FREI BETTO é um dos nossos mais atentos analistas da cena cultural brasileira. Imbuîdo dos ideais da dimensão libertadora da fé cristã, sempre, sem nenhum retrocesso, esteve do lado certo: do lado dos mais pobres (foi um dos idealizadores dos projetos sociais do PT quando esteve no primeiro governo Lula), dos afrodescentes, dos indígenas, dos que têm outra opção sexual e das mulheres, por séculos oprimidas pela mentalidade patriaral que não foi ainda totalmente superada. Eu diria que o machismo atual, por causa da crítica feminista, se retraíu um pouco na sociedade mas encontrou amplo refúgio na mídia, especialmente, na TV. Ai a mulher é feita “objeto de cama e mesa”; como diz frei Betto um “objeto descartável”. Nem se mostram apenas mulheres fascinantes, mas partes delas como seios, cabelos, pernas e outras partes da decência. Vi há dias a propaganda de uma máquina moderna e ao lado uma mulher semi-nua. Que tem a ver a mulher neste estado com a máquina? É que a mulher atrái o olhar do consumidor e com isso ele vê mais do que a mulher. Vê a máquina. Mas a mulher vem usada para o marketing e com isso rebaixada como se fora um objeto. Isso é inaceitável para uma sociedade civilizada que busca a mesma dignidade de gênero. Admiro-me que atrizes conhecidas, algumas até próximas, vendam sua imagem para o mercado de produtos. A imagem é parte da pessoa e por isso não pode virar mercadoria. Apesar destas contradições, neste dia, dia da mulher, queremos prestar homenagem a elas. Sem elas nós não estaríamos aqui. Nem Deus ter-se-ia encarnado através da simples mulher do povo Miriam de Nazaré. Elas são mais da metade da humanide. E ainda são as mães e as irmãs da outra metade, que somos nós, os homens. O que não é pouca coisa. Veneração, respeito, cuidado e amor devem ser tributadas a elas e ao Mistério que carregam, sempre fascinante, sinal do Mistério de Deus que também tem traços femininos e se revelou como Mãe de infinita ternura: Lboff
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Infelizmente esse artigo coloca um viés do autor. Sou mulher e não me sinto assim. Sinto-me pessoa e acredito que uma maioria de mulheres também se sintam assim. A publicidade usa qualquer coisa e pessoa no sistema em que vivemos, infelizmente. Ela é dirigida principalmente a homens e mulheres de olhar enviesado. Nós mulheres trazemos muito para a transformação do mundo na atualidade. Apesar dos pesares da cultura patriarcal e como dizia Fernando pessoa: “Tudo vale à pena se a alma não é pequena.” Somos pessoas, almas e espíritos e a publicidade não nos reduz.
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O mercado usa pessoas de um modo geral para publicitar produtos. As mulheres e homens são manobras do mercado, inclusive, vivemos assoberbados por problemas diversos em detrimento, não dá publicidade e dos produtos de venda, mas da transformação do homem em produto, a mulher é o alvo dos abusos publicitários sedutores.
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