Por favor,não fumem mais,não comam carne nem usem açucar: J.Attali

Jaques Attali é um conhecido professor de economia, escritor de uns 50 livros, ecologista e  conselheiro de Estado de presidentes da França. Criou muitas iniciativas na área econômica da Comunidade Européia. Citamos a mais recente que é Planeta Positivo (Positive Planet), uma organização internacional que reúne várias instituições de micro-finanças do mundo. Vale ler o seu livro “Uma breve história do futuro”(Novo Mundo, SP 2008) onde se desenham prováveis cenários do futuro próximo. Publicamos este texto em francês, tirado de seu blog, pois muitos leem francês e trata de temas polêmicos mas  relavantes em termos de saúde humana e ecológica. LBoff

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S’il vous plaît, ne fumez plus; et ne mangez plus de viande, ni de sucre.

Bien des choses menacent le monde, d’une façon terrible, sans qu’on dispose de réponses crédibles : certaines maladies sont encore sans remède ; certaines souffrances morales sont hors de portée. Et personne ne sait vraiment comment donner du sens au chagrin et à la mort.

Il existe pourtant, pour certains des terribles dangers qui menacent l’humanité comme chacun de nous, des réponses, qu’il ne dépend que de nous de mettre en œuvre. Et pourtant, on ne le fait pas. On se vante même de ne pas le faire.

On sait, par exemple, que de très nombreux cancers sont provoqués et aggravés par la consommation de cigarettes. Pourtant, chacun de nous continue soit à en consommer soit à défendre le droit des autres d’en consommer, en oubliant qu’on peut mourir du tabac fumé par d’autres. Les gouvernements continuent d’autoriser la commercialisation de ce poison, tout heureux des recettes fiscales qu’il leur rapporte, et pour ne pas fâcher ceux qui en tire des profits ou des salaires. Il n’est pas simple de décider, pour soi-même, de cesser de fumer et, par cohérence, d’interdire collectivement qu’on en fasse le commerce. Il serait donc urgent d’aider ceux qui ne peuvent le faire seuls à y parvenir.

On sait aussi que le sucre artificiel est un poison, mortel à tous les âges. On sait qu’il est une drogue, aussi addictive que la cocaïne. On sait que le diabète tue de plus en plus ceux, de plus en plus nombreux, qui en consomment trop, ; on sait qu’on a assez de sucre pour vivre dans les fruits et les légumes. Et pourtant, on consomme de plus en plus de ces sucres artificiels dans des sodas, des bonbons, des gâteaux, de mauvais chocolats, et toutes sortes de plats tout préparés dans lesquels ce faux sucre aide à masquer l’horrible goût d’horribles ingrédients.

On sait aussi que la consommation de viande est un poison, pour soi et pour les autres. On sait en particulier que la viande rouge est un facteur de cancer, qu’elle ne contient rien d’irremplaçable. On sait que, pour la produire il faut dix fois, cent fois, plus d’eau que pour produire la même quantité de calories fournies par des végétaux. On sait que l’eau est la source rare et précieuse de la vie, et que si tout le monde consommait autant d’animaux que les Américains ou les Européens, l’humanité manquerait d’eau douce avant trente ans. On sait encore que les animaux d’élevage représentent plus du cinquième des émissions de gaz à effet de serre. On sait aussi que rien n’est un poison plus mortel que les produits transformés qui n’ont de viande que le nom. On sait enfin que rien n’est plus indigne que la souffrance animale imposée dans ces usines de mort, qui ne pourraient que se multiplier si l’humanité toute entière rejoint le mode de vie occidental.

Et que, au total, si l’humanité était entièrement végétarienne une grande partie des enjeux du climat et de l’obésité seraient réglés.

On sait tout cela, et pourtant, on ne fait rien. Ou presque. On n’interdit aucun de ces trois produits, qu’on sait mortel. On n’encourage personne à ne plus les consommer. On n’aide personne à échapper à ces mortelles addictions. On ne fait rien non plus pour préparer ceux qui vivent de ces productions à se préparer à l’inévitable mutation de leurs activités. On continue à subir la dictature des firmes qui les produisent, des lobbys qui aveuglent ceux qui en vivent, et des propagandes qui poussent les consommateurs à ne pas tenir compte des avertissements qu’on leur adresse. On ne crée pas les conditions pour qu’une nourriture saine soit accessible à tous, dans les cantines, les restaurants d’entreprise et les réseaux de distribution.

On prépare ainsi de multiples catastrophes : des maladies ; des pollutions, des manques, des secousses politiques.

Et pourtant, il serait possible de tirer profit de ces dangers pour aller vers un monde magnifique Il faudra pour y parvenir que chacun accepte de consacrer plus de ressources à ce qui donne la vie qu’à ce qui tue.

Se priver progressivement de tabac, de sucre artificiel et de viande, au moins bovine et porcine, n’est pas seulement un impératif de santé publique. C’est la condition d’une vie plus heureuse et libre pour tous. Même, et surtout, ceux qui en vivent aujourd’hui y trouveront des compensations exceptionnelles.

Par exemple, les paysans auront un rôle infiniment plus important et valorisant quand il leur faudra nourrir sans polluer les dix milliards d’habitants de la planète. Même les éleveurs pourront utiliser autrement leurs immenses savoir-faire, pour bâtir les forets qui nous manquent et produire les fruits et les légumes permettant de remplacer ces trois poisons et de redonner vie à des territoires abandonnés.

Il ne s’agit là rien moins que d’un changement de civilisation, aux infinies conséquences, philosophiques, politiques et culturelles. Enthousiasmant.

 

ovens brasileiros desconhecem as atrocidades da ditadura: L.Duarte-Plon

Leneide Duarte-Plon é conhecida de nosso blog, uma jornalista brasileira vivendo em Paris, comprometida com os destinos do Brasil e da nossa democracia. Escreve regularmente na Carta Capital. Publicamos aqui este texto para nos lembrar das torturas do Estado militar instaurado em 1964. Criou-se uma organização do esquecimento do que houve de barbaridades no Estado de Terror a ponto de os jovens não saberem nada ou quase nada dos crimes praticados pelos agentes do Estado, Estado este que tem o dever, como Estado, de proteger a vida dos cidadãos. Toda tortura é aviltante, seja praticada por quem quer que seja, por repressores do Estado autoritário seja por resistentes subversivos.Nossa anistia não puniu os que cometeram crimes contra a humanidade, como foi feito na Argentina e no Chile. Mas a verdade tem seu brilho próprio.Ela irá ainda brilhar para que todos possam ver os sombrios tempos que tantos conhecidos nossos, amigos/as parente e outros que não aceitavam o sequestro da  liberdade e imposição da severa censura sobre todas as expressões da liberdade. Sofreram nas câmaras de tortura todos os tipos de violência até a eliminação de todos (menos uma mulher) na Casa da Morte, situada em Petrópolis, finalmente desapropriada para ser um lugar de memória e de reflexões sobre direitos humanos e democracia para que seja verdade: “Tortura nunca mais”. Lboff

17/02/2019

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A política deliberada de organização do esquecimento posta em prática pelos militares para apagar as marcas dos crimes da ditadura foi muito eficaz.

A prova mais recente é a eleição de um ex-militar defensor da tortura e de torturadores notórios, com disseminação de mentiras para formatação de cérebros por whatsapp.

Mas ela vem de longa data, essa organização do esquecimento. Ela vem da anistia, imposta pelos militares, mas dissimulada em negociação. Essa anistia foi implantada para organizar uma amnésia generalizada das futuras gerações.

Estarrecida, ouvi em Paris, este ano, um jovem cineasta brasileiro perguntar:

«Mas eles também torturavam padres durante a ditadura?»

A ditadura brasileira foi a mais eficaz na organização do esquecimento. O povo argentino e o povo chileno puderam instaurar processos e julgar responsáveis por crimes de tortura e desaparecimento forçado, considerados imprescritíveis. Mas a ditadura brasileira instaurou, ao contrário, a amnésia generalizada.

Assim, um ex-torturado pode cruzar na rua com seu torturador. As ruas, praças, avenidas e pontes ainda homenageiam generais que organizaram o terrorismo de Estado e morreram em completa impunidade.

O lançamento em Paris do filme «Le silence des autres», documentário hispano-americano de Almudna Carracedo e Robert Bahar, suscitou matérias sobre a dor dos sobreviventes do franquismo que viram seus pais e mães assassinados e os assassinos anistiados em nome da unidade nacional.

«A Espanha foi convencida a renunciar à sua memória, em nome da democracia. A lei de anistia de 1977 se apresentava como uma medida de reconciliação, mas beneficiava apenas aos partidários da ditadura. Os republicanos já tinham sido punidos, por morte, prisão ou exílio. É preciso entender a cólera de um ex-dirigente estudantil por viver a alguns quarteirões de seu torturador ou o desespero da velhinha que sabe onde está enterrado seu pai, em uma fossa comum, mas nunca conseguiu a autorização de lhe dar uma verdadeira sepultura», escreveu esta semana no jornal «Le Monde» o crítico Thomas Sotinel sobre o filme.

O terrorismo de Estado

Sim, a ditadura brasileira torturou padres e um deles, Tito de Alencar, se suicidou na França em 1974, pois não podia mais viver atormentado dia e noite pelas ameaças de seus torturadores nas horas de sono e de vigília. Clarisse Meireles e eu reconstituímos sua vida no livro «Um homem torturado – Nos passos de frei Tito de Alencar», lançado em 2014 pela Civilização Brasileira.

Outro, padre Antônio Henrique Pereira Neto, coordenador da Pastoral da Arquidiocese de Olinda e Recife, um dos assessores do arcebispo dom Helder Câmara, foi sequestrado dia 26 de junho de 1968 pelo Comando de Caça aos Comunistas-CCC, em Recife. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte, num matagal da Cidade Universitária, pendurado de cabeça para baixo em uma árvore, com marcas de tortura: espancamente, queimaduras de cigarro, cortes profundos por todo o corpo, castração e ferimento à bala.

Era um recado indireto ao arcebispo de Olinda e Recife. Dom Helder não se acovardou. Denunciou no mundo inteiro a tortura, as prisões políticas e os desaparecimentos políticos do regime militar. Por sua luta pelos direitos humanos foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 1970, 1971, 1972 e 1973.

A história de padre Antônio Henrique e de Tito de Alencar e todas as outras atrocidades do terrorismo de Estado implantado durante a ditadura de 1964 devem ser contadas a cada nova geração. Os livros de História são a melhor arma contra a repetição da barbárie, quando não são reescritos pelos que idolatram torturadores.

Mas é necessário reconhecer que a esquerda não fez o necessário trabalho de memória para que as novas gerações conhecessem o terrorismo de Estado da ditadura.

A tentativa desse paradoxal governo militar de viés ditatorial eleito nas urnas de «monitorar» o sínodo dos bispos sobre a Amazônia, que vai se reunir em Roma em outubro, é mais um capítulo da luta pelo controle e neutralização da ala mais progressista e engajada da Igreja Católica, a CNBB, que o capitão-presidente qualificou de «ala podre da igreja».

Este ano ainda, a Igreja Católica pode vir a beatificar Dom Helder Câmara, execrado e censurado pela ditadura, que por quatro anos seguidos se empenhou em uma campanha sórdida de bastidores para que ele não recebesse o Prêmio Nobel da Paz.

Essa história foi levantada por um dossiê da Comissão Dom Helder Câmara da Memória e Verdade de Pernambuco. O dossiê se intitula «Prêmio Nobel da Paz: A atuação da ditadura militar brasileira contra a indicação de Dom Helder Câmara». Comentei em detalhes o assunto em texto a ser publicado na revista Carta Capital.

Será que o Nobel da Paz será influenciado este ano por pressões dos ignaros que dirigem o Brasil, no sentido de impedir a atribuição do prêmio a Lula?

Resposta em outubro de 2019.

¿Cómo no indignarse ante tan cobarde y bárbaro asesinato?

¿Cómo no indignarse ante tan cobarde y bárbaro asesinato?

Publico este texto de un periodista muy competente y ético, conocido mío desde hace muchos años, Fernando Molica, en su Facebook del 15 de febrero. ¿Cómo no indignarse frente a tanta perversión y voluntad de matar? Si un profeta del Antiguo Testamento, como Amós, estuviese en nuestro medio, seguramente lanzaría la maldición divina sobre el cobarde y frío asesino. ¿Hemos perdido la profecía? ¿Somos incapaces de una acción de protesta? Había mucha gente alrededor que presenciaba el crimen. Sólo una mujer, entre tantos presentes, intentó disuadir al asesino. La callaron. Hay que citar el nombre del asesino: DAVI RICARDO MOREIRA AMÂNCIO, guardia de seguridad del supermercado Extra en Río, y de su víctima: PEDRO GONZAGA. Cuando la maldad es demasiado grande nos sentimos impotentes y las palabras se ahogan en nuestra garganta. Pero tenemos que protestar y reaccionar. Según datos  leídos hace días en varios periódicos (es preciso verificarlo con exactitud) cada 23 minutos es asesinado un negro en nuestro país. El ex presidente Pepe Mujica me decía hace dos años en su chacra: “Hay una diferencia muy grande entre Uruguay y Brasil. Aquí la vida vale y en su país la vida no vale nada; aquí los asesinatos son mucho menos y son castigados; en su país se mata por un par de tenis y la cosa queda así”. Es triste y vergonzoso para nosotros escuchar tal consideración de boca de un viejo y sabio político que quiere mucho a Brasil. Y hay gente que hace públicamente apología de la tortura y de la muerte. Y sabemos quién es. No podemos tolerar más tanta matanza para no atraer la ira de Aquel se presentó “como el apasionado amante de la vida” (Libro de la Sabiduría 11,24) y que está del lado de aquellos que son condenados a morir violentamente antes de tiempo. LBoff

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Las imágenes que muestran el asesinato del joven Pedro Gonzaga a manos de Davi Ricardo Moreira Amâncio, seguridad del supermercado Extra, revelan el absurdo grado de perversidad en el que vivimos. “Ya sería imperdonable si el asesino” por miedo excusable, sorpresa o emoción violenta” (reproduzco las palabras usadas en proyecto presentado por el gobierno federal) hubiera matado al muchacho con un tiro o con un puñetazo. Pero no, cometió el homicidio de forma lenta, pensada, brutal, aun estando delante de decenas de personas. Parecía tener placer al echarse sobre el cuerpo de su víctima mientras le apretaba el cuello. Actuaba de manera tan natural que, mientras mataba, llega a discutir con una mujer que intenta impedir el crimen.

Sus compañeros de trabajo, guardias de seguridad como él, no hicieron nada para evitar el crimen, uno de ellos llegó a tratar de impedir la filmación de la escena. El comportamiento de los otros guardias mostró que la perversidad no es sólo del asesino, está generalizada entre nosotros. Pocas veces he visto tanto absurdo, correspondiente a la hoy clásica expresión de la banalidad del mal acuñada por Hannah Arendt. El tipo mata porque se cree en el deber -más que en el derecho- de matar. Mata, mata, mata es lo que oye todos los días, es el grito que viene de las calles y de los palacios. Tienes que matar, tienes que matar, repite él, y es lo que hace.

Él está del lado de la mayoría, de los que gritan, de los que aplauden las masacres, del lado de aquellos que, en lugar de hacer cumplir la ley, registraron su crimen como algo menor, culposo, no intencional. Es posible que ni siquiera fuera acusado si no hubiera imágenes de su crimen.

A fin de cuentas, la víctima era una más  de aquellas que por su color y por su clase social necesitan probar todo el tiempo que son inocentes, muchas veces las matan antes de lograrlo. Poco después del homicidio ya había la versión, contestada por las imágenes de las cámaras del supermercado, de que el chico habría intentado robar el arma del guardia de seguridad (como si eso justificara su asesinato). Nos estamos transformando en una sociedad de asesinos (añado: un país que mata por perversión, que tiene placer en matar). Todos los que gritan pidiendo muerte son cómplices de este guardia seguridad.

Observación: el sitio de O Globo publicó la noche del viernes que Pedro Gonzaga, el joven muerto, vivía en Barra, era de una familia de clase media y sufría de una dependencia química. Esto sólo refuerza que ninguno de nosotros está libre también de la violencia practicada por agentes de seguridad, públicos o privados. El grito de muerte atrae más muertes, es obvio. FM

The gates of hell have been opened

Brazil is experiencing something that is undeniable: the rise of hatred, offenses, gross words of every type, distortions, prejudices and thousands and thousands of instances of fake news is evident in many sectors. In large part, this was responsible for the victory of the current President. There are also youtubers who falsify reality, mixing harsh words with cruel jokes and coarse morals, susceptible to judicial processes.

The words “Communist” and “Socialist” have been turned into accusations. Their real meaning is not even defined, as if we were still in the Cold War of thirty years ago. Many of the perpetrators, including a rather dim-witted minister, say their critics are beholding to Cuba, North Korea or Venezuela… Most have not read even one page about the Theology of Liberation, which they consider to be Marxist. They ignore its basic purpose: the option for the poor and for their liberation, that is, in favor of the great majorities of humanity, who are poor. In fact, the air we breathe is now toxic.

Many of them are mentally degraded and display a complete lack of education. In the electoral campaign their latent rage remained hidden. The preexisting violence was reinforced, giving legitimacy to a culture of violence against the indigenous people, the quilombolas, the Blacks, and especially against the LGBTQ community… and the opposition.

We need to understand the reason for this demented absurdity. We are illuminated by two interpreters of Brazil: Paulo Prado, Portrait of Brazil: essay on the Brazilian sadness, (Retrato de Brasil; ensayo sobre la tristeza brasilera, 1928) and Sérgio Buarque de Holanda, Roots of Brazil, (Raíces de Brasil, 1936) in his V chapter: “The cordial man”.

Both writers have something in common, as Ronaldo Vainfas says, because they both «attempt to decipher the Brazilian character starting from their emotions» Interpreters of Brazil, Vol. II, 2002, Page 16 (Intérpretes de Brasil, vol. II, 2002 p.16). But they do so in different forms. Paulo Prado is profoundly pessimistic, characterizing the Brazilian as driven by lust, greed and sadness. Buarque de Holanda, on the other hand, differs, with respect to cordiality.

«The Brazilian contribution to civilization will be cordiality, we will give to the world the “cordial man”. Openness in the treatment, hospitality, generosity, virtues so praised by foreigners who visit us, represent, in fact, a defining trait of the Brazilian character» (p. 106). But then he observes: «It would be a lie to suppose that these virtues mean “good manners, civility” (107). As he continues: «Enmity can be as cordial as friendship, because both are born in the heart» (107, note 157). We know that from the heart emerge both love and hatred. The psychoanalytic tradition confirms that the heart is the kingdom of feelings. I think that we would better define the character of the Brazilian if we said that his basic design is not one of reason, but feelings . And feeling are contradictory: they can express themselves as love and also as virulent hatred.

But this ambiguous dual facet of the Brazilian, of “cordiality”, or, better said, “of feelings,” has now acquired wings and occupied minds and hearts: The”lack of good manners and civility”. One need only check the web sites, the tweets, facebooks and youtubes to see that the gates of hell are wide open. From there emerged the demons dividing people, insulting such distinguished figures as Dráuzio Varela and the world renowned and appreciated Paulo Freire. The word of the uncivilized occupies the same space as the word of Pope Francis or of the Dalai Lama. But this is only the dark side of the of the Brazilian feeling. There is also the side of light, previously expressed by Buarque de Holanda and by Cassiano Ricardo. We must rescue it, so that we need not live in a barbarian society where no one can enjoy a civilized and humane life.

There is no need to despair. The very condition of the universe consists of order and disorder (cosmos and chaos). Cultures possess their sim-bolic and dia-bolic side, and each human being is inhabited by the great pulse of life (eros) and that of death (thanatos). That is not a defect of creation: it is the natural order of things. Religions, ethics and civilizations were born to give hegemony to light over darkness, so that we do not devour one another. The pessimist Pablo Prado ends with: «the trust in the future cannot be worse than in the past» (p. 98). We agree.

We are inspired by this verse of Agustin Neto, leader of the liberation of Angola: «Is not enough that our Cause is Pure and Just. Purity and Justice must exist within ourselves» (The Angola Poems, 1976, 50).

Leonardo Boff Eco-Theologian-Philosopher Earthcharter Commission

Free translation from the Spanish sent by
Melina Alfaro, alfaro_melina@yahoo.com.ar.
Done at REFUGIO DEL RIO GRANDE, Texas, EE.UU.