Que novo Papa  prolongará  o legado do Papa Francisco?

Leonardo Boff

O Papa Francisco escolheu o dia certo para fazer seu encontro com o Senhor: a páscoa que é o começo do novo e é uma pequena antecipação do fim bom da história.

         Reproduzo em parte um artigo que escrevi no dia 1/2//2020 ”Papa Francisco, uma nova genealogia de papas”? Creio que  expressa o desejo de muitos cristãos da América Latina. A nossa perspectiva é que o Papa Francisco emerge como o inaugurador de uma nova genealogia de Papas que vêm fora da velha cristandade europeia.

Na Igreja europeia vivem apenas 25% dos católicos. Nas Américas 65% e o restante nos vários continentes. O cristianismo europeu é agônico. Há igrejas fechadas porque nenhum fiel a frequenta. Nas Américas está se consolidando um cristianismo-fonte e não mais espelho dos europeus. Depois de mais de 500 anos de presença cristã surgiram rostos novos de Igreja, a Igreja na base dos fiéis, bispos despojados não mais morando em palácios e no meio do povo, padres que moram nas periferias,uma série enorme de movimentos leigos, que assumem sua autonomia e muitas religiosas vivendo no interior da Amazônia. Com razão dizemos que aqui está surgindo uma eclesiogênese, vale dizer, a gênese de outro tipo de igreja. Logicamente persiste muito ainda o velho estilo romano de Igreja. Mas não é ela que leva o futuro; ela não caracteriza um outro estilo de Igreja, diverso daquele estritamente tradicional.Vejo as seguintes características do papado de Francisco de Roma.

         Em primeiro lugar Francisco não é apenas um nome mas um projeto de Igreja: pobre e especialmente para os pobres,uma Igreja, anunciadora da paz contra todo tipo de guerras que existem no mundo, denunciadora de um sistema econômico que mata, pois pratica duas injustiças: devasta a natureza e oprime a maioria da humanidade, uma Igreja que cuida da criação como Casa Comum. Escreveu duas belas encícliclas:”sobre cuidado da Casa Comum(2020 e Fratelli tutti (2025). Especialmente nesta última apresenta uma alternativa ao paradigma da modernidade fundado no poder/dominação e do ser huma acima e fora da natureza. Apresenta como alternativa a fraternidade universal e o amor social  sendo o ser humano dentro da natureza e irmão e irmão de todos os demais seres particularmente de seus semelhantes. Nisso vê uma possível salvação da vida na Terra, “pois estamos todos no mesmo barco, ou nos salvamos todos ou ninguém se salva”.

         Francisco de Roma imitando o de Assis não vai morar nos palácios pontifícios. Escolhe uma casa de hóspedes, Santa Marta, mora num quarto simples e outro para receber as pessoas.Está mais próximo da gruta de Belém do que do palácio de Herodes. É um homem entre outros homens. Diz que antes de tudo é bispo de Roma e depois Papa que quer conduzir a Igreja com amor e não com o direito canônico. Pede aos bispos, coisa inaudita, uma pastoral da ternura e da irrestrita acolhida.

         O Papa Francisco “vem do fim do mundo”, da Argentina, com outra imagem de Igreja, diversa daquela de seus predecessores, uma Igreja que não é um castelo, voltada para dentro com sua ortodoxia e disciplina e cercada de inimigos, a cultura da modernidade,mas uma “igreja em saída” na direção dos que estão à margem,que sofrem e se sentem marginalizados. Diz que quer “uma Igreja tenda de campanha” que acolhe a todos os feridos sem perguntar por sua religião, sua moralidade, basta que sejam humanos e necessitados.

         Francisco não é uma Papa centrado na ortodoxia, na vigilância dos dogmas e da reta disciplina. Respeita esta formulação mas abertamente diz que com tais coisas não se chega ao coração humano. Precisamos acercar-nos com bondade, com sentido de compaixão e de ternura. Não se trata de converter os outros mas seduzi-los pela mensagem humanitária de Jesus. Repetiu muitas vezes: Cristo veio para ensinar-nos a viver, o amor  incondicional, a solidariedade, a compaixão,o perdão, valores que compõem seu projeto de Reino de Deus.

         O Papa Francisco se inscreve nos quadros da teologia da libertação de estilo argentino: libertar a cultura silenciada e o povo oprimido. Desde jovem estudante assumiu esta teologia associada a uma promessa que fez a si mesmo: toda semana visitar sozinho uma favela (“vila miseria”), entrar nas casas das pessoas, conversar com elas, animá-las e trazer-lhe a verdade de que Deus ama especialmente os pobres, pois Deus é vivo e prefere aqueles que menos vida têm. Recebe com carinho o fundador da teologia da  libertação, Gustavo Gutiérrez, John Sobrino, Pepa Castillo e queria também muito me ver. Importante: interrompe o sínodo para lembrar a morte de Gustavo Gutiérrez de 96 anos, grande servidor dos pobres. Marcamos pessoalmente por várias vezes um encontro mas problemas internos do Vaticano o impossibilitaram. Mas tenho cartas carinhosas dele além de uma fotografia juntos, quando dávamos palestras em Buenos Aires em 1972.

         Feito Cardeal,vive sozinho num pequeno apartamento, cozinha sua comida, dispensou o palácio e o carro. Vai a pé ou se desloca de metrô ou de ônibus, compra seu próprio jornal.

         Tema central de sua pregação é a misericórdia infinita de Deus. Diz que a condenação é só para esse mundo, pois Deus não pode perder nenhum filho e filha que criou no amor, pois ninguém pode impor limites à sua misericórdia que vai além da justiça. Insiste: não preguem o evangelho com o medo e com a ameaça do inferno. Cristo bem disse no evangelho de São João: “se alguém vem a mim eu ou não mandarei embora”. Acolhe a todos independente de sua condição sexual. A um menino que se revela ao Papa como homoafetivo, ouve a resposta: “Deus te quis assim. Deus te ama e eu também de amo”. Efetivamente torna a mensagem cristã uma realidade libertadora que humaniza e torna alegre e leve a vida e não um pesadelo com medo do fogo do inferno.

         Ouso pensar que pelo fato da maioria os católicos viverem fora da galáxia europeia, a partir do Papa Francisco serão eleitos Papas das Igreja novas, capazes de dialogar com as demais religiões e viver a nova situação da humanidade, habitando a única Casa Comum. Quem sabe se o único Cardeal de toda a Amazônia, Leonardo Ulrich Steiner não seria uma excelente opção? De todas as formas junto com outros caminhos espirituais a Igreja ajudará a manter acesa a chama interior da espiritualidade natural, a alimentará, a cultivará e impedirá que o mais sagrado do ser humano sucumba junto com sua Casa Comum (1/2/2020).

Leonardo Boff escreveu: Francisco de Assis e Francisco de Roma: uma nova primavera na Igreja  Rio de Janeiro 2015 (aquisição com o autor por e-mail: contato@leonardoboff.eco.br).A amorosidade de Deus-Abba e Jesus de Nazaré, Vozes 2023.

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Benedikt XVI. – Ein Papst der alten Christenheit

                          

Der Tod eines Papstes bewegt die gesamte Kirchen- und Weltgemeinschaft, die in ihm die Bestätigung des christlichen Glaubens und das Prinzip der Einheit der verschiedenen Ortskirchen sieht. Viele Interpretationen können über das Leben und die Taten eines Papstes gemacht werden. Ich werde einen aus Brasilien (aus Lateinamerika) machen, sicherlich teilweise und unvollständig.

Es sei darauf hingewiesen, dass nur 23,18 % der Katholiken in Europa und 62 % in Lateinamerika leben, der Rest in Afrika und Asien. Die katholische Kirche ist eine Kirche der Zweiten und Dritten Welt. Zukünftige Päpste werden wahrscheinlich aus diesen Kirchen kommen, voller Vitalität und mit neuen Arten der Inkarnation der christlichen Botschaft in nicht-westlichen Kulturen.

In Bezug auf Benedikt XVI. ist es zweckmäßig, den Theologen Joseph Ratzinger und den Papst Benedikt XVI. zu unterscheiden.

Der Theologe Joseph Alois Ratzinger ist ein typischer mitteleuropäischer Intellektueller und Theologe, brillant und gelehrt. Er ist kein Schöpfer, aber ein hervorragender Vertreter der offiziellen Theologie, was sich deutlich in den verschiedenen öffentlichen Dialogen zeigte, die er mit Atheisten und Agnostikern führte.

Es führte keine neuen Perspektiven ein, sondern gab den bereits traditionellen Visionen, die insbesondere in Saint Augustin und Saint Bonaventure gegründet wurden, eine andere Sprache. Vielleicht etwas Neues ist seine These von der Kirche als einer kleinen, sehr treuen und heiligen Gruppe als „Repräsentation“ des Ganzen. Die Zahl der Gläubigen war ihm nicht wichtig. Die kleine, hochspirituelle Gruppe, die für alle einsteht, war genug. Zufällig gab es in dieser Gruppe der Reinen und Heiligen Pädophile und Menschen, die in Finanzskandale verwickelt waren, was ihr Verständnis von Repräsentation demoralisierte.

Papst Benedikt XVI. hatte einen einzigartigen, ich würde sagen seltsamen Traum: Europa unter der Hegemonie der katholischen Kirche neu zu christianisieren. Er suchte nach einer verlorenen Einheit, der großen mittelalterlichen Synthese. Zufällig ist Europa ein anderes, säkularisiertes, das mehrere Revolutionen durchgemacht hat, die die Neuzeit mit neuen Werten, mit Demokratien, Menschenrechten und der Säkularität des Staates einleiteten. Dieses ganze Projekt wurde als ein Traum ohne Realisierbarkeit angesehen. Es zeigte einfach die restaurative und konservative Sehnsucht von Benedikt XVI. nach einer versöhnten Welt unter dem Bogen des Christentums, das jetzt von verschiedenen Kirchen, Philosophien und neuen Geschichtsvisionen zerrissen, gekennzeichnet ist.

 
Eine andere ungewöhnliche Position, Gegenstand einer endlosen Kontroverse mit mir, die aber in der Kirche Resonanz fand, war die Interpretation, dass die „katholische Kirche die einzige Kirche Christi“ sei. Konziliare Diskussionen und der ökumenische Geist veränderten „ist“ zu „existiert“ (subsistit in). Auf diese Weise wird der Kirche Christi ein Weg eröffnet, in anderen Kirchen zu „existieren“. Ratzinger behauptete immer, diese Veränderung sei nur ein weiterer Ausdruck  des „ist“, was die akribische Recherche der theologischen Akten des Konzils nicht bestätigte. Aber unterstützte er weiterhin seine These. Außerdem stellte er fest, dass die anderen Kirchen nicht Kirche seien, sondern nur kirchliche Elemente hätten.
 
Er ging so weit, mehrmals zu behaupten, dass sich diese meine Position unter Theologen als etwas Gemeines verbreitet habe, was zu neuer Kritik des Papstes gegen mich führte. Er war jedoch isoliert, da er bei anderen christlichen Kirchen wie Lutheranern, Baptisten, Presbyterianern und anderen große Enttäuschungen verursacht hatte, indem er die Türen zum ökumenischen Dialog verschlossen hatte.
 
Er verstand die Kirche als eine Art befestigte Burg gegen die Irrtümer der Moderne und stellte die Orthodoxie des Glaubens, die immer mit der Wahrheit (ihrem tonus firmus) verbunden ist, als Hauptbezugspunkt. Ander ist der Papst Franziskus, für ihn ist die Liebe, besonders der Barmherzlichkeit und die Achsamkeit gegenüber allen, besonders den Armen die Hauptbezieung sein soll.
 
Trotz seines nüchternen und höflichen Charakters zeigte er sich als Präfekt der Kongregation für die Glaubenslehre äußerst hart und unerbittlich. Etwa hundert Theologinnen und Theologen, darunter die prominentesten, wurden entweder mit dem Verlust des Lehrstuhls oder mit dem Zeugnis, Theologie zu lehren und zu schreiben, oder, wie in meinem Fall, mit dem „unterwürfigen Schweigen (silentium obsequiosum)“ verurteilt.“ Hans Küng, Edward Schillebeeck, Jacques Dupuis, B. Haering, J.M. unter anderem. In Lateinamerika der Begründer der Befreiungstheologie der Indiane aus Peru Gustavo Gutiérrez, Jon Sobrino, der Theologe Ivone Gebara zensiert, sowie der Autor dieser Zeilen. Andere wurden in den USA getroffen, wie Charles Curran und R. Haight. Sogar einem verstorbenen Theologen aus Indien, Pater Anthony de Mello, wurden seine Bücher verboten, ebenso wie einem anderen exkommunizierten Inder, Belasurya.
 Benedikt XVI. als Leiter der Kiche ist der,  die „Rückkehr zur großen Disziplin“ mit einer klaren restaurativen und konservativen Tendenz ein, bis hin zur Wiedereinführung der Messe in lateinischer Sprache und mit dem Rücken zum Volk. 
 
In der Kirche selbst sorgte sie für allgemeine Verwunderung, als sie im Jahr 2000 das Dokument „Dominus Jesus“ veröffentlichte, in dem er die alte mittelalterliche und vom Zweiten Vatikanischen Konzil abgelöste Lehre bekräftigte, wonach „außerhalb der katholischen Kirche kein Heil“ sei.  Nichtchristen waren in großer Gefahr. Erneut verweigerte er den anderen Kirchen die Bezeichnung „Kirche, was allgemeine Irritationen hervorrief. Sie seien nur kirchliche Gemeinschaften.
Die enttäuschten lateinamerikanischen Theologen haben nie verstanden, warum die Sammlung „Theologie und Befreiung“ in 53 Bänden, an der Dutzende von Theologen/inen beteiligt waren (etwa 26 Bände wurden veröffentlicht), die dazu gedacht war, Seminare, kirchliche Gemeinschaften und christliche Gruppen zu unterstützen, die sich für Menschenrechte einsetzen. Es war das erste Mal, dass ein großes theologisches Werk außerhalb Europas mit weltweiter Resonanz entstand. Aber es wurde bald abgebrochen. Der Theologe Joseph Ratzinger hat sich als Feind der Freunde der Armen erwiesen. Das wird negativ in die Theologiegeschichte eingehen.
 
Es gibt viele Theologen, die behaupten, er sei vom Relativismus und Marxismus besessen gewesen, obwohl er in der Sowjetunion gescheitert sei. Er veröffentlichte ein Dokument zur Befreiungstheologie, Libertatis nuntius (1984), voller Warnungen, aber ohne ausdrückliche Verurteilung. Ein weiteres späteres Dokument, Libertatis conscientia (1986), hebt seine positiven Elemente hervor, jedoch mit zu vielen Einschränkungen. 
 
Wir wagen zu sagen, dass er die zentrale Bedeutung dieser Theologie nie verstanden hat: die „Option für die Armen gegen die Armut und für die Befreiung“. Es machte die armen Protagonisten ihrer Befreiung und nicht bloße Empfänger von Almosen und Paternalismus. Das war die traditionelle Ansicht und die von Papst Benedikt XVI. Er vermutete, dass es in diesem Protagonismus der historischen Macht der Arme Marxismus gab.

Bei aller Scharfsinnigkeit polemisierte er mit Muslimen, mit Evangelikalen, mit Frauen und mit der fundamentalistischen Gruppe gegen das Zweite Vatikanische Konzil.

 
Seine Art, die Kirche zu führen, war nicht charismatisch wie die von Johannes Paul II. Sie wurde mehr von Orthodoxie und wachem Eifer für die Wahrheiten des Glaubens geleitet als von Weltoffenheit und Zärtlichkeit gegenüber dem christlichen Volk, wie es Papst Franziskus tut.
 
Er war ein legitimer Vertreter des alten europäischen Christenheit mit ihrem Pomp und ihrer politisch-religiösen Macht.In der Perspektive der neuen Phase der Planetisierung schloss sich die auf allen Gebieten reiche europäische Kultur ab. Selten war es so offen für andere Kulturen wie die alten in Lateinamerika, Afrika und Asien. Eine gewisse Arroganz, die Beste zu sein, wurde sie nie los und kolonisierte in deren Namen die ganze Welt, eine Tendenz, die noch nicht ganz überwunden ist.
 
Trotz der Schatten, aber wegen seiner persönlichen Tugenden und der Demut, das päpstliche Amt aufgrund der Grenzen seiner Kräfte niedergelegt zu haben, wird er sicherlich zu den Seligen gezählt werden.
 
Leonnardo Boff, brasilianischer katholischer Theologe.

Stadien der tragischen ökologischen Aggressivität des Menschen

Reduziert man die 13,7 Milliarden Jahre der Existenz des Universums auf ein Jahr, so ist der heutige Mensch, sapiens sapiens, nach Berechnungen mehrerer Kosmologen am 31. Dezember um 23 Stunden, 58 Minuten und 10 Sekunden im Prozess der Evolution erschienen. Wir erscheinen also weniger als zwei Minuten nach Beginn des letzten kosmischen Jahres. Welchen Sinn hat es, so spät im kosmogenen Prozess angekommen zu sein? Um einen solchen Prozess zu krönen oder um ihn zu zerstören? Das ist eine offene Frage. Was wir sehen können, ist unsere wachsende Zerstörungswut gegenüber der Umwelt, in der wir leben, der Natur und unserem gemeinsamen Haus. Schauen wir uns einige Stufen unserer Aggressivität an. Das wirft beunruhigende Fragen auf.

1. Interaktion mit der Natur

Am Anfang hatten unsere Vorfahren, verloren in den Schatten der Urzeit, eine harmonische Beziehung zur Natur. Sie unterhielten eine nicht destruktive Interaktion: Sie nahmen, was die Natur ihnen reichlich bot. Diese Zeit dauerte einige Jahrtausende und begann in Afrika, wo der Mensch vor 8-9 Millionen Jahren auftauchte. Daher sind wir alle in gewisser Weise Afrikaner. Dort haben sich unsere körperlichen, psychischen, intellektuellen und geistigen Strukturen herausgebildet, die im Unbewussten aller Menschen bis heute präsent sind.

2. Eingriffe in die Natur

Vor mehr als zwei Millionen Jahren brach der geschickte Mensch (homo habilis) in den Prozess der Anthropogenese (der Entstehung des Menschen in der Evolution) ein. Hier fand ein erster Wendepunkt statt. Es begann, was heute in extremer Weise kulminiert.

Der geschickte Mensch erfand Instrumente, mit denen er in die Natur eingriff: einen spitzen Stock, einen scharfen Stein und andere ähnliche Mittel. Was die Natur ihm spontan bot, war nicht genug. Mit einem Eingriff konnte er ein Tier mit dem scharfen Ende eines Stocks verwunden und töten oder Pflanzen mit scharfen Steinwerkzeugen schneiden.

Dieser Eingriff dauerte Jahrtausende. Aber mit der Einführung von Landwirtschaft und Bewässerung entwickelte er sich noch viel intensiver. Dies geschah vor etwa 10-12 Tausend Jahren (je nach Region unterschiedlich), in der so genannten Jungsteinzeit. Man leitete das Wasser von Flüssen wie dem Tigris und dem Euphrat im Nahen Osten, dem Nil in Ägypten, dem Indus und dem Ganges in Indien und dem Gelben Fluss in China ab. Sie verbesserten den Ackerbau, züchteten Schlachttiere und Vögel, insbesondere Hühner, Schweine, Rinder und Schafe. Die menschliche Bevölkerung wuchs schnell. Zu dieser Zeit hörten die Menschen auf, Nomaden zu sein, und wurden sesshaft. Sie gründeten Dörfer und Städte, im Allgemeinen entlang der oben erwähnten Flüsse oder um den riesigen Binnensee, den Amazonas, der vor Tausenden von Jahren in den Pazifik mündete.

3. Aggression gegen die Natur

Von der Intervention ging es weiter zur Aggression der Natur. Sie entstand, als Metallinstrumente, Speere, Äxte und Waffen verwendet wurden, um Tiere und Menschen zu töten. Die Aggression spezialisierte sich, bis sie im Industriezeitalter des 18. Jahrhunderts in Europa, angefangen in England, ihren Höhepunkt erreichte. Es wurden riesige Maschinen erfunden, mit denen man der Natur enorme Reichtümer entlocken konnte. Ein entscheidender Schritt in der Aggression wurde in der Neuzeit vollzogen, als die Technowissenschaft mit ihrer immensen Kapazität zur Erforschung der Natur auf allen Ebenen und an allen Fronten aufkam.

Sie beruhte auf der Annahme, dass der Mensch sich als “Herr und Besitzer” der Natur und nicht als Teil von ihr fühlte. Die treibende Idee, die sie leitete, war der Wille zur Macht, verstanden als die Fähigkeit, alles zu beherrschen: andere Menschen, soziale Gruppen, Völker, Kontinente, die Natur, die Materie, das Leben und die Erde selbst als Ganzes.

Der Engländer Francis Bacon drückte dieses Ziel mit den Worten aus: “Man muss die Natur quälen, wie der Folterer sein Opfer quält, bis sie alle ihre Geheimnisse preisgibt”. Damit erhielt die Aggression einen offiziellen Status. Sie wurde und wird bis zum heutigen Tag angewandt.

Der Ausgangspunkt war die (falsche) Annahme, dass die natürlichen Ressourcen unbegrenzt seien. So konnte ein Entwicklungsprojekt geschmiedet werden, das ebenfalls unbegrenzt war. Heute wissen wir, dass die Erde begrenzt und endlich ist und dass sie kein Projekt für unbegrenztes Wachstum zulässt. Dennoch ist dieser Glaube immer noch vorherrschend.

4. Die Zerstörung der Natur

In den letzten Jahrzehnten, vor allem nach dem Zweiten Weltkrieg (1939-1945), nahm die systematische Aggression ein Ausmaß an, das einer echten Zerstörung der Ökosysteme und der biologischen Vielfalt gleichkam. Mutter Erde selbst wurde nun an allen Fronten angegriffen. Um den gegenwärtigen Verbrauch der Menschheit zu decken, brauchen wir anderthalb Erden, was zum “Earth Overshoot” führt, der dieses Jahr am 22. Juli stattfand.

Namhaften Wissenschaftlern zufolge haben wir ein neues geologisches Zeitalter, das Anthropozän, eingeläutet, in dem der Mensch die größte Bedrohung für die Natur und das Leben darstellt. Wir sind an einem Punkt angelangt, an dem unser industrieller Prozess und unser konsumorientierter Lebensstil jährlich etwa 100 000 lebende Organismen dezimieren. Aufgrund dieser wahren biologischen Tragödie sprechen wir vom Nekrozän, d. h. dem Zeitalter des Massensterbens (necro) von natürlichem Leben und auch von menschlichem Leben. Auch im Amazonasgebiet werden ganze Ökosysteme in Mitleidenschaft gezogen. Schließlich sprechen einige bereits vom Pyrozän (Pyros ist griechisch für Feuer). Die Veränderung des Klimaregimes und die unaufhaltsame Erwärmung trocknen den Boden aus und erhitzen auch die Steine so, dass Stöcke und trockene Blätter Feuer fangen, das sich ausbreitet und riesige Brände verursacht, die bereits in Europa, Australien, dem Amazonas und anderen Orten zu beobachten sind.

Wer wird den zerstörerischen Impetus und die Wut des Menschen stoppen, der mit chemischen, biologischen und nuklearen Waffen bereits die Mittel zu seiner eigenen Selbstzerstörung geschaffen hat? Nur göttliches Eingreifen? Gott, so heißt es in der Heiligen Schrift, ist der Herr des Lebens und der “leidenschaftliche Liebhaber des Lebens”. Wirst du intervenieren? Die Fragen bleiben offen.

Leonardo Boff Befreiungstheologe aus Brasulien, Auchtor mit Mark Hathaway, The Tao of liberatioin, N.Yorl 2010.

Ent-Teufeln des Satans

In Zeiten politischer und präsidialer Kampagnen ist es nicht ungewöhnlich, dass ein Kandidat seinen Gegner dämonisiert. Es wird sogar fälschlicherweise unterschieden, wer auf der Seite Gottes und wer auf der Seite des Teufels oder Satans steht.

Der Begriff “Satan” (hebräisch) oder “Teufel” (lateinisch) hat im Laufe der Geschichte viele positive und negative Bedeutungen erhalten. Dies geschieht in vielen Religionen, insbesondere in den abrahamitischen Religionen (Judentum, Christentum und Islam).

Wir müssen jedoch sagen, dass niemand so viele Ungerechtigkeiten erlitten hat und so “dämonisiert” wurde wie Satan selbst. Zu Beginn war das nicht so. Aus diesem Grund ist es wichtig, kurz die Geschichte des Satans oder des Teufels in Erinnerung zu rufen.

Er wird zu den “Söhnen Gottes” gezählt, wie auch die anderen Engel, wie es im Buch Hiob (1,6) heißt. Er ist im himmlischen Hof; deshalb ist er ein Wesen der Güte. Er ist nicht die böse Figur, die er später sein wird. Aber er hat von Gott eine ungewöhnliche und undankbare Aufgabe erhalten: Er soll gute Menschen wie Hiob prüfen, der “ein rechtschaffener, aufrechter, gottesfürchtiger Mann und weit entfernt vom Bösen” ist (Hiob 1,8). Er muss ihn auf die Probe stellen, um herauszufinden, ob er wirklich das ist, was alle über ihn sagen: “Es gibt keinen wie ihn auf Erden” (Hiob 1,8). Als eine von Satan geförderte Prüfung verliert Hiob alles, Familie, Besitz und Freunde. Aber er verliert seinen Glauben nicht.

Ab dem 6. Jahrhundert v. Chr. kam es zu einer großen Veränderung, als die Juden die babylonische Gefangenschaft (587 v. Chr.) in Persien erlebten. Dort wurden sie mit der zoroastrischen Lehre vom Kampf zwischen dem “Fürsten des Lichts” und dem “Fürsten der Finsternis” konfrontiert. Sie übernahmen diese dualistische und manichäische Lehre, aus der Satan als Teil des Reiches der Finsternis, der “große Ankläger” oder der “Widersacher”, der die Menschen zu bösen Taten verleitet, hervorging. Danach kommt es zu einer Konfrontation zwischen Gott und Satan. In den spätjüdischen Texten ab dem 2. Jahrhundert, insbesondere im Buch Henoch, wird die Sage vom Aufstand der Engel unter der Führung Satans, der heute Luzifer heißt, gegen Gott ausgearbeitet. Sie erzählt vom Fall Luzifers und etwa einem Drittel der Engel, die ihm folgten und schließlich aus dem Himmel vertrieben wurden.

Dann stellt sich die Frage: Wenn sie ausgewiesen wurden, wohin sollen sie dann? Hier wurde die Kategorie der Hölle verwendet: das brennende Feuer und all die Schrecken, die von Dante Alighieri im zweiten Teil seiner Göttlichen Komödie, der der Hölle gewidmet ist, gut beschrieben wurden.
 
Im Ersten Testament (Altes Testament) wird der Teufel so gut wie gar nicht erwähnt (vgl. Chron 21,1; Samuel 24,1). Im Zweiten Testament (Neues Testament) erscheint er in einigen Berichten "... sie werden in den Feuerofen geworfen werden; dort werden sie weinen und mit den Zähnen knirschen" (Mt 8,12;13,42-50;Lk 13,27) oder im Gleichnis vom reichen Epulon und dem armen Lazarus (Lk 16,23-24) oder in der Apokalypse (16,10-11).
 
Dieses Verständnis wurde von den antiken Theologen, insbesondere von Augustinus, aufgegriffen. Er beeinflusste die gesamte Tradition der Kirche und die Lehre der Päpste und hat bis heute überlebt.
 
Die Kategorie der Hölle und der ewigen Verdammnis war ein entscheidender Faktor bei der Bekehrung der Eingeborenen in Lateinamerika und anderen Missionsgebieten und erzeugte Angst und Panik. Ihre Vorfahren, so sagte man ihnen, seien in der Hölle, weil sie keine Christen gewesen seien. Und es wurde argumentiert, dass sie das gleiche Schicksal ereilen würde, wenn sie sich nicht bekehrten und sich nicht taufen ließen. Dies zeigt sich in allen Katechismen, die kurz nach der Eroberung erstellt wurden und die Azteken, Inkas, Mayas und andere bekehren sollten. Es war die Angst, die zur Bekehrung vieler Menschen führte und immer noch führt, wie der große französische Historiker Jean Delumeau gezeigt hat. Indem man sich auf den Teufel, auf Satan beruft, versucht man heute in Zeiten des Zorns und des sozialen Hasses, den Gegner zu disqualifizieren, der oft zu einem Feind gemacht wird, der demoralisiert und schließlich liquidiert werden muss.
 
Hier müssen wir jeden Fundamentalismus des biblischen Textes überwinden. Es reicht nicht aus, Texte über die Hölle zu zitieren, auch nicht aus dem Munde Jesu. Wir müssen wissen, wie sie zu interpretieren sind, um nicht dem Gottesbild zu widersprechen und sogar die frohe Botschaft Jesu zu zerstören, die von einem Vater voller Barmherzigkeit handelt, wie der Vater des verlorenen Sohnes, der den verlorenen Sohn aufnimmt (Lk 15,11-23).
Zunächst einmal sucht der Mensch nach einem Grund für das Böse in der Welt. Er hat große Schwierigkeiten, seine eigene Verantwortung zu übernehmen. Dann überträgt er sie auf den Teufel oder die Dämonen.
Zweitens stellt die Bedeutung der Dämonen und der Hölle des Schreckens eine Pädagogik der Angst dar, um die Menschen durch Angst auf den Weg des Guten zu bringen. Dämon und Hölle sind also menschliche Schöpfungen, eine Art unheimliche Pädagogik, denn es gibt immer noch Mütter, die ihren Kindern sagen: "Wenn du nicht brav bist, kommt nachts der böse Wolf und beißt dich in den Fuß". Der Mensch kann der Satan der Erde und der Gesellschaft sein. Er kann durch Hass, Unterdrückung und Todesmechanismen die "Hölle" für andere schaffen, wie es leider in unserer Gesellschaft geschieht.
Drittens: Satan oder der Teufel ist ein Geschöpf Gottes. Zu sagen, dass er ein Geschöpf Gottes ist, bedeutet, dass Gott in jedem Augenblick dieses Geschöpf erschafft und neu erschafft, sogar im Höllenfeuer. Kann Gott, der Liebe und unendliche Güte ist, das vorschlagen? So heißt es im Buch der Weisheit: "Ja, du liebst alle Wesen und hasst nichts, was du geschaffen hast; wenn du etwas hassen würdest, hättest du es nicht erschaffen; und wie könnte etwas überleben, wenn du es nicht lieben würdest ... du bewahrst sie alle, weil sie dir gehören, du Herrscher und Liebhaber des Lebens" (Weisheit 11,24-26). Papst Franziskus hat es klar gesagt: "Es gibt keine ewige Verdammnis, sie ist nur für diese Welt".
Viertens: Die große Botschaft Jesu ist die unendliche Barmherzigkeit Gottes-Abba (Papa), der alle liebt, auch die "Undankbaren und Bösen" (Lk 6,35). Die Behauptung einer ewigen Bestrafung in der Hölle macht die gute Nachricht von Jesus direkt zunichte. Ein strafender Gott ist unvereinbar mit dem historischen Jesus, der die unendliche Liebe Gottes zu allen, auch zu den Sündern, verkündet hat. Psalm 103 deutet dies bereits an: "Der Herr ist barmherzig und gnädig, langsam zum Zorn und reich an Barmherzigkeit. Er ist nicht immer anklagend und hegt keinen ewigen Groll. Er behandelt uns nicht nach unseren Sünden... wie ein Vater sich über seine Söhne und Töchter erbarmt, so wird der Herr sich über die erbarmen, die ihn lieben; denn er kennt unser Wesen und denkt daran, dass wir Staub sind... die Barmherzigkeit des Herrn währt von Ewigkeit zu Ewigkeit" (103,8-17). Gott kann niemals ein Geschöpf verlieren, ganz gleich wie böse es ist. Wenn er auch nur einen verlieren würde, hätte er in seiner Liebe versagt. Und das darf nicht passieren.
Papst Franziskus, der unermüdlich Barmherzigkeit predigt, hat es gut ausgedrückt: "Die Barmherzigkeit wird immer größer sein als jede Sünde, und niemand kann der vergebenden Liebe Gottes Grenzen setzen" (Misericordiae vultus, 2).
Das heißt aber nicht, dass wir automatisch in den Himmel kommen werden. Wir alle werden durch das Gericht und die Klinik Gottes gehen, um uns zu reinigen, unsere Sünden zu bekennen, zu lernen zu lieben und schließlich in das Reich der Dreifaltigkeit einzugehen. Das Fegefeuer ist nicht das Vorzimmer zur Hölle, sondern das Vorzimmer zum Himmel. Wer sich im Fegefeuer befindet und geläutert wird, hat bereits Anteil an der Welt der Erlösten.
Die Hölle und die Dämonen und ihr Oberhaupt, Satan, sind unsere Projektionen des Bösen, das es in der Geschichte gibt oder das wir selbst produzieren und für das wir keine Verantwortung übernehmen wollen und es auf diese finsteren Gestalten projizieren.
Wir müssen uns endlich von solchen Projektionen befreien, um die Freude an der universellen Heilsbotschaft Jesu Christi zu leben. Dies delegitimiert jede Dämonisierung in jeder Situation, insbesondere in der Politik und in den Pfingstkirchen, die die Figur des Teufels und der Hölle in einer völlig überzogenen Weise verwenden. Das macht den Gläubigen Angst, anstatt sie mit der Liebe und unendlichen Barmherzigkeit Gottes zu trösten.
Leonardo Boff,Theologe, Philosoph und Schriftsteller und schrieb Was kommt nachher? über di Hölle,Topos 2009,84-98.
 

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