Universidade pra quê? A força e o futuro da UERJ

Universidade pra quê? A força e o futuro da UERJ

Jornal do Brasil  11/08/2017:
Ana Karina Brenner *, Bruno Deusdará **, Guilherme Leite Gonçalves *** e Lia Rocha *** 

A universidade moderna nasceu de um projeto destinado a desenvolver as qualidades humanas e a cultura por meio de um programa de formação, que combinava ensino e pesquisa com base no conhecimento científico. Esse projeto, no entanto, tinha um vício de origem: era inacessível às classes populares; servia apenas à reprodução das elites. Sofria, assim, de um mal-estar que, dentre outras, produziu as revoltas estudantis de 1968. A partir desse momento, as políticas universitárias se voltaram para articular formação e inclusão social, conhecimento científico e igualdade.

A UERJ é resultado de um amadurecimento histórico dessa nova universidade. Criada em 1950, destaca-se pelo pioneirismo: primeira universidade pública do Brasil a oferecer ensino superior noturno, permitindo a qualificação dos trabalhadores; segunda instituição universitária a possuir um hospital das clínicas voltado para o ensino; primeira a implantar o sistema de cotas para negros, indígenas e estudantes oriundos de escolas públicas.

Nos últimos 10 anos, o número de cursos de doutorado quase dobrou, passando de 23 para 43. Em 2016, a UERJ possuía 26.767 estudantes presenciais, dos quais 9.900 cotistas e ainda 7.266 alunos de Educação à Distância. Além do Hospital Universitário Pedro Ernesto e da Policlínica Piquet Carneiro, ela conta com 714 projetos, 253 cursos e 34 programas de extensão, que levam à sociedade conhecimento e tecnologias de ponta, envolvendo cerca de 3 milhões de pessoas, entre profissionais, estudantes e comunidade atendida.

Nos últimos anos, a UERJ conquistou o regime de trabalho de Dedicação Exclusiva, assegurando um plano de carreira com capacidade de atrair os melhores quadros acadêmicos. Tal regime é estruturante da carreira docente, garantidor da qualidade da pesquisa, do compromisso com a formação de estudantes e pesquisadores, e do desenvolvimento tecnológico a partir da fixação de docentes em uma única instituição.

Hoje, no entanto, todo esse patrimônio corre risco.

Ciência, formação e igualdade social não fazem parte da agenda do PMDB. A Universidade lhe é estranha. Em seu programa para o Brasil, “Uma ponte para o futuro”, ela é tratada tão somente como encargo ou despesa, desconsiderando sua importância como investimento na construção e preservação do patrimônio científico e tecnológico de uma nação. Ao assim concebê-la, atribui à educação superior a responsabilidade de produzir desajuste fiscal quando é, na verdade, potencial de desenvolvimento econômico e de geração de emprego. Mas, então, qual é o projeto do PMDB para a Universidade?

Desde o golpe parlamentar, em 2016, o Governo Temer tem realizado significativos cortes em políticas sociais, entre elas o ensino superior. Só o MEC sofreu corte de R$ 4,3 bilhões. Asim, 15% dos gastos de custeio e 40% das despesas de capital, aprovados pelo Congresso para as universidades federais, ficaram congelados. No Rio de Janeiro ocorre fato semelhante. Para dar apenas um exemplo, no final de 2016, o Governo Pezão reduziu o orçamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro em mais de 30%.

Em agosto de 2017, professores e servidores técnico-administrativos da UERJ  encontram-se com quatro meses de salários atrasados(mesma situação das outras universidades estaduais UEZO e UENF). Também atrasadas estão as bolsas de estudantes e residentes. O confisco de salários e bolsas é um confisco do orçamento da universidade, e mina as condições de reprodução das forças necessárias ao trabalho e à continuidade do patrimônio intelectual, científico e democrático adquirido ao longo das décadas. Um exemplo dos efeitos nefastos dessa crise é a saída forçada de alguns docentes do regime de dedicação exclusiva. Obrigados a acumular atividades paralelas, muitos desses profissionais não retornarão ao regimede DE após esse período.

O resultado da política universitária de Pezão e Temer, cujo não pagamento dos salários da UERJ é a expressão mais vil, são vários: evasão de estudantes, fuga de cérebros, destruição da pesquisa de ponta, eliminação do legado intelectual, extermínio da formação e da cultura. Em outras palavras, a depredação do resultado de décadas de investimento material e humano.

Nós, da Universidade, entendemos todavia que docência, pesquisa, cultura e formação se relacionam com o futuro. Nossa resistência é a garantia de que o projeto de universidade pública, de qualidade, gratuita, cada vez mais plural e inclusiva, permaneça. UERJ Resiste!

* Professora da Faculdade de Educação da UERJ, 

** Professor do Instituto de Letras da UERJ,

*** Professor da Faculdade de Direito da UERJ, 

**** Professora do Instituto de Ciências Sociais da UERJ e Presidente da ASDUERJ

La “democrazia” degli Spudorati

E’ difficile tacere dopo aver assistito alla funesta e vergognosa sessione della camera dei deputati che ha votato contro l’ammissibilità di un processo eseguito dallo STF contro il presidente Temer per crimine e corruzione passiva.
Quello che la sessione ha mostrato è stata la vera natura della nostra democrazia che nega se stessa se noi la misuriamo con gli attributi minimi di ogni democrazia che sono il rispetto della sovranità popolare l’osservanza dei diritti fondamentale dei cittadini, la ricerca di un minimo di giustizia nella società e l’incentivo alla partecipazione al bene comune oltre a una etica pubblica riconoscibile. Così com’è essa appare come una farsa e con la negazione di se stessa.
Nemmeno arriva a essere una democrazia a bassissima intensità, essa si è rivelata questa volta, – con nobili eccezioni – un covile di denunciati per crimini, di corrotti e di ladri di strada, che arraffano anche gli spiccioli dei cittadini.
Come avrebbero potuto votare a favore dell’ammissibilità di un processo di un presidente attraverso il Supremo Tribunale Federale se circa il 40 per cento degli attuali deputati rispondono a vari tipi di processi presso la Corte Suprema? E’ in vigore un accordo segreto tra criminali accusati come tali nello stile delle “famiglie” della mafia.
Mai nella mia lunga e faticosa vita ho sentito dire che qualche candidato per finanziare la sua campagna abbia venduto il sitio o si è disfatto di qualche bene ma sempre ha fatto ricorso agli impresari e ad altri arricchiti per finanziare la loro miliardaria elezione. Il CAIXA2 ha preso la cittadinanza e le mazzette favolose sono andate crescendo di campagna in campagna a misura che aumentavano gli scambi di laute prebende.
Questa volta, il palazzo del Planalto si è trasformato in un covile grande tipo Ali-Baba che a cielo aperto distribuiva benefici, prometteva sussidi di milioni o addirittura offriva alti benefici per comprare voti a proprio favore. Soltanto questo fatto meriterebbe una investigazione sulla corruzione aperta e scandalosa agli occhi di coloro che hanno conservato un minimo di etica e di decenza, sopratutto di gente del popolo che è rimasta profondamente spaventata e piena di vergogna.
Effettivamente nessun brasiliano meritava una così grande umiliazione al punto che tanti hanno provato vergogna di essere brasiliani.
I parlamentari inclusi i senatori rappresentano prima di tutto gli interessi corporativi di coloro che hanno finanziato le loro campagne elettorali e solo dopo gli interessi dei cittadini che li hanno eletti.
Abbiamo avuto la distanza temporale sufficiente per poter percepire con chiarezza il senso del golpe parlamentare fatto con la complicità del sistema giudiziario, massiccio appoggio dei media privati: smontare le conquiste sociali a favore della popolazione più povera è sempre stata, dai tempi della colonia a dire del nostro maggiore storico mulatto, Capistrano di Abreu, “ castrata e ricastrata, sanguinante e dissanguata”. E anche allineare il Brasile alla logica imperiale degli USA, anziché di una politica estera “attiva e coraggiosa”.
Le classi oligarchiche (Jessé Souza, ex presidente esonerato dall’IPEA dall’attuale presidente, ci dà il numero esatto, 71.440, miliardari con una rendita mensile generalmente che raggiunge i 600.000 mila reais al mese per la finanziarizzazione dell economia), mai hanno accettato che qualcuno venendo dal piano di sotto e rappresentante dei sopravissuti alla storica tribolazione dei figli e delle figlie della povertà, mai hanno accettato che i figli della povertà occupassero il centro del potere. Sono rimasti spaventati notando la presenza di costoro negli areoporti nei supermercati, luoghi esclusivamente riservati a loro. Dovevano essere deportati al posto che gli spetta e da cui non avrebbero mai dovuto uscir fuori: la periferia e la favela. Non soltanto li vogliono lontani dai loro spazi. Vanno ancora più in là: li odiano, li umiliano e diffondono questo disumano sentimento con tutti i mezzi. Non è il popolo che odia, lo conferma Jessé de Souza, ma i ricchi che li sfruttano e con tristezza e per obbligo legale pagano loro miserabili salari perché pagare, se sempre hanno lavorato gratis come anticamente?
Storici del livello di José Honorio Rodriguez, tra gli altri ha dimostrato che tutte le volte i discendenti e occupanti della Casa Grande percepiscono politiche sociali di trasformazione delle condizioni di vita dei poveri e emarginati fanno un colpo di stato per la paura di perdere il livello scandaloso della loro accumulazione, considerata una delle più alte del mondo. Non difendono i diritti di tutti ma i privilegi di alcuni, cioè i loro.
Il paese mostra segni di stanchezza e di tristezza. Questa sofferenza non sarà vana, è una notte che si porta un’ aurora di speranza che dobbiamo sorpassare questa crisi in direzione di una società, parole di Paulo Freire, “meno malvagia” e dove “non sia così difficile l’amore”.

*Leonardo Boff, columnist del JB è autore de A grande trasformaçᾶo,2015.

Traduzione di Romano Baraglia e Lidia Arato.

The auspicious meeting of Pachamama and Gaia

I want to introduce a book that will be published soon in Brazil: Pachamama and the Human Being, (La Pachamama y el ser humano, Ediciones Colihue, 2012) by Eugenio Raúl Zaffaroni, well known in Brazil’s judicial circles. Zaffaroni is a distinguished Argentinean magistrate, a member of the Supreme Court from 2003 to 2014; and professor emeritus at the University of Buenos Aires.

Pachamama and the Human Being is among the best eco-philosophical contributions written of late. It is in the lineage of the 2015 encyclical, Laudato Si, on the Caring for the Common Home, by Pope Francis, also Argentinean. With admirable scientific and philosophical data, Zaffaroni addresses the question of integral ecology, especially social violence, and in particular, violence against animals.

The most important aspect of his book is its critique of the dominant paradigm, that arose with the founding fathers of the XVI and XVII century modernity that abruptly introduced a profound division between the human being and nature. The natural contract, present from time immemorial in the Occidental and Oriental culures, suffered a fatal and lethal blow.

The Earth stopped being The Magna Mater of ancient times, the Pachamama of the nations of the Andes… the Gaia of the contemporaries, something alive and a generator of life, and was transformed into an inert thing (the res extensa of Rene Descartes): a collection of resources at the disposal of the unlimited voracity of human beings. The formulation by Descartes is classic: the human being is the maître et possesseur of nature, namely, the human being is master and lord of nature. The human being can do with nature what the human being pleases. And humans have done exactly that.

Modern culture was built on the understanding that the human being is dominus, lord and owner of everything. Things do not have intrinsic value. Contrary to what later will be affirmed by the Earthcharter, and with powerful strength by Pope Francis’ encyclical letter, things have value only because they can serve human beings.

This is the project of power, understood as a capacity to dominate everything, based on who holds the most power. In this case, it was the Europeans, who carried out the program of subjugating nature, the invasion and conquest of the world, the colonization of whole nations, the genocide, ecocide and destruction of ancestral cultures. And they did it using the brutal strength of their weapons: the sword and the Cross. And now they accomplish it with weapons capable of extinguishing the human species.

Zaffaroni studies the emergence of this aspect of civilization, and does so with a great bibliographical wealth. Courageously and with great critical freedom, he faces the conceited coryphaeus of modern thinking like Friedrich Hegel, Herbert Spencer, Charles Darwin and Martin Heidegger. I will concentrate on his criticisms of the Hegel of the Geist, (spirit). With his philosophy-ideology Hegel became the main exponent of ethnocentrism. Spencer with his biologism enshrined the White race as superior and considered all other races inferior, which wound up legitimizing colonialism and all types of prejudice.

Zaffaroni touches the question of the animal, understood as a subject of rights. He writes: “in our judgment, the juridical value of the crime of mistreatment of animals is none other than recognition of the right of the animal itself not to be object of human cruelty, for which it is necessary to recognize the character of the animal as a subject of rights”. The author is harsh in demonstrating that “we have turned out to be the biological champions of intra-species destruction and the greatest inter-species predators”. His proposal is clear: “Only by substituting the knowledge of the dominus for the frater we can regain human dignity” and experience brotherhood and sisterhood with all other beings.

Latin America was the first to inaugurate an ecological constitutionalism, including the rights of nature and of Mother Earth in the Constitutions of Ecuador and Bolivia. Previously, and also for the first time, it was Mexico that introduced social rights in her Constitution of 1917. Zaffaroni eulogizes the creative potentialities inherent in the Andean vision of “good living and coexisting” (sumak kawsay) – the harmony of the human being with nature; and as also seen in Gaia – the Earth as a living, self-regulating super organism, always producing and reproducing life. Pachamama and Gaia are two paths that encounter each other “in a happy coincidence of the center and the periphery of planetary power”. Both are carriers of the hope for an Earth Common Home, where all beings are included. They will liberate us from the apocalyptic threats of the end of our civilization and of life.

Zaffaroni brings us a brilliant and convincing perspective, a severe criticism on the one hand, but also one filled with hope on the other. He deserves to be read, studied, and that his vision of an holistic ecology that profoundly integrates all the elements of nature and of the universe be incorporated into our understanding.

Leonardo Boff Theologian-Philosopher Earthcharter Commission

Free translation from the Spanish sent by
Melina Alfaro, alfaro_melina@yahoo.com.ar.
Done at REFUGIO DEL RIO GRANDE, Texas, EE.UU.

La “democracia” de los sinvergüenzas

Es difícil quedarse callado después de haber presenciado la funesta y desvergonzada sesión de la Cámara de los Diputados que votó contra la admisión de un proceso del STF contra el presidente Temer por crimen de corrupción pasiva.

Lo que la sesión mostró fue la real naturaleza de nuestra democracia que se niega a sí misma. Si la medimos por los predicados mínimos de toda democracia que son: el respeto a la soberanía popular, la observancia de los derechos fundamentales del ciudadano, la búsqueda de una equidad mínima en la sociedad, la incentivación a la participación, el bien común, además de una ética pública reconocible, ella se presenta como una farsa y la negación de sí misma.

Ni siquiera es una democracia de bajísima intensidad. Esta vez se reveló, con nobles excepciones, como una cueva de gente denunciada por crímenes, de corruptos y ladrones a la orilla del camino para asaltar los centavos de los ciudadanos.

¿Cómo iban a votar a favor de la apertura de un juicio al presidente por el Supremo Tribunal Federal si cerca del 40% de los diputados actuales hacen frente a varios tipos de procesos ante la Corte Suprema? Existe siempre una conspiración secreta entre los criminales o acusados como tales, al estilo de las “famiglias” de la mafia.

Nunca en mi ya larga y cansada existencia oí que algún candidato vendiese su sitio o se deshiciese de alguno de sus bienes para financiar su campaña, sino que recurrió siempre a empresarios y a otros adinerados para financiar su millonaria elección. La caja 2 se naturalizó y las propinas fabulosas fueron creciendo de campaña en campaña a medida que aumentaban los intercambios de beneficios.

Esta vez, el palacio de Planalto en donde se esconde el Presidente golpista, se transformó en la cueva principal del gran Alí-Babá que distribuía bienes a cielo abierto, prometía subsidios por millones e incluso ofrecía otros beneficios para comprar votos a su favor. Este solo hecho merecería una investigación de corrupción abierta y escandalosa a los ojos de los que guardan un mínimo de ética y de decencia, especialmente de la gente del pueblo que se quedó profundamente horrorizada y avergonzada.

Efectivamente, ningún brasilero merecía tanta humillación hasta el punto de que tantos sintieran vergüenza de ser brasileros.

Los parlamentarios, incluidos los senadores, representan antes los intereses corporativos de los que financiaron sus campañas que a los ciudadanos que los eligieron.

Hemos tenido ya suficiente distancia temporal como para poder percibir con claridad el sentido del golpe parlamentario dado con la complicidad de parte del estamento judicial y con apoyo masivo de los medios de comunicación empresariales: desmontar los avances sociales en favor de la población más pobre, que fue siempre, desde la colonia, al decir del mayor historiador mulato Capistrano de Abreu: «castrada y recastrada, sangrada y desangrada». Y también el de alinear a Brasil con la lógica imperial de los USA en lugar de tener una política externa «activa y altiva».

Las clases oligárquicas (Jessé Souza, ex-presidente exonerado del IPEA (Instituto de Políticas Econômicas Aplicadas) por el actual presidente, nos da el número exacto: 71.440 supermillonarios, cuya renta mensual, generalmente por la financierización de la economía, alcanza los 600 mil reales por mes), nunca aceptarán que alguien venido de abajo y representante de los supervivientes de la tribulación histórica de los hijos e hijas de la pobreza, llegase a ocupar el centro del poder. Se asustaron al verlos presentes en los aeropuertos y en los centros comerciales, lugares de su exclusividad. Debían ser devueltos al lugar de donde nunca deberían haber salido: la periferia y la favela.

No solo los quieren distantes de sus espacios. Van más lejos: los odian, los humillan y difunden este inhumano sentimiento por todos los medios. El pueblo no es el que odia, lo confirma Jessé Souza, sino los adinerados que los explotan y con tristeza y por obligación legal les pagan sus miserables salarios. ¿Por qué pagarles, si pueden trabajar siempre gratis como antiguamente?

Historiadores de la talla de José Honório Rodrígues, entre otros, han mostrado que siempre que los descendientes y actualizadores de la Casa Grande perciben políticas sociales transformadoras de las condiciones de vida de los pobres y marginados, dan un golpe de estado por miedo a perder su nivel escandaloso de acumulación, considerado uno de los más altos del mundo. No defienden derechos para todos, sino privilegios de algunos, es decir, los de ellos. El actual golpe obedece a esta misma lógica.

Hay mucho desaliento y tristeza en el país. Pero este padecimiento no será en vano. Es una noche que nos va a traer una aurora de esperanza de que vamos a superar esta crisis rumbo a una sociedad, en palabras de Paulo Freire, «menos malvada» y donde «no sea tan difícil el amor».

Leonardo Boff es articulista del JB online y ha escrito La Gran Transformación, Nueva Utopía 2015.

Traducción de Mª José Gavito Milano