Pentecostes hoje: o Espírito que dá vida contra os hostis à vida

 A festa de Pentecostes deste ano a 8 de junho, nos cria a oportunidade de pensar sobre o significado do Espírito Santo com referência às ameaças atuais que pesam sobre a vida, e especialmente sobre a vida dos pobres deste mundo. As Escrituras dizem que “o Espírito é vida” (Rm 8,10). Afirmar que “o Espírito é vida” equivale a dizer que o Espírito está continuamente criando e dando suporte ao universo, à Mãe Terra e ao sistema-vida hoje ameaçado. O Espírito está do lado e dentro daqueles que menos vida têm. Grande parte da humanidade, especialmente na África, na Ásia e na América Latina vive num mundo estranho e hostil à vida. Há séculos são dominados por outras nações e suas terras lhes são roubadas para garantir o nível de consumo irrestrito das potências outrora colonizadoras e que nos dia atuais continuam recolonizando. Fizeram uma divisão mundial do trabalho: os países periféricos, economicamente pobres, mas ecologicamente ricos, são condenados a exportar “commodities” (bens naturais, grãos, minérios, água etc) geralmente sem valor agregado e os países ricos exportam-lhes tecnologia a preços altos, sem repassá-la para que lhes desse vantagens e autonomia.

A consequência é que todos estes explorados precisam fazer uma esforço gigantesco para sobreviver com um mínimo de recursos que lhes garantam uma vida minimamente decente. Eles vivem de resistência sem conhecer avanços libertadores.

Essa pobreza não é inocente. Vem produzida por um conjunto de relações sociais e econômicas profundamente desiguais que, ao criar riqueza para os já ricos, geram grande pobreza e injustiça para as grandes maiorias empobrecidas. Thomas Piketty em seu livro “O Capitalismo no século XXI” no fundo quer denunciar esta dinâmica, criadora de desigualdades. Daí a critica do campo capitalista que se vê desmascarado.

Situar-se dentro da vida do Espírito significa nesta situação empenhar-se pelo direito do pobre à vida real concreta e integral. Uma vida espiritual que se torna insensível à paixão dos pobres, é falsa e se faz surda aos apelos do Espírito. Por mais que os fiéis nos grandes espetáculos televisivos carismáticos, católicos e evangélicos, rezem, cantem, dancem e celebrem, sem uma atenção ao Espírito “Pai dos pobres” como se canta no hino da missa de Pentecostes, sua oração só produz autossatisfação mas não chega a Deus. Nela não está o Espírito com seus dons.

Bem o dizia um teólogo batista, vivendo com os pobres na Nicarágua, Jorge V. Pixley: “Se o Espírito Santo não dá vida a quem não tem vida, então seu poder vivificador é uma mentira; num mundo que forjou um Terceiro e Quarto mundo subhumanos, a vida espiritual tem sua meta na vida do pobre mais do que no atletismo moral dos crentes”( Vida no Espírito, Vozes 1997, 235).

A opção pelos pobres contra sua pobreza tem aqui sua justificação teológica. O Espírito está infalivelmente do lado dos pobres, independente de sua situação moral, porque são privados de vida e o Espírito quer lhes dar vida. Mas Ele não tem braços a não ser os nossos. Por isso nos impele a criar as condições de vida para esses empobrecidos e para os condenados a assistir à morte de seus filhos e filhas inocentes, por fome e em consequência de doenças da fome.

Viver na vida do Espírito implica lutar pelos meios da vida, pela saúde, pela terra para a produção, pela moradia, pelo saneamento básico, pelo transporte, pela segurança, pela educação mínima. Não foram essas as demandas das manifestações de 2013? Aí havia algo do Espírito. Não se pode ter verdadeiro amor à vida nem ser fiel aos sussurros do Espírito sem defender esta causa e saber sofrer por ela, no espírito das bem-aventuranças. Esta urgência não pode simplesmente ser relagada ao Estado e às suas políticas sociais. É um desafio a todos os humanos e muito mais aos que creem no Espírito de vida.

Estes que se comprometem em gerar vida e a geram, são também aqueles que têm mil razões para celebrá-la, cantá-la e sentir-se alegres, seja nas ritualizações que fazem das lutas (as assim chamadas “místicas” do Movimento dos Sem Terra, dos sem Teto, dos Movimentos de Muheres, dos catadores de materiais recicláveis), seja nas celebrações das comunidades eclesiais de base e nos grandes encontros.

Cada um tem seu tempo e depois entra em silêncio

Há um livro curioso do Primeiro Testamento, o Eclesiastes (em hebraico Coélet), que não menciona a eleição do povo de Deus, nem a aliança divina, sequer a relação pessoal com Deus. Representa a fé judaica inculturada na visão grega da vida. Possui um olhar agudo sobre a realidade assim como se apresenta e nutre a reverência para com todos os seres. Há uma passagem assáz conhecida que fala do tempo: “há tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de colher, tempo de rir e tempo de chorar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de guerra e tempo de paz” e por aí vai (c. 3,2-8).

Há muitas formas de tempo. Precisamos nos libertar de um tipo de tempo dominante, aquele dos relógios. Todos somos reféns deste tipo de tempo mecânico. Conhecem-se relógios – o primeiro foi o relógio do sol – já há 16 séculos. Supõe-se que foram os asiáticos que, por primeiro, inventram o relógio. Em 725 da nossa era, um monge budista maquinou um relógio mecânico que à base de baldes de água fazia uma rotação completa em 24 horas. No Ocidente atribui-se a outro monge, um beneditino, depois Papa Silvestre II (950-1003) a invenção do relógio mecânico atual.

Hoje ninguém anda sem algum tipo de relógio mecânico que mede o tempo a partir das rotações da Terra ao redor do Sol. Mas essa visão mecânica do tempo do relógio, estreitou nossa percepção dos muitos tempos que existem, como referidos pelo Eclesiastes acima. Foram os cosmólogos modernos que nos despertaram para os vários tempos. Tudo no processo da evolução possui o seu timing. Não respeitando certo timing, tudo muda e nós mesmos não estaríamos aqui para falar do tempo.

Assim, por exemplo, imediatamente após a primeira singularidade, o big bang, a explosão imensa (mas silenciosa pois não havia ainda o espaço para recolher o estrondo) ocorreu a primeira expressão do tempo. Se a força gravitacional aquela que faz expandir e ao mesmo tempo segurar as energias e as partículas originárias (a mais importante das quatro existentes) fosse por milionésimos de segundo mais forte do que se apresentou, retrairia tudo para si e causaria explosãoes sobre explosões e tornaria o universo impossível. Se fosse, por milionéssima parte de segundo, um pouco mais forte, os gazes se expandiriam de tal forma que não ocasionariam a sua condensação e não teriam surgido as estrelas, os elementos todos que compõem o universo, nem haveria o Sol, Terra e a nossa existência humana.

Mas ocorreu aquele tempo necessário para o equilíbrio entre a expansão e a contenção que acabou abrindo um tempo para surgir tudo o que veio posteriormente. Houve um exato tempo em que se formaram as grandes estrelas vermelhas dentro das quais se forjaram todos os tijolinhos que compõem todos os seres. Se esse tempo exato fosse disperdiçado, nada mais teria acontencido.

Houve um tempo exatíssimo em que naquele dado momento deveriam surgir as galáxias. Se tivesse faltado aquele tempo, não surgiriam as cem bihões de galáxias, as bilhões e bilhões de estrelas, em seguida os planetas como a Terra. Num exatíssimo momento de alta complexidade de sua evolução, irrompeu a vida. Perdido esse tempo, a vida não estaria aqui irradiando. Tudo apontava para a irrupção da vida lá na frente. O celebrado físico Freeman Dayson diz:”Quanto mais examino o universo e estudo os detalhes de sua arquitetura, mais vejo a evidência de que o universo de alguma forma pressentia que nós estávamos a caminho”.

Há pois tempos e tempos e não apenas o tempo escravizante e mecânico do relógio. A Igreja guardou o sentido da diversidade dos tempos. Para cada tempo do ano, se Natal, se Quaresma ou Páscoa há a sua cor específica.

Geralmente vivemos os tempos das quatro estações com as transformações que ocorrem na natureza. Na nossa infância interiorana os tempos eram bem definidos: janeiro-abril: tempo das uvas, dos figos, das melancias,dos melões. Tempo de maio, o plantio do trigo e outubro-novembro de sua colheita.

Nós crianças esperávamos com ansiedade dois tempos sociais, nos quais a vila toda se reunia para uma grande confraternização: a festa da “polenta e osei”(polenta e passarinhos). Como as matas eram virgens, abundava todo tipo de pássaros que eram caçados especialmente para a festa. A outra era a “buchada” comida com pão e vinho, em longas mesas, seguida de cucas e geléias.

Estes tempos e outros conferiam distintos sentidos para a vida. Havia a espera do tempo, sua vivência e sua recordação.

O universo inteiro tem o seu tempo que se concretiza em dois movimentos que se dão também em nós: nossos pulmões e nossos corações se expandem e se contraem. O mesmo faz o universo mediante a gravidade: ao mesmo tempo que se dilata ele é segurado, mantendo um equilíbrio sutil que faz tudo funcionar harmoniosamente. Quando perde esse equilíbrio é sinal que prepara um salto para frente e para cima rumo a uma nova ordem que também se exapande e se contrái.

Cada um de nós tem seu tempo biológico, determinado não pelo relógio mecânico, mas pelo equilíbrio de nossas energias. Quando chegam ao seu climax que pode ser com 10, 15, 50, 90 anos, se fecha o nosso ciclo e entramos no silêncio do mistério. Dizem que é ai habita Deus nos esperando com os braços abertos como um Pai e uma Mãe, cheio de saudades de cada um de nós.

Premesse equivoche? La terra potrebbe sbarazzarsi di noi .

Innegabilmente viviamo la crisi dei fondamenti che sostengono la nostra forma di abitare e riorganizzare il pianeta Terra e di trattare i beni e servizi della natura. Nella prospettiva attuale essi sono totalmente malintesi, pericolosi e minacciosi per il sistema-vita e per il sistema-Terra. Dobbiamo andare oltre.

René Descartes (1596-1650) e Francis Bacon (1561-1626) sono i primi e principali formulatori del nostro attuale modo di inquadrare il mondo. Consideravano la materia come qualcosa di totalmente passivo e inerte. La mente esisteva esclusivamente negli esseri umani. Questi potevano sentire e pensare mentre gli altri animali e esseri agivano come macchine, destituite di qualsiasi soggettività e finalismo.

Logicamente, questa comprensione ha fornito l’occasione per trattare la Terra, la natura e gli esseri vivi come cose di cui potevamo disporre a nostro piacimento. Alla base del processo industriale selvaggio si trova questo tipo di comprensione che continua anche al giorno d’oggi, perfino dentro alle università, cosiddette progressiste, ma schiave del vecchio paradigma.

Le cose, tuttavia, non stanno proprio così. Tutto è cambiato quando Albert Einstein ha dimostrato che la materia è un campo densissimo di interazioni; più ancora, essa di fatto non esiste nemmeno nel senso comune della parola: è energia altamente condensata; basta 1 cm cubico di materia, come ho sentito già nel suo ultimo semestre di lezioni all’Università di Monaco nel 1967 Werner Heisenberg , uno dei fondatori della fisica delle particelle subatomiche, la meccanica quantica, l’ho sentito dire che se un pochino di materia fosse trasformato in energia potrebbe squilibrare tutto il nostro sistema solare.

Nel 1924 Edwin Hubble (1889-1953) con il suo telescopio sul monte Wilson nel sud della California, scoperse che non esiste soltanto la nostra galassia, la Via Lattea, ma centinaia (oggi, 100 miliardi) di galassie. Notò, curiosamente, che esse stanno espandendosi e allontanandosi l’una dall’altra a velocità inimmaginabili. Tale verifica ha portato gli scienziati a immaginare che l’universo osservabile è molto più piccolo, un puntolino infinitesimale gonfiato ed esploso, origine dell’universo in espansione. Eco minimale di questa esplosione può essere ancora identificata e permette la datazione dell’evento, occorso circa 13,7 miliardi di anni or sono.

Ma uno dei maggiori contributi che sta smantellando il vecchio approccio verso la Terra e la natura ci viene dal premio Nobel per la chimica il russo-belga Ilya Prigogine (1917-2003). Lui ha abbandonato la concezione della materia come inerte e passiva e ha dimostrato, sperimentalmente che gli elementi chimici messi sotto certe condizioni possono organizzarsi da soli, con regole complesse, che richiedono coordinamento di miliardi di molecole. Queste non hanno bisogno di istruzioni e nemmeno entrano nella loro organizzazione gli esseri umani. Nemmeno esistono codici genetici che guidino le loro azioni. La dinamica della loro autorganizzazione intrinseca è come quella dell’universo e permette di articolare tutte le interazioni.

L’universo è penetrato dal dinamismo auto creativo e auto organizzativo che struttura le galassie, le stelle e pianeti. Ogni tanto, a partire dall’Energia di Fondo, avvengono emergenze di nuove complessità che fanno apparire, per esempio, la vita e la vita cosciente e umana.

Tutta questa dinamica cosmica ha i suoi tempi caratteristici, tempi delle galassie, delle stelle, della Terra, dei distinti ecosistemi con i loro rappresentanti, ognuno con il suo proprio tempo, dei fiori, delle farfalle ecc. ecc. specialmente gli organismi vivi e hanno i loro tempi biologici propri, uno per i microrganismi, un altro per le foreste, un altro degli animali, un altro per gli oceani, infine un altro per ognuno degli esseri umani. Esaurito il suo tempo, lui parte.

Cosa facciamo noi moderni per gestire la crisi attuale? Abbiamo inventato il tempo meccanico e sempre uguale degli orologi. Esso comanda la vita e tutto il processo produttivo, senza tener conto degli altri tempi. Sottomette il tempo della natura al tempo tecnologico (un certo albero impiega quarant’anni per crescere e la motosega lo butta giù in due minuti). Noi non abbiamo nessun rispetto per i tempi di ogni cosa. Così noi non gli diamo tempo di rifarsi dalle nostre devastazioni. Inquiniamo l’aria, avveleniamo i suoli e appestiamo quasi tutti i nostri alimenti. La macchina vale più dell’essere umano.

Non concedendo il sabato, per usare un concetto della Bibbia, per il riposo della Terra, la stressiamo, la mutiliamo permettiamo che essa si ammali quasi mortalmente, distruggendo le condizioni della nostra stessa sussistenza.

In questo momento stiamo vivendo un tempo in cui la stessa Terra sta prendendo coscienza della sua infermità. Il riscaldamento globale è il segno e la spia che stiamo entrando in un altro tempo. Se continuiamo a ferirla e non l’aiutiamo a stabilizzarsi in un altro tempo, possiamo cominciare a contare le decadi che inaugureranno la tribolazione della desolazione. A causa dei nostri equivoci che nessuno ci ha spiegato e pur furono formulati da secoli, non li correggiamo e caparbiamente li riaffermiamo.

Traduzione di Romano e Lidia Baraglia

Der Mensch: der bewusste und intelligente Aspekt der Erde

Der mit Bewusstsein ausgestattete Mensch sollte nicht als außerhalb des Evolutionsprozesses stehend betrachtet werden. Der Mensch repräsentiert ein sehr spezifisches Moment in der Komplexität der Energien, Informationen und der Materie von Mutter Erde. Kosmologen lehren uns, dass zu dem Zeitpunkt, als ein gewisser Level an Verbindungen erreicht war, an dem eine Spezies von gleichklingenden Vibrationen kreiert worden war, die Erde das Bewusstsein erwachen ließ und damit Intelligenz, Einfühlungsvermögen und Liebe.

Der Mensch ist der Teil von Mutter Erde, der zu einem fortgeschrittenen Moment ihrer Evolution zu fühlen begann, zu denken, achtsam zu sein und zur Verehrung fähig wurde. Dann erblickte das komplexeste Wesen, das wir kennen, das Licht der Welt: der Homo sapiens sapiens. Daher leitet sich, dem antiken Mythos der Achtsamkeit zufolge, der Begriff Homo (Mensch) von Humus (fruchtbare Erde) ab, und Adam (Sohn und Tochter der Erde) stammt vom hebräischen adamah (fruchtbare Erde).

Mit anderen Worten stehen wir weder außerhalb noch oberhalb der lebendigen Erde. Wir sind Teil der Erde, gemeinsam mit den anderen Wesen, die sie ebenfalls hervorbrachte. Wir können nicht ohne die Erde überleben, doch die Erde könnte ihren Weg ohne uns fortsetzen.

Da wir mit Bewusstsein und Intelligenz ausgestattet sind, sind wir Wesen mit einer besonderen Eigenschaft: Wir wurden beauftragt, Sorge für unser Gemeinsames Haus zu tragen und es zu bewahren. Und darüber hinaus: Wir sind mit dem Leben beschenkt und können den natürlichen Vertrag zwischen Erde und Menschheit ständig erneuern, denn seine Erfüllung wird die Nachhaltigkeit des Ganzen gewährleisten.

Diese Gegenseitigkeit Erde-Menschheit lässt sich besser absichern, wenn wir die instrumentell-analytische intellektuelle Vernunft mit der einfühlsamen Vernunft des Herzens verbinden. Dann gelingt es uns noch besser zu verstehen, dass wir Lebewesen sind, die mit Zuneigung ausgestattet sind, und dass wir in der Lage sind zu fühlen und Zuneigung zu schenken und zu empfangen. Diese Dimension ist Jahrmillionen alt, seit das Leben vor ca. 3,8 Milliarden Jahren entstand. Aus ihr entstanden die Leidenschaften, Träume und Utopien, die Menschen in Bewegung versetzen. Diese Dimension, die auch als emotionale Intelligenz bezeichnet wird, wurde in der letzten Zeit unterschätzt, auch im Namen der angeblichen Objektivität der rationalen Analyse. Inzwischen wissen wir aber, dass alle Vorstellungen, Ideen und Visionen der Welt von Anfang an durchdrungen waren von Zuneigung und Sensibilität (Michael Maffesoli, Elogio da razão sensível, Petrópolis 1998).

Die bewusste und notwendige Vereinigung der emotionalen Intelligenz mit der intellektuellen Vernunft wird uns noch mehr dazu verhelfen, für Mutter Erde und ihre Geschöpfe zu sorgen und sie zu respektieren.

Mit dieser intellektuellen und emotionalen Intelligenz besitzt der Mensch auch eine spirituelle Intelligenz. Spirituelle Intelligenz ist nicht nur dem Menschen eigen; namhaften Kosmologen zufolge ist sie eine der Dimensionen des Universums. Geist und Bewusstsein haben ihren Platz inmitten des kosmischen Prozesses. Wir können sagen, dass sie zuerst im Universum auftauchte und erst später auf der Erde und im Menschen. Der Unterschied zwischen dem Geist der Erde und des Universums und unsrem eigenen Geist beruht nicht auf einer unterschiedlichen Herkunft, sondern auf einer unterschiedlichen Ausprägung.

Der Geist war aktiv vom allerersten Augenblick nach dem Urknall. Es ist dies die Fähigkeit des Universums, eine sinfonische Einheit aller Beziehungen und Interdependenzen herzustellen. Seine Aufgabe besteht darin, das zu verwirklichen, was manche Quantenphysiker (Zohar, Swimme u. a.) als Relational Holism bezeichnen: alle Faktoren miteinander zu verbinden und alle Energien zu bündeln, alle Informationen zu koordinieren und alle Impulse nach vorn und nach oben zu bringen, sodass sich ein Ganzes bildet und der Kosmos tatsächlich als ein Kosmos (etwas Geordnetes) entsteht und nicht einfach als ein Nebeneinander von Lebewesen oder ein Chaos.

In diesem Sinne sprechen nicht wenige Wissenschaftler (A. Goswami, D. Bohm, B. Swimme u. a.) von einem selbst-bewussten Universum und von einem Zweck, der verfolgt wird, indem die gebündelten Energien in Aktion treten. Diese Bewegungslinie lässt sich nicht leugnen: von den ersten Energien hin zur Materie, von der Materie zur Komplexität, von der Komplexität zum Leben, vom Leben zum Bewusstsein, das in uns Menschen als individuelle Selbst-Wahrnehmung verwirklicht ist, und von der Selbst-Wahrnehmung gehen wir zur Noosphäre (Teilhard de Chardin), die uns spüren lässt, dass wir alle mit einem kollektiven Geist beseelt sind.

Alle Wesen haben auf der einen oder anderen Weise an diesem Geist teil, ganz gleich wie “unbeweglich“ sie uns erscheinen, wie z. B. ein Berg oder ein Stein. Auch sie sind in einem unbegrenzten Netzwerk von Beziehungen involviert, in dem sich der Geist manifestiert. Wir könnten es in folgende Formel fassen: Der Geist in uns ist das Moment des Bewusstseins, an dem das Bewusstsein seiner selbst gewahr wird, sich als Teil eines größeren Ganzen empfindet und eine Verbindung spürt, die alle Wesen miteinander vereint und in der Existenz eines Kosmos resultiert, nicht in einem Chaos.

Dieses Verständnis erweckt in uns ein Gefühl der Zugehörigkeit zu diesem Ganzen, der Verwandtschaft mit unseren Mitgeschöpfen, der Anerkennung seines inneren Wertes durch dessen bloße Existenz und zum Gefühl, etwas vom Mysterium des Universums aufgedeckt zu haben.

Wenn wir von Nachhaltigkeit in ihrer globaleren Bedeutung sprechen, müssen wir dieses Moment der kosmischen, irdischen und menschlichen Spiritualität einbeziehen, damit die Nachhaltigkeit vollständig und ganzheitlich sein kann und um ihre unterstützende Kraft zu stärken.

übersetzt von Bettina Gold-Hartnack