Do ilusório Gene egoísta ao caráter cooperativo do Genoma humano

Tempos de crise sistêmica como os nossos favorecem uma revisão de conceitos e a coragem para projetar outros mundos possíveis que realizem o que Paulo Freire chamava de o “inédito viável”.

É notório que o sistema capitalista imperante no mundo é consumista, visceralmente egoísta e depredador da natureza. Está levando toda a humanidade a um impasse pois criou uma dupla injustiça: a ecológica por ter devastado a natureza e outra social por ter gerado imensa desigualdade social. Simplificando, mas nem tanto, poderíamos dizer que a humanidade se divide entre aquelas minorias que comem à tripa forra e aquelas maiorias que se alimentam insuficientemente. Se agora quiséssemos universalizar o tipo de consumo dos países ricos para toda a humanidade, necessitaríamos, pelo menos, de três Terras, iguais a atual.

Este sistema pretendeu encontrar sua base científica na pesquisa do zoólogo britânico Richard Dawkins que há trinta e seis anos escreveu seu famoso O gene egoísta (1976). A nova biologia genética mostrou, entretanto, que esse gene egoísta é ilusório, pois os genes não existem isolados, mas constituem um sistema de interdependências, formando o genoma humano que obedece a três princípios básicos da biologia: a cooperação, a comunicação e a criatividade. Portanto, o contrário do gene egoísta. Isso o demonstraram nomes notáveis da nova biologia como a prêmio Nobel Barbara McClintock, J. Bauer, C. Woese e outros. Bauer denunciou que a teoria do gene egoísta de Dawkins “não se funda em nenhum dado empírico”. Pior, “serviu de correlato biopsicológico para legitimar a ordem econômica anglo-norteamericana” individualista e imperial (Das kooperative Gen, 2008, p.153).

Disto se deriva que se quisermos atingir um modo de vida sustentável e justo para todos os povos, aqueles que consomem muito devem reduzir drasticamente seus níveis de consumo. Isso não se alcançará sem forte cooperação, solidariedade e uma clara autolimitação.

Detenhamo-nos nesta última, a autolimitação, pois é uma das mais difíceis de ser alcançada devido à predominância do consumismo, difundido em todas classes sociais. A autolimitação implica numa renúncia necessária para poupar a Mãe Terra, para tutelar os interesses coletivos e para promover uma cultura da simplicidade voluntária. Não se trata de não consumir, mas de consumir de forma sóbria, solidária e responsável face aos nossos semelhantes, à toda a comunidade de vida e às gerações futuras que devem ter o direito de também consumir.

A limitação é, ademais, um princípio cosmológico e ecológico. O universo se desenvolve a partir de duas forças que sempre se auto-limitam: as forças de expansão e as forças de contração. Sem esse limite interno, a criatividade cessaria e seríamos esmagados pela contração. Na natureza funciona o mesmo princípio. As bactérias, por exemplo, se não se limitassem entre si e se uma delas perdesse os limites, em bem pouco tempo, ocuparia todo o planeta, desequilibrando a biosfera. Os ecossistemas garantem sua sustentabilidade pela limitação dos seres entre si, permitindo que todos possam coexistir.

Ora, para sairmos da atual crise precisamos mais que tudo reforçar a cooperação de todos com todos, a comunicação entre todas as culturas e grande criatividade para delinearmos um novo paradigma de civilização. Há que darmos um adeus definitivo ao individualismo que inflacionou o “ego” em detrimento do “nós” que inclui não apenas os seres humanos mas toda a comunidade de vida, a Terra e o próprio universo.

Leonardo Boff é autor de Preservar a Terra-cuidar da Vida. Como evitar o fim do mundo, Record, RJ 2011.

45 comentários sobre “Do ilusório Gene egoísta ao caráter cooperativo do Genoma humano

  1. Sugiro uma leitura melhor de O Gene Egoísta, pois é possível perceber que você não compreendeu bem a mensagem deste.

    Primeiro, o Dawkins e qualquer outro biólogo que se preza sabe que os genes não estão isolados uns dos outros. Os genes podem estar contidos em um mesmo cromossomo e inclusive serem contíguos. Além disso, podem ter uma “ligação funcional”, ou seja, dependem uns dos outros para o seu funcionamento pleno. O egoísmo dos genes, proposto por Dawkins, é uma metáfora e a definição de gene que ele dá no livro é diferente da definição usual dada pelos geneticistas. Inclusive o autor dedica boa parte do livro a esta “cooperação” entre os genes. Não estou defendendo a teoria do gene egoística como correta, apenas ressalto que nem mesmo a interpretação correta da teoria deve ser aplicada às atividades humanas. O comportamento humano pode ser explicado pela biologia? Sim, claro. Mas se não me engano (faz tempo que li o livro) o autor faz várias ressalvas quanto o ajuste desta teoria a nossa espécie.

    Segundo, eu não conheço esses princípios básicos da biologia: a cooperação, a comunicação e a criatividade.

    Terceiro, quanto a auto-limitação como um princípio ecológico. As bactérias não possuem algum mecanismo intrínseco que evite sua proliferação desenfreada. Muito pelo contrário, em via de regra todo ser vivo possui adaptações de todos os tipos para que sua proliferação seja a máxima possível. O que faz com que tanto bactérias quanto elefantes não cubram toda a superfície terrestre é o ambiente. Nunca há recursos o suficiente, nem sempre há condições favoráveis para viver etc.

    Em resumo, se vivêssemos como dita a natureza, cooperação, solidariedade e auto-limitação não teriam espaço entre nós.

    Abraço

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    • Caro Roberto, também li o livro há muito tempo e concordo com você com relação ao primeiro parágrafo. Porém, mesmo ele fazendo as ressalvas quanto ao ajuste à nossa espécie, a imagem que ele usa é muito forte e ele a aproveita muito bem, o que gerou inclusive o sucesso do livro. Quanto à segunda assertiva, sou obrigado a discordar, pois a natureza, a biologia nos mostra vários exemplos de comunicação, cooperação e criatividade; este último, então, nem se fala.
      Quanto à auto-limitação, é realmente mais complicado e não sabemos ainda ao certo se existe algo específico, mas, certamente, esta auto-limitação existe naturalmente pela superpopulação, pelo excesso de dejetos produzidos, que acaba por intoxicar o organismo e pela exaustão dos recursos existentes, alimentos ou água.

      Abraço

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      • Caro Alexandre, quanto aos exemplos de comunicação, cooperação e criatividade, a questão é: ainda não temos como afirmar (ou melhor, eu não posso pois ainda não pesquisei) se podemos utilizar esses termos com o mesmo sentido que utilizamos para descrever os comportamentos humanos. No próprio livro do Dawkins, o altruísmo que é visto entre indivíduos de algumas espécies animais nada mais é que consequência do egoísmo dos genes. Egoísmo este, enfatizo mais uma vez, se refere a uma metáfora. Não é o mesmo egoísmo humano.

        Abraço

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  2. Caro Mestre LB, do meu ponto de vista ínfimo, vejo a autolimitação como essência da Liberdade, e com isso, ser livre para cooperar e solidarizar-se de forma efetiva… Mas quem está preparado, alem dos muitos “inéditos viáveis”, que são poucos, para acolher esse novo paradigma da civilização?

    Mas o que mais indigna é os “Inéditos viáveis”, serem taxados e classificados como loucos sem sentido…

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    • Sim, Roberto, o egoismo de Dawkins refere-se a uma metáfora onde está implícito exatamente o âmago do debate que mantenho aqui: o egoismo cego e aleatório dos genes, é esta a imagem forte que ele passa, de uma natureza fria e implacável; claro, ele é um cientista materialista e continua sendo até hoje. Mas as coisas mudaram muito desde o início da década de 70 e muitos cientistas se converteram, cientifica e até religiosamente falando e hoje admitem que existe por trás dessa frieza aparente algo que transcende o materialismo frio e implacável, começando pela influência decisiva da mente dos organismos vivos na própria evolução. E essa “mente” se estende para todo o nosso universo através do que ficou conhecido como Princípio Antrópico Forte, que afirma que o universo existe para produzir, em última instância e em alguns raros planetas viáveis, a vida e a consciência que observa o próprio universo. Para mim, este é o objetivo real e final da evolução do nosso universo criado.
      Na verdade, o gene egoísta de Dawkins chega a ser hoje meio ingênuo ou bobo, além de sempre ultra materialista, é claro.

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  3. o egoismo e a cooperação , mesmo em dawkins, me parece, devem ser interpretados como um processo dialetico, sem maniqueismo; os genes das especies que praticam cooperação acabam vitoriosos na luta pela sobrevivencia

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  4. Carissimo Leonardo, l’uomo nasce analfabeta e muore ignorante. Purtroppo l’ignoranza è la conquista moderna dell’essere umano. Beati i tempi in cui eravamo analfabeti e non ignoranti e si parlava con gli dei.
    Um grande abraço.

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  5. Leonardo Boff- um grande pensador cristão da nossa era. Nosso país deveria se orgulhar por ter um brasileiro assim.
    Obrigada Deus, a humanidade ainda não está perdida. Ainda há pessoas que sabem amar em nosso planeta.

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  6. “Detenhamo-nos nesta última, a autolimitação, pois é uma das mais difíceis de ser alcançada devido à predominância do consumismo, difundido em todas classes sociais. A autolimitação implica numa renúncia necessária para poupar a Mãe Terra, para tutelar os interesses coletivos e para promover uma cultura da simplicidade voluntária. Não se trata de não consumir, mas de consumir de forma sóbria, solidária e responsável face aos nossos semelhantes, à toda a comunidade de vida e às gerações futuras que devem ter o direito de também consumir”.

    Leonardo Boff aqui nos mostra bem como seria uma sociedade justa e equitativa, exatamente o que não somos ainda. Se assim fosse, a Terra suportaria o dobro de sua população atual de 7 bilhões de habitantes, mas temos que nos precaver, pois do jeito que está, mal suportamos nossas atuais condições e, portanto, infelizmente, temos que pensar seriamente no controle da natalidade já que não dará tempo de nos organizarmos para termos muito mais habitantes neste planeta.
    Quanto ao gen egoista do ateu Darkwins, que depois andou escrevendo muitas outras coisas e culminando com o recente “Deus, um delírio”, não sei como fez tanto sucesso nas décadas de 70, 80 e mesmo 90, pois vai contra os princípios fundamentais de solidariedade presente na natureza, que trabalha sempre com os grandes números, mas, contrariamente a nós, de uma forma equitativa, solidária e equilibrada. Cocordando com Boff, este gen egoista fictício contraria os princípios básicos da genética humana.
    Aliás não é só o gen egoista o grande engôdo científico; atualmente, fica cada vez mais claro que a evolução não se dá basicamente por mutações ao acaso e seleção natural, como preconiza o neodarwinismo desde a década de 40. A seleção natural de Darwin, tudo bem, está correto, esta realmente ocorre, porém, as mutações, pelo contrário, raramente são ao acaso na evolução das espécies. Um organismo já adaptado ao se meio, se sofre uma mutação aleatória, dificilmente esta mutação pode ser benéfica, será quase sempre prejudicial, ou deletéria e não evolutiva. Obviamente, que é o meio ambiente que induz as mutações evolutivas, pois o acaso nada produz de útil.
    Ontem mesmo, assitia a um programa de TV que falava sobre as belas araras azuis que vivem no Pantanal e o locutor disse que elas têm o bico mais forte entre todos os pássaros exatamente para se alimentar, quebrar uma espécie de fruto duro que existe na região. Foram mutações ao acaso que tornaram seu bico tão resistente pra quebrar aqueles coquinhos e aí elas aproveitaram no alimento, tudo por acaso, ou foi exatamente a necessidade de quebrar aqueles cocos que provocaram bicos tão especiasi e resistentes?
    Por aí, podemos entender bem como vários cientistas tb. se enganaram com o gen egoista.

    “Acado foi o pseudônimo que Deus usou quando não quis assinar” (Anatole France).

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    • Concordo plenamente com suas opiniões. Realmente causa perplexidade o fatao de que o livro O Gene Egoista de Dawskins tenha tido grande repercussão nos anos passados e ainda é sempre referido como algo cientifico, coisa que hoje não se sustenta mais. É que ele se presta para justificar o egoismo de nossa cultura e o individualismo captialista.
      Parabens
      lboff

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      • Peço algumas referência para a sua afirmação de que O Gene Egoísta não se sustenta mais como obra científica.

        E, novamente, o livro não se presta a justificar o egoísmo de nossa cultura e o indivíduo capitalista. Qualquer pessoa que o tenha lido percebe isso.

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    • “Quanto ao gen egoista do ateu Darkwins, que depois andou escrevendo muitas outras coisas e culminando com o recente “Deus, um delírio”, não sei como fez tanto sucesso nas décadas de 70, 80 e mesmo 90, pois vai contra os princípios fundamentais de solidariedade presente na natureza, que trabalha sempre com os grandes números, mas, contrariamente a nós, de uma forma equitativa, solidária e equilibrada. Cocordando com Boff, este gen egoista fictício contraria os princípios básicos da genética humana.”

      Por favor, gostaria de ler algumas referências sobre tais princípios de solidariedade presente na natureza e da genética humana. Agradeço se puder me indicar.

      “Aliás não é só o gen egoista o grande engôdo científico; atualmente, fica cada vez mais claro que a evolução não se dá basicamente por mutações ao acaso e seleção natural, como preconiza o neodarwinismo desde a década de 40. A seleção natural de Darwin, tudo bem, está correto, esta realmente ocorre, porém, as mutações, pelo contrário, raramente são ao acaso na evolução das espécies. Um organismo já adaptado ao se meio, se sofre uma mutação aleatória, dificilmente esta mutação pode ser benéfica, será quase sempre prejudicial, ou deletéria e não evolutiva. Obviamente, que é o meio ambiente que induz as mutações evolutivas, pois o acaso nada produz de útil.”

      O que percebo aqui é desconhecimento acerca de biologia, pois todas as informações relativas a esta ciência apresentada por vocês estão equivocadas. Por quem e onde fica mais claro que a evolução não se dá basicamente por mutações ao acaso e seleção natural?

      “Ontem mesmo, assitia a um programa de TV que falava sobre as belas araras azuis que vivem no Pantanal e o locutor disse que elas têm o bico mais forte entre todos os pássaros exatamente para se alimentar, quebrar uma espécie de fruto duro que existe na região. Foram mutações ao acaso que tornaram seu bico tão resistente pra quebrar aqueles coquinhos e aí elas aproveitaram no alimento, tudo por acaso, ou foi exatamente a necessidade de quebrar aqueles cocos que provocaram bicos tão especiasi e resistentes?”

      Aqui, por exemplo, percebe-se desconhecimento de conteúdo de biologia dado no ensino médio. O uso da palavra necessidade dá uma conotação lamarckista no seu texto. E o lamarckismo, como pode-se verificar até mesmo em livros de biologia básica, já foi refutado a muito tempo.

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      • Caro Guevara,

        Obviamente, que não me refiro aos conceitos do primeiro evolucionista, Jean Baptiste Lamarck, mas a algo que alguns chamam de neo lamarckismo e que, ainda assim, acho inapropriado, pois que Lamarck acreditava que os caracteres adquiridos eram passados aos descendentes de uma forma simplista e em poucas gerações, a herança genética. Acontece que a coisa é bem mais complexa e envolve mecanismo cognitivos mentais que são captados do meio ambiente através do hipotálamo e repassados aos poucos ao soma, envolvendo inclusive as membranas celulares, que hoje estão sendo consideradas tão ou mais importantes do que o núcleo celular Se fosse fácil, não teria enganado os cientistas por tanto tempo.
        Algumas experiências em bactérias e peixes já comprovaram que o mecanismo evolutivo existe, mas ainda não se sabe como ele influenciaria o genoma. Por exemplo, existem flores que têm verdadeiras armadilhas para capturar insetos específicos. Será que foram montadas ao acaso?
        O tamanduá é altamente adaptado para se alimentar em cupinzeiros, que existem há milhares de anos na natureza em regiões inóspitas. Será que todo o seu corpo, com aquelas garras poderosas, o formato da boca em funil e a língua longa e pegajosa, bem específica para pegar cupins em cupinzeiros, foram montados ao longo da evolução por puro acaso?
        Isto me parece muito mais uma relação íntima em que o meio moldou o organismo e não o acaso.
        Até o urso polar branco e muito peludo, altamente adaptado ao polo norte e difere bem de outros ursos porque é altamente adaptado ao frio e à baixa radiação solar também por puro acaso?
        E, finalmente, o guepardo, adaptou-se à caça aos animais de alta velocidade nas planícies, escapando assim da caça mais restrita dos leões e dos leopardos e ganhando um novo nicho ecológico através de uma cabeça bem pequena, patas longas e um corpo muito delgado por puro acaso ou através de milênios esta situação lhe trouxe uma vantagem evolutiva e ele assim evoluiu?
        Existem inúmeros outros exemplos contundentes.

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    • Alexandre Visconti nos dá, em seu comentário, uma aula de ignorância biológica amparado por ideias Lamarckistas e criacionistas. Seus argumentos do milênio retrasado já foram refutados por Alfred Russel Wallace e Charles Darwin, a 150 anos atrás.

      O bico das araras não é resitente para quebrar os cocos. Eles quebram os cocos porque são bem resistentes. E eles são resistentes por mutações que são sim, ocasionais, ou em última análise, imprevisíveis para nós. Tais mutações foram selecionadas ou, pelo menos, não limitaram a capacidade reprodutiva das araras nem diminuíram sua capacidade competitiva.

      Em suma, se algum Deus criou as araras e seus bicos, ele utilizou a seleção natural para isso.

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      • Não é verdade Aroeira, Darwin e Wallace nada sabiam sobre genética e a transmissão dos genes e só falaram muito bem sobre a seleção natural. Agora, gostei que você incluiu o Wallace na história, posto de lado pelo Imperialismo Inglês da época. Wallace foi tão importante quanto Darwin nessa história toda e quase não é mencionado. Acredito até que Darwin possa ter chupado muita coisa de Wallace, pois este ingenuamente lhe mandou um manuscrito que motivou finalmente Darwin a sair de sua inércia contemplativa de mais de vinte anos. Mas ele era um inglês…
        Aliás, meus eméritos professores de biologia e a maioria dos cientistas quase que o ignoram até hoje, da mesma forma que ignoram ainda a possibilidade de outros mecanismos evolutivos mais sutis na natureza. Claro, é sempre mais fácil e útil ficar de acordo com “status quo” vigente, mesmo o científico.
        A genética só surgiu com Mendel, bem depois e foi aperfeiçoada por de Vries e outros, culminando com a tese da evolução basicamente só por mutações ao acaso e seleção natural do neo darwinismo da década de 40, que perdura até hoje, mas começa a ter seus mecanismos íntimos contestados.
        Mas eu não vou ficar aqui debatendo biologia, ainda mais, algo tão novo, específico e complexo que só mesmo o tempo dirá quem tem razão. Em tempo, eu não sou criacionista e sim, evolucionista; sim, mesmo porque, o evolucionismo não exclui Deus, como muitos pensam, muito pelo contrário.

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  7. Muito interessante o texto de Leonardo Boff e certos comentários aqui postados. Bom, ainda não li os livros em questão. A partir de agora vou inclii-los na minha lista de pretensão de leituras. Posso dizer com base em certas impressões q tive q o GENE EGOÍSTA de Dawkins não trata apenas dos aspectos genéticos e fisiológicos, mas tenta fazer alusão à postura humana no ambiente. Quanto à cooperação, limitação e autolimitação,alguns cientistas já fazem referência a esses aspectos desde o nível celular até o nível de comunidade biótica.

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  8. Caro Alexandre Viscontti,

    Sobre todos os exemplos que você citou, a resposta é não. Não se trata de acaso. Nenhum cientista ou referência séria colocaria que tais adaptações de organismos surgiram ao acaso. O único componente casual do processo evolutivo é a mutação genética (há também a deriva gênica, mas não vem ao caso no momento). Porém, deve-se entender que as mutações são aleatórias não no sentido de que qualquer gene tem a mesma probabilidade de sofrer mutação. Também não se refere que mutações benéficas e maléficas possuem ambas 50% de chance de ocorrer. Mutação aleatória se refere ao fato de que não há direcionamento de mutações que venham a conferir adaptações ao ambiente que vivem. Não é por viverem no frio que haverá mais mutações benéficas direcionadas a adaptação ao frio em ursos polares e pinguins. É por estarem inseridas em um ambiente frio que os indivíduos que contiverem mutações, surgidas ao acaso, que conferem mais resistência ao frio terão vantagens sobre aqueles que não possuem a mutação. Sobreviverão e reproduzirão mais. Isto é a seleção natural, um processo que é justamente o contrário do acaso.

    Abraço

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    • Caro Roberto,

      Com eu já disse antes, aqui não é o melhor lugar para debatermos, então, serei o mais resumido possível. Claro que os gens têm o potencial de mutar, pois esta é a essência da vida, mas não confundamos acoso com criatividade. A constante possibilidade das mutações na natureza existe para que estas possam sofer a influencia da natureza, do meio amgiente. Você diz certo: “as mutações são aleatórias não no sentido de que qualquer gen tem a mesma possibilidade de sofrer mutação”. É exatemente isso, pois a tendencia vai se estabelecer em função do meio e não do acaso, através de percepções do meio ambiente circundante. De outro modo, você não pode explicar como determinadas plantas possuem gatilhos tão engenhosos e até específicos para prender determinado inseto, o puro acaso não produz isso. Ou como o cavalo marinho se camufla perfeitamente em determinada área com plantas que se parecem com ele e só vive alí. Existem borboletas que imitam outras de gosto ruim para fugir dos predadores. Isto envolve mecanismos cognitivos de apreensão do meio muito elaborados para serem frutos apenas de mutações ao acaso, mesmo em sua base. Eu até aceito que possa haver constantemente milhares de mutações ao acaso, mas o determinismo final não poderá ser ao acaso, haverá uma tendencia fatalmente determinada pelo meio circundante, só que a ciência ainda não conhece todos os elementos perceptivos, ela está engatinhando nisso.
      As próprias baleias, no início, há milhões de anos, elas vinham migrando para a Terra e se tornando um quadrúpede (quatro patas), se adaptando portanto à terra. Houve alguma coisa no meio, provavelmente falta de alimento ou predadores, que a obrigou a voltar para o mar para a sobrevivência (isto a ciênca já sabe). Ao retornar ao mar, ela voltou a ter o formato de um peixe apesar de ser um mamífero e perdeu as patas que se transformaram em nadadeiras. Será que tudo isso ocorreu a partir de mutações ao acaso? A evolução vai e vem através de mutações ao acaso ou o meio ambiente foi sempre determinante nisso?

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  9. O COMEÇO É MUDAR O SER HUMANO, DESSA IDÉIA DE “INDIVIDUO”, E NÃO O SOCIAL COLETIVO: DE SOCIELDADE E COOPERAÇÃO !!!!!! — É ESSA VISÃO DE MUNDO CAPAZ DE QUANTIFICAR VARIAVEIS,??????? — SÓ ASSIM MESMO!! –QUANTO A ESSAS “POLITICA DE GOVERNO NOVAS , AGORA: É INTEGRANDO : TUDO ISSO VALE A PENA DISCUTIR TALVEZ AGORA;;;
    –COMO NA “CIENCIA” SUBSTANCIAS, VALAM APENA DISCUTIR, AGORA] TAMBEM A ORIGEM” DISCUTIDA TAMBEM POR ELA ;
    –E TAMBEM A DE “RELIGIOES” NÃO ‘FIXA SÓ NOS CÉUS, ASSIM VALE A PENA DISCUTIR ! — QUE O DIGA O MESTRE “BOFF DA POSSIBILIDADE :: A CHANCE DESSA NOVA POLITICA NASCENDO , AQUI NO TERRITÓRIO DE “TUPINIQUYNS, GUARANYS”!!!

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  10. evolução biológica de um bit por ano. Mas cada ano publicam-se duzentos mil novos livros, que supõem uma taxa de nova informação de aproximadamente um milhão de bits por segundo. Naturalmente, a maioria desta informação é lixo, mas mesmo assim, se só um bit por milhão é útil, isto supõe ainda uma rapidez cem mil vezes maior que a da evolução biológica.
    De certa maneira, a espécie humana precisa melhorar suas qualidades mentais e físicas se tiver que tratar com o mundo crescentemente complicado ao seu redor e estar à altura de novas provocações como as viagens espaciais. Os humanos também precisam aumentar sua complexidade se quisermos que os seres biológicos se mantenham !!

    — Concordo que o mestre boff, tenha razão !!!

    XX ENTRE O NATURAL X A ESSA TROCA DE INFORMAÇÃO, OS MEUS COMPUTADORES AUMENTA VELOCIDADE A CADA ANO, ASSIM NEM COM A CONFIGURAÇÃO SISTEMICA DA ‘LOMBRIGA TINHAMOS CHANCE!!!

    O COMEÇO É MUDAR O SER HUMANO, DESSA IDÉIA DE “INDIVIDUO”, E NÃO O SOCIAL COLETIVO: DE SOCIELDADE E COOPERAÇÃO !!!!!! — É ESSA VISÃO DE MUNDO CAPAZ DE QUANTIFICAR VARIAVEIS,??????? — SÓ ASSIM MESMO!! –QUANTO A ESSAS “POLITICA DE GOVERNO NOVAS , AGORA: É INTEGRANDO : TUDO ISSO VALE A PENA DISCUTIR TALVEZ AGORA;;;
    –COMO NA “CIENCIA” SUBSTANCIAS, VALAM APENA DISCUTIR, AGORA] TAMBEM A ORIGEM” DISCUTIDA TAMBEM POR ELA ;
    –E TAMBEM A DE “RELIGIOES” NÃO ‘FIXA SÓ NOS CÉUS, ASSIM VALE A PENA DISCUTIR ! — QUE O DIGA O MESTRE “BOFF DA POSSIBILIDADE :: A CHANCE POSSIVEL DESA NOVA POLITICA NASCENDO , AQUI NO TERRITÓRIO DE “TUPINIQUYNS, GUARANYS”!!!

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  11. Alexandre Visconti

    Você não sabe do que está falando.
    Evolução não é um processo individual, mas populacional. Evolução é mudança no tempo, e o que muda no tempo são as populações, não os indivíduos. Indivíduos nascem com determinadas caracteristicas, sobrevivem o suficiente para se reproduzir (ou não), e morrem. Nesse tempo de vida, os indivíduos não mudam. Aqueles cujas características lhes forem favoráveis (como camuflagem, por exemplo), sobrevivem em maior proporção do que aqueles que não compartilham dessas características favoráveis, e consequentemente deixam proporcionalmente mais descendentes. Até que essas características predominem na população. Portanto falar que “Isto envolve mecanismos cognitivos de apreensão do meio muito elaborados para serem frutos apenas de mutações ao acaso, mesmo em sua base.” não fazo menor sentido. Evolução não é acaso, mas não é resultado de nenhum mecanismo cognitivo tãopouco.
    Isso se por “acaso” voce quer dizer aleatório. Aleatórias sim são as mutações genéticas. Mas é bom ter claro que mutação genética é tão somente um erro de duplicação do DNA, e que na maioria das vezes é neutra, nem favorável, nem desfavorável, pois a maior parte do DNA não tem função alguma. Se por mutação você imagina logo algo como os X-Men, você está profundamente equivocado.
    “mas o determinismo final não poderá ser ao acaso, haverá uma tendencia fatalmente determinada pelo meio circundante, só que a ciência ainda não conhece todos os elementos perceptivos, ”
    Sim a tendencia é determinada pelo ambiente circundante, e a ciência já conhece o mecanismo. Ele se chama Seleção Natural.

    []’s

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    • Sr. Gato,

      Evolução certamente é mudança no tempo de populações, senão Lamarck teria razão, mas os indivíduos num determinado momento terão de nascer diferenciados dos progenitores e os mais aptos, adaptados, serão selecionados pela famosa seleção natural de Darwin/Wallace, até aqui quase concordamos. O que não concordamos mesmo é que as bases genéticas para esta especiação ou diferenciação, e que depois será selecionada seja totalmente ao acaso, a chamada deriva genética ou “genetic drift”. Por outro lado, a seleção natural sozinha não pode produzir estruturas tão complexas, sofisticadas e direcionadas. Para mim e outros existem mecanismos de cognição ambiental captados no hipotálamo e transmitidos, não se sabe ainda bem como, às células que influenciam essa tendencia à adaptação ao meio ambiente e que leva à perfeita camuflagem ou a uma borboleta imitar exatamente os padrões de outra não comestível para se proteger dos predadores ou à coagulação sanguínea ou ainda, à constituição dos mecanismos dos flagelos das bactérias, como afirma o bioquímico Micahel Behe ou, finalmente, ao anfíbio axolote, que depende totalmente do meio ambiente pra completar sua morfogênese.
      Bom, se você não aceitar isto, terá que admitir o ID ou “Inteligent Design” cada vez mais propagado e aceito por muitos cientistas religiosos que admitem a intervenção divina na evolução, e pior, muitos são ainda criacionistas e o criacionismo ainda se sustenta com tanta força, inclusive nos EUA, devido principalmente à aleatoriedade das mutações.
      defendida pelo neodarwinismo. Eu ainda prefiro ficar com a primeira hipótese, apesar de não ser ateu, pois não creio que Deus se dê ao trabalho de interferir na evolução.
      Ele já trabalhou bastante pra bolar tudo isso e os possíveis mecanismos de sustentação a que me refiro. Agora, quem comandou depois e ainda comanda tudo são os próprios organismos vivos em interação com os ecossistemas naturais, incluindo a evolução humana, é claro.

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      • Alexandre

        Você está fazendo uma confusão tremenda. “Deriva genética” é um mecanismo evolutivo distinto da Seleção Natural, são coisas diferentes.

        a seleção natural sozinha não pode produzir estruturas tão complexas, sofisticadas e direcionadas.

        Pode, e faz. Isso não é mais matéria de opinião Alexandre, esse processo é mapeado, e documentado tanto por observações, quanto por experimentos, no campo e em laboratório. Você está terrivelmente desinformado.

        Para mim e outros existem mecanismos de cognição ambiental captados no hipotálamo

        A menos que você e esses tais “outros” possuam trabalhos publicados em periódicos especializados, revisados por pares, documentando os resultados de observações e experiências, o que “vocês” acham é irrelevante, e essa história de “cognição ambiental captada no hipotálamo” é uma tolice completa.

        células que influenciam essa tendencia à adaptação ao meio ambiente e que leva à perfeita camuflagem ou a uma borboleta imitar exatamente os padrões de outra

        Você continua confundindo as coisas. Não são os indivíduos que se adaptam, eles não nascem sem camuflagem para depois adquiri-la, borboletas não nascem mudam seus padrões para “imitar” outra. Isso não existe. Indivíduos com “perfeita camuflagem” são descendentes de gerações, e gerações de organismos com camuflagem “menos perfeita”, mas o suficiente para lhes permitir sobreviver e deixar descendentes, de modo que quanto “mais perfeita” a camuflagem, maiores suas chances de sobreviver.

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      • Tudo bem, Sr. Gato,

        Vejo que eu não estou debatendo com qualquer um e sim com um geneticista. Eu não sou geneticista, apenas farmacêutico – bioquímico e posso cometer alguns erros conceituais, peço desculpas; mas, o que debatemos aqui vai além e refere-se a erros conceituais do que é aceito hoje pelas teorias evolutivas vigentes.
        Para mim e outros, o acaso não produz quase nada, no caso, as mutações ao acaso, que podem sim produzir muita porcaria, muitos erros e que em 99,99% dos casos levarão à involução e não à evolução.
        Apesar de não ser ateu, também não aceito a interferência de Deus no processo evolutivo dos organismos vivos, como quer o “Inteligent Design”, então, o que sobra são mecanismos sutis de cognição apreendidos do meio ambiente pelos organismos vivos para explicar a evolução e ainda não detectados pela maioria, não há outra saída.
        Aguns exemplos: o flagelo bacteriano, citado por Michael Behe em seu livro “A caixa preta de Darwin” é um bom exemplo de estrutura cuja montagem não pode ser explicada por obra do acaso. Palavras do bioquímico e geneticista Behe: ” o flagelo bacteriano usa um mecanismo de remo. Por isso mesmo, deve satisfazer as mesmas condições que outros sistemas de natação. Uma vez que o flagelo bacteriano é composto de pelo menos três partes – um remo, um rotor e um motor, ele é de complexidade irredutível e a evolução gradual do flagelo, assim com a do cílio, encontra obstáculos enormes”.
        Estruturas de complexidade irredutivel não podem ser montadas a partir de mutações ao acaso e seleção natural, nessas bases, isto é impossível.
        Um outro bom exemplo é o da coagulação sanguínea, em que mais de 20 passos bem complicados devam ser dados na direçao da formação do complexo fibrina, o coágulo duro. A coagulação do sangue é autocatalítica porque as proteinas aceleram, em cascata, aceleram um número maior das mesmas proteinas e não há como uma estrutura ainda não funcional poder fabricar todo o processo por tentativas de mutações ao acaso sem um orientador inteligente por trás.
        Os olhos das salamandras albinas, brancas, que vivem em cavernas não existem porque não são funcionais e assim permanecerão enquanto lá viverem. Se houver um cataclisma que as obrigue a viverem fora, na luz, a maioria morrerá (seleção natural), porém, existe a chance de alguma conseguir rapidamente evoluir e produzir ocelas para a sobrevivência.

        Abraço, Alex

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    • Caro gato,

      Querer que os genes desenhem a natureza por acaso, mesmo considerando milhares de mutações aleatórias sendo selecionadas pelo meio, é mais ou menos equivalente a colocar um chimpanzé diante de um computador e mandá-lo teclar textos com nexo, ou um conto curto, ou um poema, apenas. Depois de milhares de anos teclando, você, que fará o papel da natureza, ira selecionando, dentre muitas palavras, as frases mais aptas: rita pintou a bola; jose joga bem futebol (sem acento); a mare subiu (sem acento), a casa e bonita, etc. tudo, no máximo, nesse nível. Mas, certamente, nunca haverá um texto completo ou um poema que equivaleria, por exemplo, a uma borboleta copiar exatamente os padrões e cores de outra não comestível para não ser comida. Ou formular toda a sequência da coagulação do sangue. Ou fazer um társio desenvolver olhos de 20 cm para se adaptar à escuridão. Ou fazer o cachalote voltar a ter a forma aerodinâmica de um peixe após viver na terra e ser um quadrúpede e, ainda por cima, desenvolver mecanismos altamente sofisticados para atingir mais de 2000 m de profundidade no mar.
      A opção é admitir o ID (desenho inteligente) na evolução, ou seja, que Deus interfere diretamente nela. Ou, então, ser um criacionista e achar que nunca houve evolução de nada e que Deus criou tudo de repente há mais ou menos 6 mil anos apenas, um milagre.

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      • Não se trata de querer Alexandre. Variação genética com Seleção Natural é o principal mecanismo evolutivo, fartamente documentado. Suas objeções se fundam em ignorância e Incredulidade Pessoal.
        Ademais, nós humanos já temos feito isso, usando variação genética e selecionando as características de plantas e animais que nos convém. E isso há (poucas) dezenas de milhares de anos. A natureza teve bilhões de anos. O que você não se dá conta é que não se trata de um jogo de tudo ou nada, Camuflagens e padrões de cores não “apareceram” de uma hora para outra. O mecanismo de coagulação do sangue também não “apareceu” pronto de uma hora para outra.
        E não, cachalotes não voltaram a ter “forma aerodinâmica(sic) de peixe após viver na terra e ser um quadrúpede”. As baleias modernas descendem de um ancestral comum (leia-se, uma população ancestral), mamífero, quadrúpede, que, aí sim, viveu em terra firme. Essa é uma das transições evolutivas mais fartamente documentadas.
        Alexandre, por favor, se informe. A internet está cheia de informação sobre todos esses assuntos, a um Google de distãncia.
        Se gostar de livros, leia “O Relojoeiro Cego” e “O maior espetáculo da Terra”, ambos de Dawkins, e “A história de quando éramos peixes” de Neil Shubin, só para ficar em alguns títulos

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      • Caro Gato,

        Pelas suas respostas eu sei que estou debatendo com um geneticista, um especialista inteligente e bem preparado e, realmente, apesar de bioquímico, eu não sou geneticista. Mas, este debate não é só meu e se estende a geneticistas e evolucionistas famosos e eu citei um, o americano Michael Behe, que publicou “A caixa preta de Darwin” na década de 90. Mas, veja bem, eu não concordo com ele e não atribuo ao que não se explica na evolução à interferência divina pois, apesar de não ser ateu, acredito que Deus ou o Princípio Inteligente Universal já criou ou previu todos os mecanismos evolutivos prontos ou passíveis de eclodir no momento certo e através de interação íntima organismo / meio.
        O que eu concordo com Behe é que nem toda a complexa evolução pode ser explicada através de mutações ao acaso e seleção natural apenas, estabelecidos na década de 40.
        A coagulação do sangue é bom exemplo: para que este coagule são necessárias várias etapas sem as quais isto não ocorre. Como é possível que todas as etapas (mais de vinte) tenham sido montadas ao longo da evolução se não há funcionalidade até que todas possam funcionar harmoniosamente? Além disso, o simples acaso não pode fazer isto, pois o mecanismo envolve um detalhamento de formação de proteínas, enzimas, cofatores, etc. precisos, no momento e na direção certas e adequadas. Sem uma inteligência, mesmo inconsciente, por trás e orientando este mecanismo, que forçosamente deve ser a do próprio organismo criado, seria necessário muito mais do que os 3,8 bilhões de anos (ou pouco menos, pois que bactérias não fazem isso) para montar toda a cadeia da coagulação sanguínea certinha e eficaz.
        O olho humano, e mesmo, da águia ou da coruja são outros exemplos interessantes, pois além de montar o olho para enxergar, a natureza o faz de acordo com as necessidades bem específicas dos organismo envolvidos, de acordo com suas atividades específicas nos ecossistemas. Para mim, torna-se impossível atribuir tudo isto ao acaso, apesar de tecnicamente ainda parecer que sim. A função é fundamental na natureza e não o acaso e esta deve interferir através de mecanismos sutis ainda ṕouco percebidos pela ciência.
        Por que será que as salamandras das cavernas perderam a visão e até os olhos e nunca os recuperaram, apesar de viverem ali por milhares de anos? Porque não existe luz, apenas isto e não vão recuperar nunca a visão, enquanto ali viverem. Mas, se por algum motivo, a caverna for destruída e estas sobreviverem fora, aí a história será outra.

        Abraço.

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  12. “As bactérias, por exemplo, se não se limitassem entre si e se uma delas perdesse os limites, em bem pouco tempo, ocuparia todo o planeta, desequilibrando a biosfera. Os ecossistemas garantem sua sustentabilidade pela limitação dos seres entre si, permitindo que todos possam coexistir.”
    Isso não é verdade. Bactérias não possuem qualquer mecanismo de “auto-limitação”, elas não se limitam enter si. O limite é estabelecido pelo ambiente, em particular a limitação de recursos, que leva à competição intra e entre espécies. O mesmo vale para qualquer ser vivo.

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    • Claro, nós humanos podemos fazer isto: variação genética inteligente e posterior seleção natural, porém, não o acaso. Sim, a natureza teve bilhões de anos, mas, como demonstrei, coloque um macaco por bilhões de anos na frente de um computador teclando e veja o que ele é capaz de fazer, ou melhor, de escrever: bola, gato, cesto, casa e bonita, navio e azul, etc. e, de vez em quando, apenas. O equivalente à evolução seria escrever, pelo menos, um poema, ou um conto coerente, senão, vejamos:

      – Recolhendo água através da pata, um diabo-espinhoso do deserto australiano é capaz de levar o líquido até a boca por canaletas entre as escamas. Com base em mecanismo similar, os cientistas esperam aperfeiçoar a tecnologia de captura de água em regiões secas.

      – Ao examinar carrapichos em sua calça e no pelo de seu cão, após caminhar pelo mato em 1948, o suiço George de Mestral notou que a ponta de seus espinhos era curva – e com base nisso inventou o velcro. A Nasa enviou à lua fechos com velcro nos trajes dos astronautas.

      – Em 1982, o botânico Wilhelm Barthlott constatou que a folha de lótus possúi superfície hidrófoba e autolimpante. Com isso, inventou a tinta biônica Lotusan dotada de microscópicas protuberâncias que repelem a água e reiste a manchas durante décadas.

      – Frank Fish ajudou a projetar pás de moinho de vento com nódulos inspirados nas nadadeiras da baleia jubarte. A borda irregular da nadadeira contribui para a baleia gerar energia ao fazer curvas muito fechadas.

      – Uma microfotografia revelou o segredo da velocidade do tubarão: escamas similares a dentes – dentículos dérmicos – fazem a água escorrer pelas microrranhuras sem fazer turbilhão, além de desestimularem a adesão de cracas e algas. A marinha americana quer aplicar no casco de seus navios.

      – O adejo cativo de um inseto voador micromecânico ainda não se compara ao complexo movimento em forma de U realizado pelo inseto em que foi baseado, a mosca-varejeira. Isto, apesar das asas do microrobô baterem com velocidade igual a 275 vezes por segundo, ou seja, com uma velocidade maior do que a da mosca.

      – Os dedos da lagartixa possuem pêlos que terminam em forma de espátula (há cerca de 6,5 milhões deles em cada dedo) os quais aderem a superfícies em escala molecular. Os projetistas esperam utilizar o mecanismo para operações de salvamento em superfícies íngremes e lisas..

      – Devido á sua superfície multifacetada, os olhos das mariposas diminuem a sua reflexividade. Cerca de 16 milhões de pontos de textura por milímetro quadrado eliminam eliminam todo o reflexo na metade da tela de um computador. Esta tecnologia biônica resulta de 40 anos de pesquisa e milhões de anos de evolução…ao acaso ou orientada?

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  13. Leonardo
    A natureza levou bilhões de anos para criar o universo do qual temos uma breve e inexata visão, em contrapartida queremos, não sei se por prepotência, egoismo ou mesmo ignorância (porque em termos de comparação com a idade estimada do universo simplesmente somos recém-nascidos) introduzimos, inadvertidamente, alterações (pequenas ou não) cujo reflexo sentiremos mais à frente, haja visto por exemplo a manipulação genética ou a máxima de que a tecnologia é a panacéia para tudo.
    Acho que é chegado o momento para tomarmos providências rápidas e pensadas, pois chegamos a um ponto da nossa estrada com dois únicos destinos, mudarmos para melhor ou caminharmos celeremente para a extinção.
    Jose Severiano

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  14. O pior do que ler comentários defendendo o criacionismo ou DI para combater a seleção natural das espécies, é ler um texto de um teólogo querendo criticar a natureza.
    Horrível!
    Se os teólogos buscassem aceitar nossa condição de animal, se afastando das explicações míticas nós saberíamos como resolver nossos problemas.
    Buscar justificar a exitência do homem como uma criação divina, torna ele mais egocêntrico ainda.
    “O Meu Deus criou tudo isso para mim. Como ele é bom. Agora vou desfrutar o máximo”.
    E o mundo se ferrou…

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  15. Durante os anos 80 e 90 fui um grande militante do movimento da Teologia da Libertação, fomos fortemente atacados pelo conservadorismo romano e o fundamentalismo americano. A TL já era. Mantenho meus princípios de esquerda, mas distante do pensamento religioso. Descobri que a religião é um dos grandes males da sociedade. Também descobri que o movimento ateísta tem muito sentido e pode contribuir muito mais que a própria TL. A religião deve ser combatida, bem como todos os seus deuses. Devemos entender que a religião não só serve como aparelho ideológico, mas também explora a mais-valia dos seus seguidores.
    O cidadão ao se declarar ateu está tendo uma postura revolucionária, até maior do que um esquerdista religioso. Devemos retomar os ensinamentos dos revolucionários do século XIX que diziam que a religião é inimiga da classe trabalhadora.
    Os ateus no Brasil são os quase únicos que defendem as minorias, que combatem os preconceitos, que defendem um estado laico e inúmeros direitos dos excluídos que as religiões adoravas vê-los como dependentes.
    Se uma pessoa como você, Leonardo Boff, se declaresse ateu e dissesse a verdade, que as religiões só mentiram até agora e que fora do mundo material não existe nada seria o ato mais bonito de toda a sua vida. Seria um grande revolucionário e motivaria inúmeras outras pessoas a lutarem contra qualquer tipo de preconceito e mentiras.
    Mas isso seria um sonho, não acredito que teria essa coragem, pois isso lhe tirariam todos os privilégios que já conquistou. Fazer isso colocaria em risco tudo isso, mas quanto a humanidade ganharia mais. Seria muito melhor do que ficar fazendo discursos religioso pós-moderno.
    Mesmo que você não faça isso, pare de atacar o ateísmo ou o neo-ateísmo, nesse movimento mundial tem muita gente boa e com bons ideais. Leia mais sobre essa gente e pare de ser preconceituoso.
    Se o neo-ateísmo é uma coisa ruim como você tenta mostrar, por que as forças conservadoras tantam atacá-lo?
    Veja esse blog do grupo do Olavo de Carvalho e depois me responda. Será que os setores da esquerda não perceberam o papel revolucionários que o neo-ateísmo está fazendo no mundo?

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    • Deus nada tem a ver com as atitudes mesquinhas dos homens, seja no capitalismo, no socialismo ou no comunismo. Você pode ter optado pelo ateismo, tudo bem, é um direito filosófico inalienável e, até certo ponto, lógico. Mas, querer com isto anular as milhares de pessoas no mundo que seguem suas religiões, está um distancia grande. Aposto que a grande maioria dos que defendem as minorias ainda são de religiosos.
      Apesar do “Deus está morto” e das teorias freudinas dos séculos passado e retrasado, Deus está cada vez mais vivo e presente no mundo, mesmo entre muitos cientistas.
      Agora, por favor, não confunda as religiões mundanas com a crença em Deus, com o Princípio Inteligente e Afetivo do universo – as religiões precisam de Deus, mas Deus não precisa mais delas.

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  16. Caro Gilberto,

    Ninguém aqui defendeu o Criacionismo ou o Inteligent Design, pelo contrário, fomos sempre a favor da teoria da evolução de Darwin-Wallace, apenas discordando em alguns pontos do neo darwinsimo da década de 1940, mormente, a evolução à partir exclusivamente de mutações ao acaso e posterior seleção natural.
    Quanto ao teólogo, não o vi criticar a natureza, muito pelo contrário, ele expande a ação da natureza tornando-a mais bela e menos egoista através dos “3 Cs”: cooperação, comunicação e criatividade.

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  17. Caro Alexandre

    O problema não é sua formação, ou falta dela, e nem a sua ignorância do assunto per se. O problema é que você, ignorante no tema, pretende saber algo (“erros conceituais”) que teria escapado ao escrutínio de gerações de cientistas, ao longo dos últimos 150 anos, por baixo. Quer dizer, todo o trabalho duro de milhares de pesquisadores no campo e no laboratório, produzindo resultados, dados, descobertas, publicados em livros e artigos científicos, não são páreo para você, sentado na poltrona da sua casa.
    Daí que você não parece em nenhum momento sequer reconhecer as respostas que já foram dadas aqui, por mim e por outros, às suas colocações. Você simplesmente repete as mesmas coisas, como se nada tivesse sido dito. Só que repetir as mesmas coisas não substitui uma argumentação, e nem acrescenta credibilidade ao dito, pelo contrário. Especialmente quando o dito é puro achismo, sem qualquer referencia ou fundamentação empírica.
    Além disso, todas as suas objeções à Teoria da Evolução são mero recorta e cola de batidos cliches criacionistas, já refutados ad nauseam. A começar pela sua insistencia em confudir evolução por seleção natural com acaso. A seleção natural é uma resposta ao problema do acaso, é uma alternativa ao acaso. Da mesma forma que mudamos extraordináriamente as características de plantas e animais que domesticamos, simplesmente através de cruzamento seletivo, esse mesmo processo ocorre na natureza: seleção natural (sobrevivencia e sucesso reprodutivo) sobre variação genética (mutação).

    Para mim e outros, o acaso não produz quase nada, no caso, as mutações ao acaso, que podem sim produzir muita porcaria, muitos erros e que em 99,99% dos casos levarão à involução e não à evolução

    Quanta desinformação numa frase só. Para começar mutações SÃO, por definição, erros de cópia quando da duplicação do DNA. Logo, não existe mutação “certa”. Em segundo lugar, não existe conceito de “involução”, pois Evolução em Biologia não é igual a progresso. Falar em progresso implica num julgamento de valor que não faz sentido em Biologia. Mutações (erros de cópia do DNA) existem, e elas são aleatórias do ponto de vista do resultado. Algumas são benéficas para a sobrevivencia do organismo, outras não são, e a grande maioria é neutra, pois grande parte do DNA que não tem função. E isso é algo fartamente documentado na literatura especializada. O que não há, e você não forneceu qualquer referencia que seja, são evidências para sua hipótese da “variação genética inteligente”. Se tal coisa existisse, não haveriam extinções em massa, e não teríamos antibióticos.
    Michael Behe, que você cita como se fosse uma grande autoridade no assunto (talvez por ele ser bioquímico como você), não é levado a sério nem pelos seus colegas de departamento. Seu conceito de “complexidade irredutível”, assim como TODOS os exemplos que ele deu em “A caixa-preta de Darwin”, também já foram refutados ad nauseam. Inclusive em juízo: procure por “Kitzmiller x Dover”. Para começar a definição do que é “complexamente irredutível” é inteiramente arbitrária. Basicamente Behe acha que alguma coisa é complexa demais para ter se formado naturalmente, a chama de “complexamente irredutível”, e simplesmente declara que tal não pode ser produto de seleção natural + mutação aleatória. Em nenhum momento ele demonstra de fato suas alegações com dados. É simplesmente um caso de incredulidade pessoal: ‘eu não sei como isso pode ser, então, não pode ser’. O que você e Behe não compreendem é que mudanças evolutivas são graduais (o que não quer dizer necessariamente ‘lentas’), passo a passo, e cumulativas. Todas as estruturas complexas que Behe julga “irredutíveis” resultaram de adaptações graduais de estruturas pré-existentes, que possuiam originalmente funções diferentes. Não é um jogo de tudo ou nada.

    como demonstrei, coloque um macaco por bilhões de anos na frente de um computador teclando e veja o que ele é capaz de fazer

    Se você demonstrou alguma coisa foi ignorança do anedotário. A anedota correta é: um macaco digitando (na verdade teclando numa máquina de escrever, para ver como a piada é antiga) aleatóriamente, por tempo suficiente, poderia escrever as obras completas de Shakespeare. Além de entender a piada errado, você continua não compreendendo o papel que a seleção, e a acumulação de mudanças evolutivas tem no processo como um todo. Também parece não compreender o que “demonstrar” significa. Leia “O Relojoeiro Cego” de Dawkins, ou procure na Wikipedia por “Weasel program”, e veja como se faz.

    Abraços

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    • Caro Gato,

      Obrigado pela sua paciência em me responder neste fórum e, por que não dizer, pela sua sapiência no “status quo” vigente da ciência da genética e da evolução.
      Eu digo e reconheço: é muito raro depararmos com alguém tão bem preparado para um debate científico aleatório e… sem mutações (desculpe a brincadeira, foi irresistível).
      Eu já lhe falei antes sobre a minha ignorância ou não especialização no assunto que estamos debatendo, apenas li vários livros relacionados, pois gosto do tema, inclusive e principalmente, dos aspectos filosóficos evolvidos, mas vou lhe fazer só mais uma pergunta colocando o que penso.
      Voltando ao nosso exemplo das baleias, como elas evoluíram ao longo do tempo, indo para a terra há uns 60 milhões de anos e já se transformando num quadrúpede parecido com um cão e, depois, por força de fatores ambientais como predadores ou falta de alimentos, voltando novamente para o mar, há uns 40 milhões de anos e perdendo novamente as patinhas e retornando à morfologia e aerodinâmica de um peixe tão bem adaptado ao novo ambiente marinho, um mamífero que consegue atingir profundidades de 2 a 3 mil metros (cachalote), vamos imaginar e raciocinar: primeiro, imaginemos que não tivesse ocorrido os fatores ambientais citados – predadores ou falta de alimentos, não sabemos qual – a nossa baleia, ou, o nosso cãozinho, provavelmente teria continuado sua evolução na terra e se transformado aos poucos num daqueles ancestrais já desaparecidos do cão ou do leão, sei lá, ou outro animal mamífero quadrúpede qualquer terrestre. Então, podemos admitir que três coisas provavelmente teriam acontecido devido exclusivamente ao meio ambiente: elas teriam sido extintas ou teria existido um outro mamífero quadrúpede ancestral na terra e, nesses dois casos, não teria existido baleias no mar.
      Evidentemente, que o que ocorreu não foi isto; elas voltaram ao mar e se tornaram baleias muito bem adaptadas ao ambiente marinho. Em suma: o meio ambiente comanda a evolução das baleias nos dois sentidos e em todos os aspectos possíveis, você diria, devido principalmente a seleção natural a partir de mutações aleatórias cumulativas. Eu diria que mutações aleatórias cumulativas e seleção natural não poderiam fazer tudo isto – adaptações tão perfeitas, engenhosas e complexas de um mamífero no fundo do mar, após ter evoluído primitivamente no sentido oposto, para a terra.
      Para mim, o meio ambiente sempre comandou tudo, desde à seleção natural, é claro, mas, também, não sabemos ainda bem como, a orientação na formação de estruturas altamente complexas, sofisticadas e adaptadas para a perfeita sobrevivência no novo ambiente completamente diferente do anterior. Como explicar tudo isto sem uma inteligência por trás? Somente através de mutações cumulativas totalmente ao acaso e posterior seleção natural? Desculpe, mas, para mim, é ainda muito difícil.

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    • Sr Gato,

      Apenas acrescentando algo
      : eu não me coloco em minha poltrona como um deus contrariando, em minha ignorância no assunto, o esfôrço e a sapiência dos deuses da ciência e nem quero parecer teimoso, quero apenas esgotar minhas argumentações. Apenas coloco alguns questionamentos que não são só meus e que suscitam inúmeros debates, inclusive, filosóficos e que dão margem a críticas muitas vezes não consistentes a esses mesmo cientistas, como é o caso do Criacionismo ou do ID, em que milhares de pessoas no mundo hoje acreditam, aliás, atualmente, muito mais do que os que não acreditam, o que é cada vez mais uma pena.
      Quanto ao não poder haver extinções em massa ou antibióticos no caso das “mutações inteligentes”, isto não é verdade. A partir do momento em que as condições ambientais se tornem tão drásticas que nenhuma adaptação seja possível ou viável, isto fatalmente ocorrerá e, para mim, é o que verdadeiramente acontece e que permite, pelo contrário, a evolução – a necessidade só de situações drásticas para a extinção ocorrer.
      No caso dos antibióticos, é o homem que força a situação ambiental para que ocorra a evolução. Assim, sempre haverá a tendência às adaptações, mesmo relativamente rápidas e sofisticadas, como a ciência tem verificado mais recentemente, o que, para mim, já contrariaria o acúmulo de mutações ao acaso e fortalece a ação ambiental na evolução.

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  18. Caros, Roberto Guevara e Gato Precambriano;

    Se é que ainda estão no ar, finalmente encontrei o resumo do artigo científico que estava pŕocurando e, para ser bem fiel ao texto, não vou traduzi-lo, vou coloca-lo em inglês:

    “According to classical evolutionary theory, phenotypic variation originates from random mutations that are independet of selective pressure. However, recent findings suggest that organims have evolved mchanisms to indluence the timing of genomic location of heritable variability. Hypervariable contingency loci and epigenetic switches increase the variability of specific phenotypes; error prone DNA replicases produce bursts of variability in time of stress. Interestingly, these mechanisms seem to tune the variability of a given phenotype to mach the variability of the acting selective pressure. Although thes observations do not indermine Darwin’s theory, they suggest that selection and variability are less independent than once thought”.

    Oliver J. Rando (1) and Kevin J. Verstrepen (2, 3).

    1 – Department of Biochemistry and Molecular Pharmacology, University of Massachusetts Medical School, Worcester, MA01605, USA.
    2 – FAS Center for Systems Biology, Harvard Univesity, 7 Divinity Avenue Cambridge, MA02138, USA.
    3 – Departmen of Molecular and Microbial Systems, K. U. Leuven, Faculty of Applied Bioscience and Engeneering, Kasteekpark Arenberg 22, B-3001 Leuven (Heverlee), Belgium.

    Para mim, isto é só o começo.

    Abraço, Alex

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  19. O GÊNESE EGOÍSTA PODE SER IMORTAL PELO “DNA!,:– DO QUE PELO INDIVIDUO !:
    -E COM O SE- ETERNIZA PELO “LIBRE ARBÍTRIO AGORA ????

    EM INSISTIR PARA TER FALHA :::SIMPLESMENTE DIZER :: ESPECIE DE SELEÇÃO NATURAL !!!
    – MUITO MAIS FACIL QUE :::::SE- ETERNIZA PELO “LIBRE ARBÍTRIO ????

    OU

    EM INSISTIR PARA TER NOSSA FALHA POLITICA !!!

    — DE ONDE FABRICAMOS ESSA DOENÇA, PODERIAMOS SIMPLESMENTE DIZER :: ESPECIE DE SELEÇÃO NATURAL !!!::- NÃO TODOS DOS MAIORES TÍTULOS RECEBIDOS DOS CIENTISTAS,

    MAS AQUELES

    -AINDA POR ASSASINARMOS POVOS, E EXTINGUIMOS CIVILIZAÇÕES INTEIRAS!!!
    — DE ONDE FABRICAMOS ESSA DOENÇA, PODERIAMOS SIMPLESMENTE DIZER :: ESPECIE DE SELEÇÃO NATURAL !!!

    -TECNOLOGICA USURPAMOS ELEMENTOS MESMO ASSIM!!

    MAS O BIÓLOGO RICHARD DAWKINS TEVE UM AMIGO MORADOR DE RUA (GEORGE) ,QUE DIZIA ::::

    -NÃO SOMOS LIVRES, MAS ATE O FIM, SEMPRE ESTAREMOS CORRENDO DE “DEUS .
    george (morador de rua)

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  20. Somente discordo da auto-limitação como um princípio ecológico. As bactérias não possuem nenhum mecanismo intrínseco que evite sua proliferação desenfreada. Muito pelo contrário, em via de regra todo ser vivo possui adaptações de todos os tipos para que sua proliferação seja em grande magnitude. Porém isto não ocorre por existir o que denominamos de resistência ambiental, traduzida em várias situações, a exemplo da escassez de recursos, e outros.

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  21. Puxa, que maravilha essa discussão. Fiquei encantada. Primeiro porque Leonardo Boff, pra mim, é verdadeira sabedoria de amor que se pode ter pelos semelhantes e todos os seres que buscam continuar vivos, neste planeta. Em seguida vamos pensar que nada nos garante que sabemos a verdade das coisas, uma vez que, ao iniciarmos um pensamento ou pesquisa já temos uma bagagem de conhecimentos do passado que nem sempre tem se mostrado verdadeira, apesar do grande apoio da ciência convencional em não aceitar mudanças de paradigmas. Novas idéias, demandam tempo, geração e uma luta constante contra o poder, seja ele financeiro ou mesmo pela manutenção do status quo. A Física Quântica já consegue vislumbrar alguma energia do que poderia ser Deus em todas as coisas, inclusive energias sutis. O que importa pra nós, consciências revestidas de matéria, e desejosas de IGUALDADE SOCIAL é que compreendamos o amor e busquemos a iluminação, única forma, de evoluirmos juntos com o Universo.

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  22. Un darwinista dificilmente deixará de sê-lo. Virou uma espécie de religião. Entendo que existem evidências a respeito das falhas da TE em explicar as complexidades das estruturas, tanto ao nível de sistema quanto ao nível celular, e o caso de mutações aleatórias versus interação meio ambiente. Quanto mais se lê mais se percebe isso…

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