicios del universo. Cada ser se rige por dos procesos: el primero es de necesidad de interconectarse con todos los demás para asegurar más fácilmente su supervivencia. El segundo es de pura espontaneidad. Los seres se interrelacionan por rara gratuidad, creando entre sí lazos nuevos y por afinidad, como si se enamorasen recíprocamente. Es la irrupción del amor en el proceso cosmogénico. El amor que surge entre dos seres, millones de años después, tuvo su origen en esa relación de ancestral amorosidad espontánea.

Todo esto sucede como un dato de la realidad objetiva. Al llegar al ser humano se puede transformar en algo subjetivo, en un amor conscientemente asumido y vivido conscientemente como un proyecto de vida.

Toda esta reflexión se destina a deslegitimar y acusar como inhumana, contraria al movimiento del universo y a la base biológica de la vida, la prevalencia del odio, de la exclusión y de la rabia presentes en nuestro país, animadas por un jefe de estado que se distingue por su odio y comportamientos desviados y necrófilos. Se ha hecho enemigo de la vida de sus compatriotas al aliarse con la Covid-19, presentándose como maestro curador a través de la cloroquina y compuestos, como si fuese médico y especialista. Quedó como un simple charlatán y, con referencia a los indígenas, un genocida.

Termino con este testimonio de Watson en el libro antes mencionado:

Aunque no sea religioso, veo elementos profundamente verdaderos en las palabras sobre el amor de San Pablo en la epístola a los Corintios: “Si hablase todas las lenguas… si conociese todos los misterios y toda la ciencia… pero no tuviese amor, no sería nada. Pablo, a mi entender, reveló con claridad la esencia de nuestra humanidad. El amor, ese impulso que nos hace cuidar al otro fue lo que permitió nuestra supervivencia y éxito en el planeta. El amor es tan fundamental a nuestra naturaleza humana que estoy seguro de que la capacidad de amar está inscrita en nuestro ADN. Un Pablo secular (él, Watson) diría que el amor es la mayor dádiva de nuestros genes a la humanidad” (p.433-434).

Tales palabras nos llevan a responder al odio bolsonarista con el amor, a la ofensa de sus fans con amorosidad: Tales actitudes nos dan la certeza y garantía de que estos tiempos nefastos de ira y de odio pasarán.

*Leonardo Boff es teólogo, filósofo y escritor y ha publicado La casa, la espiritualidad, el amor, Paulinas, SP 2017Los derechos del corazón, Paulus, SP 2015.

Traducción de Mª José Gavito Milano