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Yuval Noah Harari: o mundo após o coronavírus

24/03/2020

Harari, historiador israelense, se tornou mundialmente conhecido por seus livros Homo Sapiens e Homo Deus. Como é o lema de Carta Maior de que “informação não é mercadoria,é um bem público” publicamos este importante artigo. Em tempos de coronavírus precisamos de informações de fácil compreensão e darmo-nos conta do que poderá acontecer quando esta pandemia passar. Harari tem o dom de se expressar com formulações claras e bem fundadas na melhor ciência. É nesse sentido que publicamos este texto, tirado de Carta Maior de 24 de março de 2020 e antes publicado no Financial Times. Lboff

Yuval Noah Harari: o mundo após o coronavírus

Créditos da foto: (Graziano Panfili)

A humanidade está, neste momento, enfrentando uma crise global. Talvez a maior crise da nossa geração. As decisões tomadas pelas pessoas e pelos governos nas próximas semanas provavelmente moldarão o mundo nos próximos anos. Elas moldarão não apenas nossos sistemas de saúde, mas também nossa economia, política e cultura. Devemos agir de forma rápida e decisiva. Também devemos levar em consideração as consequências a longo prazo de nossas ações. Ao escolher entre as alternativas, devemos nos perguntar não apenas como superar a ameaça imediata, mas também que tipo de mundo habitaremos quando a tempestade passar. Sim, a tempestade passará, a humanidade sobreviverá, a maioria de nós ainda estará viva – mas habitaremos um mundo diferente.

Muitas medidas de emergência de curto prazo se tornarão estruturas instituídas da vida. Essa é a natureza das emergências. Elas fazem os processos históricos avançarem rapidamente. As decisões cuja deliberação, em tempos normais, podem se arrastar por anos, são aprovadas em questão de horas. Tecnologias ainda imaturas e até perigosas são colocadas em uso, porque os riscos de não se fazer nada são maiores.

Países inteiros servem como cobaias em experimentos sociais de larga escala. O que acontece quando todos trabalham a partir de casa e se comunicam apenas à distância? O que acontece quando escolas e universidades inteiras passam a operar online? Em tempos normais, governos, empresas e conselhos educacionais nunca concordariam em realizar tais experimentos. Mas estes não são tempos normais.

Neste momento de crise, enfrentamos duas escolhas particularmente importantes. A primeira é entre vigilância totalitária e empoderamento do cidadão. A segunda é entre isolamento nacionalista e solidariedade global.

Vigilância sob a pele

Para interromper a epidemia, populações inteiras precisam obedecer a certas diretrizes. Existem duas maneiras principais de alcançarmos isso. Um método é o governo monitorar as pessoas e punir aquelas que violarem as regras.

Hoje, pela primeira vez na história da humanidade, a tecnologia torna possível monitorar todos o tempo todo. Há cinquenta anos, a KGB não podia seguir 240 milhões de cidadãos soviéticos 24 horas por dia, nem poderia ter esperança de processar efetivamente todas as informações coletadas. A KGB contava com agentes e analistas humanos, e simplesmente não era possível colocar um agente humano para seguir cada cidadão. Agora, entretanto, os governos podem confiar em sensores ubíquos e algoritmos poderosos, em vez de espiões de carne e osso.

Em sua batalha contra a epidemia de coronavírus, vários governos já implantaram as novas ferramentas de vigilância. O caso mais notável é a China.

Ao monitorar de perto os smartphones das pessoas, usar centenas de milhões de câmeras de reconhecimento facial e obrigar as pessoas a verificar e relatar sua temperatura corporal e condição médica, as autoridades chinesas podem, não apenas identificar rapidamente os suspeitos portadores de coronavírus, mas também rastrear seus movimentos e identificar qualquer pessoa com quem eles tenham entrado em contato. Uma série de aplicativos móveis avisa os cidadãos sobre sua proximidade com pacientes infectados.

Sobre a fotografia

As imagens que acompanham este artigo são tiradas de webcams com vista para as ruas desertas da Itália, encontradas e manipuladas por Graziano Panfili, um fotógrafo que está em quarentena.

Esse tipo de tecnologia não se limita ao leste da Ásia. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de Israel, autorizou recentemente a Agência de Segurança de Israel a implantar a tecnologia de vigilância, normalmente reservada aos terroristas em combate, para rastrear pacientes com coronavírus. Quando o subcomitê parlamentar encarregado se recusou a autorizar a medida, Netanyahu forçou sua entrada em vigor por meio de um “decreto de emergência”.

Pode-se argumentar que não há nada de novo nisso tudo. Nos últimos anos, tanto governos como empresas vêm usando tecnologias cada vez mais sofisticadas para rastrear, monitorar e manipular pessoas. Se não tomarmos cuidado, a epidemia pode, no entanto, marcar um importante divisor de águas na história da vigilância. Não apenas porque pode normalizar a implantação de ferramentas de vigilância em massa nos países que até agora as rejeitaram, mas ainda mais porque significa uma transição dramática da vigilância “sobre a pele” para “sob a pele”.

Até então, quando seu dedo tocava a tela do seu smartphone e clicava em um link, o governo queria saber exatamente o que seu dedo estava clicando. Mas com o coronavírus, o foco do interesse muda. Agora o governo quer saber a temperatura do seu dedo e a pressão sanguínea sob sua pele.

O pudim de emergência

Um dos problemas que enfrentamos ao tentar avaliar onde estamos em termos de vigilância é que nenhum de nós sabe exatamente como estamos sendo vigiados e o que os próximos anos podem trazer.

A tecnologia de vigilância está se desenvolvendo a uma velocidade vertiginosa, e o que parecia ficção científica há 10 anos é, hoje, notícia velha. Como um experimento mental, considere um governo hipotético que exija que todos os cidadãos usem uma pulseira biométrica que monitora a temperatura corporal e a frequência cardíaca 24 horas por dia.

Os dados resultantes são acumulados e analisados por algoritmos governamentais. Os algoritmos saberão que você está doente mesmo antes que você saiba e também saberão onde você esteve e com quem se encontrou. As cadeias de infecção poderão ser drasticamente encurtadas e até cortadas por completo. É possível que esse sistema, defensavelmente, consiga parar a epidemia em questão de dias. Parece maravilhoso, certo?

A desvantagem é, obviamente, que isso daria legitimidade a um novo e aterrador sistema de vigilância. Se você sabe, por exemplo, que cliquei no link da Fox News em vez do link da CNN, isso pode lhe informar algo sobre minhas opiniões políticas e talvez até sobre minha personalidade. Mas se você puder monitorar o que acontece com a temperatura do meu corpo, pressão sanguínea e frequência cardíaca enquanto assisto ao vídeo, você pode aprender o que me faz rir, o que me faz chorar e o que me deixa muito, muito zangado.

É crucial lembrar que raiva, alegria, tédio e amor são fenômenos biológicos, como febre e tosse. A mesma tecnologia que identifica tosse também pode identificar risos.

Se as empresas e os governos começarem a coletar nossos dados biométricos em massa, eles podem nos conhecer muito melhor do que nós mesmos, e podem não apenas prever nossos sentimentos, mas também manipulá-los para nos vender o que quiserem – seja um produto ou seja um político. O monitoramento biométrico faria as táticas de hackeamento de dados da Cambridge Analytica parecerem algo da Idade da Pedra. Imagine a Coreia do Norte em 2030, quando todo cidadão tiver que usar uma pulseira biométrica 24 horas por dia. Se você ouvir um discurso do Grande Líder e a pulseira captar os sinais reveladores de raiva, você estará acabado.

Você poderia, é claro, defender a vigilância biométrica como uma medida temporária tomada durante um estado de emergência. Ela seria desativada assim que a emergência terminasse. Porém, medidas temporárias têm o hábito desagradável de sobreviver às emergências, especialmente porque sempre há uma nova emergência à espreita no horizonte.

Meu país natal, Israel, por exemplo, declarou estado de emergência durante a Guerra da Independência de 1948, o que justificou uma série de medidas temporárias, desde censura à imprensa e confisco de terras a regras especiais para fazer pudim (não estou brincando). A Guerra da Independência já foi vencida há muito tempo, mas Israel nunca declarou a emergência terminada e deixou de abolir muitas das medidas “temporárias” de 1948 (o decreto de pudim de emergência foi misericordiosamente abolido em 2011).

Mesmo quando as infecções por coronavírus caírem a zero, alguns governos com fome de dados podem argumentar que precisam manter os sistemas de vigilância biométrica em funcionamento porque temem uma segunda onda de coronavírus ou porque existe uma nova cepa de Ebola em evolução na África central, ou porque . . . Você entendeu a ideia. Nos últimos anos, tem ocorrido uma grande batalha pela nossa privacidade. A crise do coronavírus pode ser o ponto de inflexão da batalha. Pois quando as pessoas podem escolher entre privacidade e saúde, geralmente escolhem a saúde.

A polícia do sabão

Pedir às pessoas que escolham entre privacidade e saúde é, de fato, a própria raiz do problema. Porque esta é uma escolha falsa. Podemos e devemos desfrutar de privacidade e saúde.

Podemos optar por proteger nossa saúde e impedir a epidemia de coronavírus, não instituindo regimes totalitários de vigilância, mas, preferivelmente, capacitando os cidadãos. Nas últimas semanas, alguns dos esforços mais bem-sucedidos para conter a epidemia de coronavírus foram orquestrados pela Coreia do Sul, Taiwan e Cingapura. Embora esses países tenham feito uso de aplicativos de rastreamento, eles confiaram muito mais em testes extensivos, em relatórios honestos e na cooperação voluntária de um público bem informado.

O monitoramento centralizado e punições severas não são a única maneira de fazer as pessoas acatarem diretrizes benéficas. Quando as pessoas são informadas dos fatos científicos e quando as pessoas confiam nas autoridades públicas para lhes informar esses fatos, os cidadãos podem agir corretamente, mesmo sem um Big Brother vigiando por sobre seus ombros. Uma população motivada e bem informada é geralmente muito mais poderosa e eficaz do que uma população ignorante e policiada.

Considere, por exemplo, o ato de lavar as mãos com sabão. Este é um dos maiores avanços de todos os tempos na higiene humana. Essa ação simples salva milhões de vidas todos os anos. Apesar de darmos pouco valor, foi apenas no século 19 que os cientistas descobriram a importância de lavar as mãos com sabão. Anteriormente, mesmo médicos e enfermeiros passavam de uma operação cirúrgica para outra sem lavar as mãos. Hoje, bilhões de pessoas diariamente lavam as mãos, não porque têm medo da polícia do sabão, mas porque entendem os fatos. Lavo minhas mãos com sabão porque ouvi falar de vírus e bactérias, entendo que esses pequenos organismos causam doenças e sei que o sabão pode removê-los.

Mas, para atingir esse nível de concordância e cooperação, você precisa de confiança. As pessoas precisam confiar na ciência, nas autoridades públicas e na mídia. Nos últimos anos, políticos irresponsáveis minaram deliberadamente a confiança na ciência, nas autoridades públicas e na mídia. Agora, esses mesmos políticos irresponsáveis podem ficar tentados a seguir o caminho do autoritarismo, argumentando que simplesmente não se pode confiar que o público agirá corretamente.

Normalmente, a confiança que foi corroída por anos não pode ser reconstruída da noite para o dia. Mas estes não são tempos normais. Em um momento de crise, as mentes também podem mudar rapidamente. Você pode ter discussões amargas com seus irmãos por anos, mas quando ocorre uma emergência, vocês descobrem subitamente um reservatório oculto de confiança e amizade e se apressam para ajudar um ao outro. Em vez de construir um regime de vigilância, não é tarde demais para recuperar a confiança das pessoas na ciência, nas autoridades públicas e na mídia.

Definitivamente, também devemos fazer uso de novas tecnologias, mas essas tecnologias devem dar poderes aos cidadãos. Sou totalmente a favor de monitorar a temperatura corporal e a pressão sanguínea, mas esses dados não devem ser usados para criar um governo todo-poderoso. Em vez disso, esses dados devem permitir que eu faça escolhas pessoais de posse de mais e melhores informações e também devem permitir que responsabilizemos o governo por suas decisões.

Se eu puder rastrear minha própria condição médica 24 horas por dia, aprenderei não apenas se me tornei um risco à saúde de outras pessoas, mas também quais hábitos contribuem para minha saúde. E se eu puder ter acesso e analisar estatísticas confiáveis sobre a disseminação do coronavírus, seria capaz de julgar se o governo está me dizendo a verdade e se está adotando as políticas corretas para combater a epidemia. Sempre que as pessoas falam sobre vigilância, lembre-se de que a mesma tecnologia de vigilância, geralmente, pode ser usada não apenas pelos governos para monitorar indivíduos – mas também por indivíduos para monitorar governos.

A epidemia de coronavírus é, portanto, um grande teste de cidadania. Nos próximos dias, cada um de nós deve optar por confiar em dados científicos e especialistas em saúde em detrimento de teorias infundadas da conspiração e de políticos que só servem a si mesmos. Se não conseguirmos fazer a escolha certa, poderemos nos encontrar avalizando a retirada de nossas mais preciosas liberdades, pensando que essa é a única maneira de proteger nossa saúde.

Precisamos de um plano global

A segunda escolha importante que enfrentamos é entre isolamento nacionalista e solidariedade global. Tanto a epidemia em si quanto a crise econômica dela resultante são problemas globais. Eles só podem ser resolvidos efetivamente com cooperação global.

Em primeiro lugar e mais importante, para derrotar o vírus, precisamos compartilhar informações globalmente. Essa é a grande vantagem dos humanos sobre os vírus. Um coronavírus na China e um coronavírus nos EUA não podem trocar dicas sobre como infectar humanos. Mas a China pode ensinar aos EUA muitas lições valiosas sobre o coronavírus e como lidar com ele. O que um médico italiano descobre em Milão no início da manhã pode muito bem salvar vidas em Teerã à noite.

Quando o governo do Reino Unido hesita entre várias políticas, pode obter conselhos dos coreanos que já enfrentaram um dilema semelhante há um mês. Mas, para que isso aconteça, precisamos de um espírito de cooperação e confiança global.

Os países devem estar dispostos a compartilhar informações de maneira aberta e sem arrogância, a procurar aconselhamento e devem poder confiar nos dados e nas ideias que recebem. Também precisamos de um esforço global para produzir e distribuir equipamentos médicos, principalmente kits de testes e respiradores. Em vez de todos os países tentarem fazer isso localmente e acumularem para si todo equipamento que puderem obter, um esforço global coordenado poderá acelerar bastante a produção e garantir que os equipamentos que salvam vidas sejam distribuídos de maneira mais justa.

Assim como os países nacionalizam as principais indústrias durante uma guerra, a guerra humana contra o coronavírus pode exigir que “humanizemos” as linhas de produção cruciais. Um país rico com poucos casos de coronavírus deve estar disposto a enviar equipamentos preciosos para um país mais pobre com muitos casos, confiando que, se e quando posteriormente precisar de ajuda, outros países o ajudarão.

Podemos considerar um esforço global semelhante para reunir pessoal médico. Os países atualmente menos afetados podem enviar equipes médicas para as regiões mais atingidas do mundo, tanto para ajudá-las em suas horas de necessidade, quanto para obter uma experiência valiosa. Se mais tarde, quando o foco da epidemia inverter, a ajuda poderia começar a fluir na direção oposta.

Também é de vital importância a cooperação global na frente econômica. Dada a natureza global da economia e das cadeias de suprimentos, se cada governo tomar suas decisões em total desconsideração com os demais, o resultado será um caos e uma crise cada vez mais profunda. Precisamos de um plano de ação global e precisamos dele rapidamente.

Outro requisito é chegar a um acordo global sobre viagens. Suspender todas as viagens internacionais por meses causará enormes dificuldades e dificultará a guerra contra o coronavírus. Os países precisam cooperar para permitir que pelo menos um grupo de viajantes essenciais continue atravessando as fronteiras: cientistas, médicos, jornalistas, políticos, empresários. Isso pode ser feito alcançando um acordo global sobre a pré-seleção dos viajantes pelo país de origem. Se você souber que apenas viajantes cuidadosamente selecionados receberam permissão para embarcar em um avião, estará mais disposto a aceitá-los em seu país.

Infelizmente, atualmente os países praticamente não agem desse modo. Uma paralisia coletiva tomou conta da comunidade internacional. Parece não haver adultos na sala. Esperávamos ver, há algumas semanas, uma reunião de emergência de líderes globais para elaborar um plano de ação comum. Os líderes do G7 só conseguiram organizar uma videoconferência nesta semana, e ela não resultou em nenhum plano desse tipo.

Nas crises globais anteriores – como a crise financeira de 2008 e a epidemia de Ebola de 2014 – os EUA assumiram o papel de líder global. Mas o atual governo dos EUA abdicou do cargo de líder. Deixou bem claro que se preocupa muito mais com a grandeza da América do que com o futuro da humanidade.

Este governo abandonou até seus aliados mais próximos. Quando proibiu todas as viagens da União Europeia, nem se deu ao trabalho de avisar a UE com antecedência – quanto mais consultá-la sobre essa medida drástica. Ele escandalizou a Alemanha ao, supostamente, oferecer US$ 1 bilhão a uma empresa farmacêutica alemã para comprar direitos de monopólio de uma nova vacina Covid-19. Mesmo que a administração atual acabe mudando de rumo e elabore um plano de ação global, poucos seguirão um líder que nunca assume responsabilidade, que nunca admite erros e que rotineiramente assume todo o crédito para si mesmo, deixando toda a culpa para os outros.

Se o vazio deixado pelos EUA não for preenchido por outros países, não só será muito mais difícil interromper a epidemia atual, mas seu legado continuará envenenando as relações internacionais nos próximos anos. No entanto, toda crise também é uma oportunidade. Devemos esperar que a epidemia atual ajude a humanidade a perceber o grave perigo que representa a desunião global.

A humanidade precisa fazer uma escolha. Iremos percorrer o caminho da desunião ou adotaremos o caminho da solidariedade global? Se escolhermos a desunião, a crise não apenas se prolongará, mas provavelmente resultará em catástrofes ainda piores no futuro. Se escolhermos a solidariedade global, será uma vitória não apenas contra o coronavírus, mas contra todas as futuras epidemias e crises que possam assaltar a humanidade no século XXI.

Yuval Noah Harari é autor de ‘Sapiens’, ‘Homo Deus’ e ’21 Lessons for the 21st Century’

*Publicado originalmente em ‘Financial Times‘ | Tradução de César Locatelli

20 Comentários leave one →
  1. Thiago Otávio permalink
    24/03/2020 7:22

    Muita solidariedade global deve ser construída, ótimo artigo, obrigado por compartilhar, professor Boff. Acredito que essa questão da vigilância sobre o indivíduo também seja muito séria, dado programas como o ID2020, apoiado por instituições como Rockfaller fundation, Microsoft e outras. Acho que vale a pena trabalhar nossa capacidade desapego do desnecessário, deixar os desentendimentos, e cultiva esperança pelo futuro da terra e das coisas.

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  2. Crisóstomo permalink
    24/03/2020 8:38

    Isolamento nacionalista e solidariedade global.
    Excelente!

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  3. Hilton Felicio dos Santos permalink
    24/03/2020 8:50

    Extraordinário texto! Penetrante em suas observações, aponta nuances que diferenciam o enfoque da China do adotado por Coreia do Sul, Taiwan e Cingapura na luta contra o Covid-19!

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  4. Isabel Scalesi permalink
    24/03/2020 10:31

    Excelente texto e informativo consciente, da necessidade de humanos unirem-se e escolher não só o hoje mas visando o futuro melhor, em todas as esferas.

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  5. Odair Lanzoni permalink
    24/03/2020 12:33

    Parabéns, belo e intrigante texto, obrigado por compartilhar

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  6. 24/03/2020 12:47

    Belíssimo texto para refletirmos sobre um novo conceito de humanidade e de como preservá-la dos controles gerais e libertá-la para um sentido de espécie que deve ser preservada e preservar o seu cosmos, seu ambiente , a sua água, o seu ar, sua morada e os seus alimentos! Receber e trocar saberes e defender um modo de relacionamento amoroso, leal e cooperativo ! Somos uma espécie frágil mas muito criativa e deste modo poderemos criar um espaço que nos acolha, e nos permita preservar afetos e cuidados de uns para os outros sem distinção !

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  7. 24/03/2020 13:00

    Começo agradecendo antecipadamente esse depoimento. Em termos matemático se formos definir a sociedade, veremos que tudo aquilo que está escrito qui, é a mais pura verdade. Matematicamente, a sociedade é: “eu+tu=nós”. A sobrevivência de qualquer povo, não está ancorado na extensão da sua economia. Mas, sim, em como delinear a sua política de globalização. Os continentes, as cores, as raças, as etnias, as religiões, as fronteiras, etc, não para nós dividir. As nossas diferenças, bem utilizadas, são uma vantagem. Mas, se as utilizarmos mal, as consequências serão desastrosas e catastróficas. Estamos numa luta contra um inimigo comum e invisível. Não vamos brigar, vamos nos apoiar, vamos escutar uns aos outros. Juntos, venceremos. Que Deus nos abençoe e proteja, juntos iremos fortalecer e seremos invencíveis.

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  8. José Luis Cardieri permalink
    24/03/2020 13:52

    Muito boa essa abordagem. É de se esperar que os líderes de todos os campos leiam e reflitam

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  9. Ismael Malhadas Vigário permalink
    24/03/2020 18:13

    Segundo Yuval Noah Harari, impõe-se equilibrar as opções políticas e a sua implicação ética. A necessidade de uma política global para as necessidades emergentes globais.Porém, pelo desfiar de uma história política, verifica-se que tem havido alguma união focada, apenas, em benefício das maiores economias. A globalização veio trazer um mundo diferente que é preciso compreender oferecer respostas globais.

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  10. jose lauro magalhaes permalink
    25/03/2020 16:18

    Excelente texto como sempre do autor

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  11. Olívio Araújo permalink
    26/03/2020 8:39

    Excelente Analise.Essa reflaxão faz-nos ver e pensar o futuro de uma forma mas clara. Tudo pago!

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  12. Catarina permalink
    26/03/2020 15:55

    Excelente reflexão. Obrigada por compartilhá-la!

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  13. Tetsuro Hori permalink
    28/03/2020 7:28

    A solidariedade global só será possível qdo atingirmos no futuro o país chamado Terra. Onde teremos um presidente escolhido pela população da Terra.
    .

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  14. Jose Silva permalink
    30/03/2020 6:32

    Texto fabuloso e imensamente informativo, se os homens de BEM nada fizerem o MAL prevalecerá

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  15. Alexandre Alhinho permalink
    16/04/2020 23:30

    Sòmente os iluminados, deste mundo, compreendem a importância da cooperação global. Harari pertence a este pequeno grupo que tenta mudar a vida de bilhões de pessoas. Temos o dever de levar estas informações a todos os habitantes do planeta.

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  16. Rosa permalink
    23/04/2020 15:06

    Saludo de paz: Estoy muy preocupada por unos mensajes que están circulado en las redes sociales, de una medica, un “diácono” , un hombre laico y hoy, un sacerdote con vestimentas diciendo misa, los 4 suenan como argentinos, los 2 primeros así se identifican. Ellos tienen el mismo mensaje, que está pandemia es causada para desestabilizar el orden mundial e imponer otro, que el Papa es parte de este complot, y que es mentira lo del virus, hablan todo en español, la gente va quedando con más temor y confusión, está circulando por varios países de America Latina, he dicho a mi familia no escuchar esto, más cada día más gente los oye y los envía a otros, causando más miedo y confusión, creo que es el propósito de estos mensajes. Ayuda! Gracias

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    • 25/04/2020 8:15

      Rosa, vivimos tiempos de fake news, de verdaderas mentiras y divulgación de conspiraciones. No existe nada de esto. El hecho mayor e inegable es que millares de personas estan muriendo.Todos tienen que cuidarse y ponerse en aislamiento social. Tambien ellos. Estos que dicen y propagan todo esto que vayan por las cailles, sin la mascarilla, sin protección ya que dicen que es un complot. Seran afectados y puede morir. Lo más sensato es pensar como el Papa en la enciclica ecologica:”en los ultimos dos siglos hemos lastimado y agredido la tierra como nunca antes”. Ahora ella esta contra-atacando, se defendiendo. Nosostros somos los culpados por no tener una relación de cuidado y protección hacia los seres de la naturaleza y de la Madre Tierra. No hay conspiración. Es un crueldad meter miedo a las personas. Esto no cambia el hecho de que personas estan moriendo. Que vale decir que es una conspiración? No ayuda en nada. Lo importante ahora es ser solidario, cuidarnos unos a atros y entender el aislamiento como una oportunidad de repensar nuestra relación con la naturaleza, con el consumo, una especie de retiro espiritual para hacer lo que pide el papa un “radical conversión ecologica”. No debemos perder esta oportunidad que es mejor que difundir miedo y mentiras sin base ninguna. Son invenciones de personas enfermas de la cabeza y sin corazón, no sienten el dolor del otro y lo ayudan. Bendiciones Lboff

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  17. arsénio de pina permalink
    11/05/2020 13:47

    Absolutamente de acordo com Harari e o teólogo Boff. Já li os dois livros do historiador Harari que me inspiraram para escrever artigos sobre a matéria e de divulgação do historiador judeu publicados em Cabo Verde.

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